Nesse primeiro semestre deste ano foram atendidas no Chame 771 mulheres em situação de violência. 

A Lei Maria da Penha completará 11 anos na próxima segunda-feira, 07. Em alusão à data, a Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima (ALERR), por meio do Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), vai realizar uma blitz orientativa e educativa na Praça do Centro Cívico, em frente a Assembleia, no horário das 10h às 12h.

Durante a semana a Procuradoria também buscará estreitar os laços para aprimorar o relacionamento com todos os organismos governamentais e não governamentais, como as instituições religiosas, rede pública de Educação e de Saúde, quartéis, os quais fazem parte da rede de proteção às mulheres em situação de violência.

“Esse estreitamento de laço é para colocar em prática os projetos executados pela Procuradoria como o Chame, o Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, o do Reconstruir. A Procuradoria da Mulher também se preocupa com a maior participação das mulheres na política, haja vista que no ano que vem haverá eleições. Então vamos incentivar as mulheres a participar ativamente da política, para que acompanhe o que acontece em Boa Vista e no país”, disse a procuradora adjunta, Sara Patrícia Farias.

Os avanços proporcionados pela Lei Maria da Penha são inegáveis e na avaliação de Sara Patrícia o maior desafio é a aplicabilidade da lei. “A Lei Maria da Penha encorajou as mulheres a denunciarem. Antes não existia estatística de violência contra a mulher, e foi a partir dela que começou a vir à tona a violência. Muitos dizem que depois da lei a violência contra a mulher cresceu. Mas isso não é verdade, a violência sempre existiu, com a lei ela passou a ser visualizada e combatida”, ressaltou Sara.

Nesse primeiro semestre deste ano foram atendidas no Chame 771 mulheres em situação de violência. Desse total, 179 sofreram violência psicológica, 150 moral, 99 física, 84 patrimonial e 29 sexual. Foram realizados também 575 atendimentos jurídicos, 359 psicológico e 353 social.

O serviço do ZapChame (98402-0502) registrou neste primeiro semestre 67 atendimentos, sendo 23 de violência psicológica, 14 moral, 13 de física, sete patrimonial e 3 sexual. No total, foram realizados 264 atendidos desde que o serviço foi criado, em abril do ano passado.

 

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR