Angela Águida disse que a Comissão tem contribuído de forma significativa para reduzir esse tipo de violência.

A deputada Angela Águida Portella (PSC), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Família, da Mulher, da Criança, do Adolescente e Ação Social, lamentou a quantidade de denúncias de casos de violência sexual ocorridas somente no primeiro semestre de 2017. São 263 queixas recém-divulgadas pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (NPCA), da Polícia Civil, neste primeiro semestre do ano.

“Essa temática é triste para nós, e não é só no Estado de Roraima, mas é uma questão nacional e talvez mundial. A criança e adolescente por ser dependente financeiramente e emocionalmente está vulnerável a esse tipo de situação. Infelizmente temos a falta de consciência. Nós ainda não temos a condição de cuidar de forma adequada de nossas crianças e adolescentes”, disse a parlamentar.

Angela Águida disse que a Comissão tem contribuído de forma significativa para reduzir esse tipo de violência, participando da rede de proteção da criança e do adolescente, dando condições para que a Assembleia seja também uma caixa de ressonância no que diz respeito a garantia de leis para esse público.

“Estamos dando apoio aos conselhos tutelares, fazendo audiências públicas para discutir o assunto e também chamando atenção de todos os agentes envolvidos, trabalhando em parceria com as escolas para fortalecer os vínculos familiares através do Família na Escola, com programas que estimulem as crianças não só a aprenderem a se cuidar, mas também a confiarem nos pais ou nas pessoas que estão nas escolas, na hora de buscar apoio”, afirmou a deputada.

No entendimento da parlamentar, uma das soluções para tirar as crianças e adolescentes da vulnerabilidade seria a escola em tempo integral. “A escola viria a cobrir toda essa situação, porque a criança estaria guardada durante o dia todo, e só iria para casa a noite, no horário em que os pais já haviam chegado do trabalho. Muitos pais saem para trabalhar e, às vezes, as crianças ficam sozinhas”, disse, ao ressaltar que existe uma necessidade urgente de também se “reforçar os valores sociais e familiares”.

Quando se trata de crianças e adolescentes, segundo Angela Águida, duas frentes precisam ser trabalhadas. “A proteção e a conscientização é que vão garantir os direitos das crianças e dos adolescentes. É preciso se entender que eles são prioridade absoluta, e que a nossa sociedade para ser saudável precisa dar condição para que essa base cresça de forma benéfica, pois uma criança violada em seus direitos será um adulto que sempre vai ficar com essa marca, que vira um estigma, e a pessoa sempre estará ressentida com essa situação que aconteceu na infância. Então proteção e prevenção é a melhor saída”, disse, ao salientar que essa é sua bandeira de luta junto com a Assembleia Legislativa.

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR