“O alerta que faço é que as autoridades, de um modo geral, se cuidem!”, disse o deputado Izaias Maia.

O crescimento do crime organizado no Estado foi a tônica o discurso do deputado Izaias Maia (PTdoB) na manhã desta terça-feira na Assembleia Legislativa do Estado de Roraima. Ele lembrou que foi muito criticado quando, enquanto apresentador televisivo destacava o aumento das facções criminosas.

“Até bem pouco tempo as autoridades diziam que não existiam facções no Estado. Quando eu falava nos programas era para a sociedade tomar conhecimento e se proteger, porque as facções na capital e no Interior, assim como em todo o Brasil, não estão alisando. Matam sem piedade!”, disse o parlamentar.

Ele ressaltou que somente depois de vários fatos envolvendo os membros das facções é que as autoridades admitiram a existência de grupos criminosos que fomentam o crime organizado. “Acho que muita coisa não foi feita. Agora eu lamento! Quero pedir aos parlamentes estaduais, deputados federais e senadores que façam alguma coisa para que o governo cumpra a sua parte, o presidiário também, dentro da lei, e haja paz no sistema prisional, porque se correr sangue dentro da penitenciária vai correr fora também”, afirmou ao referir a uma matéria jornalística nesta terça-feira, com o título “AUDÁCIA – Criminosos voltam a atacar prédios públicos”.

O alerta do parlamentar foi direcionado diz respeito a lista encontrada com os membros de facções na ocasião em que foram presos e onde constam nomes de pessoas juradas de morte.  “Nessa relação tem nomes de agentes penitenciários, agentes públicos, autoridades e políticos que podem ir, se vacilarem, para debaixo de sete palmos. Então quero alertar, principalmente as autoridades, tomem cuidado porque eles não estão brincando”, disse.

Ressaltou ainda que tudo que acontece dentro do sistema prisional se reflete do lado de fora. “O alerta que faço é que as autoridades, de um modo geral, se cuidem!”, reforçou salientando que é preciso dar condições para os apenados cumpram a pena conforme determina a Lei de Execuções Penais (LEP).“Os bandidos não querem mexer com a sociedade, de vez em quando matam um, mas o negócio deles é chamar a atenção, e decidiram que agora para chamar a atenção têm que despachar para o outro mundo autoridades em geral, sejam políticos, agentes público, seja lá quem for”, alertou, ao relembrar a morte recente de vários policiais.

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR