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Pedido de cancelamento do SIF volta a gerar debates na Assembleia Legislativa

O pedido de cancelamento do Serviço de Inspeção Federal (SIF) feito pelo Governo do Estado ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) rendeu mais um capítulo na sessão ordinária desta quarta-feira, 27, da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima.

O deputado Brito Bezerra (PP), líder do governo, negou que a medida tenha como objetivo principal impedir que os grandes pecuaristas exportem carne para outros Estados e países, conforme foi afirmado pelo deputado George Melo (PSDC). De acordo com ele, o pedido de cancelamento foi feito após a Superintendência Federal de Agricultura interditar o Mafir (Matadouro Frigorífico de Roraima), segundo o deputado, “ação orquestrada a três mãos”. “Foi a primeira ação do Ministério da Agricultura aqui no Estado, que é comandado pelo governo federal, o PMDB e o senador Romero Jucá (PMDB). Foram eles que pediram a interdição. Após esse ato, a governadora Suely, orientada pelos técnicos para Agência de Defesa Animal (Aderr), solicitou vistoria, já que o governo não tem condições de atender os 50 pontos determinados pelo Ministério, para se adequar à legislação estadual e reabrir o Matadouro Frigorífico, que é de utilidade pública e não podemos interditar”, disse, ao salientar que a medida ajudará o pequeno, médio e grande empresários.

George Melo rebateu o parlamentar e voltou a fazer duras críticas ao Governo. “Quem falou aqui dos grandes comerciantes que se apoderaram do mercado da carne foi o seu líder Xingu. Quero deixar bem claro que responsabilizei sim a governadora e mostrei o documento, que ela sim é o governo do mal, que patrocinou o desmantelo do Mafir nos últimos três anos, quando colocou o representante da Coopercarne (Cooperativa de Carne) para ser o representante da Codesaima (Companhia de Desenvolvimento do Estado de Roraima), que deixou entregue às baratas para se acabar”, disse.

O líder do Blocão ressaltou ainda que Suely Campos teria feito isso para penalizar os pecuaristas, pois em março seria liberado o alvará para Roraima vender carne para qualquer lugar do mundo. “Ela traiu os pecuaristas e agora vem com a cara de pau de fazer uma Expoferr (Exposição Agropecuária de Roraima). Fazer festa para quê? Depois de apunhalá-los! Ela tem que fazer é um velório para enterrar os pecuaristas”, complementou ao recomendar que a chefe do Executivo procure os três senadores de Roraima para “tentar reverter a bobagem que fez”.

Marilena Freitas

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