A coordenadora jurídica do Procon Assembleia, Juciane Pollmeier, acompanhou atentamente a narrativa do caso.

Clotilde Oliveira, de 80 anos, tenta há seis anos cancelar a assinatura de uma revista, mas não consegue. Antes de o marido Laucides Oliveira falecer, em 2012, o mesmo já havia solicitado o cancelamento direto com a editora, mas sem sucesso. E para surpresa dela, mesmo com a morte do marido, ainda assim os periódicos chegavam a seu endereço.

Passou um período em que os produtos chegavam no nome de Laucides Oliveira e Clotilde reforçava o pedido para encerramento do contrato, nunca atendido. Um dia, as revistas passaram a chegar direcionadas a ela, com a cobrança direta no cartão de crédito e, depois, em boleto bancário. “Eu continuei pedindo [o cancelamento], tenho os protocolos e, ultimamente, já me diziam que eu precisava pagar X para eles poderem cancelar. Ainda tiveram a petulância de me mandar a cobrança em boleto”, disse Clotilde, indignada com a atitude da empresa.

Ela soube por meio da filha, a jornalista Consuelo Oliveira, sobre o Procon Assembleia. “Aí eu pedi para que ela me dissesse onde ficava o Procon porque é um abuso o que estão fazendo comigo, mas ficava no esquecimento”, falou. E devido a dificuldade de locomoção e a idade avançada, nesta sexta-feira (18), a equipe técnica do Procon Assembleia esteve na residência da consumidora para pegar os relatos e a documentação específica sobre o caso. “É uma boa notícia. Para mim é uma honra isso”, celebrou Clotilde, sugerindo que essa ação ganhasse mais proporção por ser benéfica e diferenciada.  “Fazendo esse tipo de atitude, não só pra mim, mas para outras pessoas que tem essa idade, também tem dificuldade de locomoção. Para mim é nota 10, eu tiro o chapéu para o Procon”, brincou. Agora, a consumidora aguardará pelo resultado e espera que a editora da revista atenda a recomendação da instituição.

A coordenadora jurídica do Procon Assembleia, Juciane Pollmeier, acompanhou atentamente a narrativa do caso, tomou nota de todos os protocolos registrados por Clotilde e afirmou que o órgão tomará as medidas cabíveis. “A consumidora é uma pessoa idosa e ela não tem condições de ir ao Procon em virtude da impossibilidade dela, de ela não ter um procurador que possa representá-la ao prédio”, contou.

Segundo Juciane, o Procon Assembleia entrará em contato com a empresa e, em seguida, dará retorno à consumidora. “O consumidor que não puder ir até o Procon, for uma pessoa idosa, não tiver condições físicas, não tiver procurador, não tiver uma pessoa que possa resolver por ela, ela pode entrar em contato que iremos até a residência para resolver o problema”, garantiu.

O consumidor que se sentir prejudicado pode procurar a sede do Procon Assembleia localizada na rua Agnelo Bittencourt, nº 216, no Centro de Boa Vista, ou ligar para os telefones 4009-4820/4822/4823/4824/4827, de segunda a sexta-feira, das 7h30 as 13h30.

Por Yasmin Guedes

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