A intenção, segundo o parlamentar, é saber o motivo da Zona Franca de ainda não ter sido regulamentada.

Na segunda-feira (7), o deputado Joaquim Ruiz (PTN) participará de uma audiência com o superintendente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) para tratar sobre as Áreas de Livre Comércio (ALCs) de Bonfim e Pacaraima, cidades fronteiriças com a Guiana e Venezuela, respectivamente.

A intenção, segundo o parlamentar, é saber o motivo da Zona Franca de ainda não ter sido regulamentada. Como exemplo, falou da situação no município de Tabatinga, no interior do Amazonas, fronteira com a Colômbia, pela cidade de Letícia. “Nas férias, tive a oportunidade de ver como funciona e o que está representando em termos de economia naquele município, um movimento muito grande, gerou muitos empregos, aqueceu aquela economia”, frisou.

Ele garantiu que vai trabalhar para que isso aconteça em Roraima, pois não acha justo que a economia fortaleça Lethem e Santa Elena e a de Roraima não. Com as Áreas em funcionamento – disse, Boa Vista será beneficiada com a vinda de mais visitantes e consumidores de serviços como transporte, alimentação e hospedagem.

Na próxima quarta-feira, dia 9, Boa Vista sediará a reunião do Parlamento Amazônico e na programação haverá a palestra ‘A regulamentação da Lei dos Free Shops em cidades gêmeas de fronteiras’, ministrada pelo deputado estadual pelo Rio Grande do Sul, Frederico Antunes (PP), o que para Joaquim Ruiz, será uma colaboração nesse processo de discussão.

Porém, ele afirma que o conhecido no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país é um sistema diferente do a ser aplicado em Roraima. “Então, é totalmente diferente o modelo nosso com o modelo deles. Eu tenho lido muito sobre esse assunto e vejo que está muito próximo de transformamos essa situação em uma realidade bem viável para o nosso Estado”, e para se tornar realidade, deveria o Estado decretar a isenção de tributos, como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). “Marquei a audiência, eu que estou indo atrás para beneficiar o nosso povo, cabe ao parlamento cobrar, discutir e ao Governo, executar”, explicou.

Por Yasmin Guedes

SupCom/ALE-RR