O resultado do processo de seleção foi divulgado nesta quarta-feira (16).

Aquele velho ditado popular “melhor prevenir do que remediar” faz muito sentido e ganhou um reforço em Roraima. É que o projeto ‘Educar é Prevenir’, da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa de Roraima foi contemplado pela Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas à Pena Privativa de Liberdade (Vepema), do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) com R$ 8 mil para investir nas ações de combate ao tráfico de pessoas para fins de exploração sexual, trabalho escravo e tráfico de órgãos.

Este é o segundo ano que a Assembleia Legislativa está entre as 10 entidades selecionadas pela Vepema, por desenvolver projetos sociais nas áreas de educação e segurança pública. O resultado do processo de seleção foi divulgado nesta quarta-feira (16). Os recursos destinados as ações vêm das prestações pecuniárias resultante de transação penal, suspensão condicional e de sentença condenatória da comarca de Boa Vista.

Iniciado em junho deste ano, o ‘Educar é Prevenir’ é executado pelo Núcleo de Promoção, Prevenção e Atendimento às Mulheres Vítimas de Tráfico de Pessoas nas escolas públicas estaduais da Capital e interior do Estado. As escolas Maria dos Prazeres Mota e Camilo Dias já foram atendidas por meio de capacitações sobre os perigos do tráfico humano.

“Com esses recursos, iremos comprar datashow, fazer cartilhas educativas, pois nosso foco é trabalhar a prevenção. Esse crime, o tráfico humano, é muito perigoso porque envolve outros crimes bárbaros como o tráfico de órgãos, de drogas, trabalho escravo, exploração sexual, inclusive, com fins para a prostituição”, disse a procuradora Especial da Mulher, deputada Lenir Rodrigues (PPS).

A parlamentar explica ainda que muitas vezes, um familiar ‘desaparece’ e o sumiço está relacionado a esse tipo de crime e a prevenção ainda é a melhor forma de combater os delitos. “Estamos fazendo um processo educativo de toda a sociedade. Alertando! Aqui em Roraima nós já temos vários casos, pois nós somos fronteira com a Guiana e a Venezuela e temos uma saída aberta para o estado do Amazonas. Existe tráfico também intermunicipal, onde as pessoas são colocadas em cativeiros e as vítimas, predominantemente, são mulheres”, destacou.

O Núcleo do Tráfico de Pessoas trabalha em conjunto com a rede de proteção, tais como Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Diocese, Movimento Grito pela Vida Comitê Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.

COMBATE A VIOLÊNCIA – Ano passado, o projeto “Grupo Reflexivo ReConstruir”, do Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame) ficou entre os selecionados pela Vepema e recebeu R$ R$ 7 mil. Os recursos foram investidos na compra de um datashow e materiais educativos. As ações tem como finalidade dar um atendimento especializado aos agressores e diminuir os casos de violência doméstica familiar. São promovidas reuniões semanais, na sede do Chame, que fica na rua Coronel Pinto, no Centro. Participam homens atendidos pelo Chame e indicados pela Vepema.

Por Sônia Lúcia Nunes

SupCom/ALE-RR