O CHAME (Centro Humanitário de Apoio à Mulher) da Procuradoria Especial da Mulher, da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima (ALERR), realizou uma ação na manhã desta quinta-feira, 1º, para mulheres e homens da terceira idade, que são assistidos por um programa social na Capital. A palestra sobre a violência doméstica foi ministrada pela procuradoria adjunta, Sara Patrícia Farias.

“Nesta ação, voltada para os assistidos desse programa, falamos sobre violência doméstica familiar, violência patrimonial e a praticada contra o idoso. A participação deles foi fantástica durante uma hora de roda de conversa, onde falamos sobre a Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio e pontuamos sobre todos os tipos de violência sofrida”, disse Sara Patrícia.

Entre os vários assuntos abordados, a violência patrimonial recebeu um destaque. Percebeu-se por parte deste público um grande interesse em entender como esse tipo de crime funciona na prática e de que forma pode ser combatida e onde deve ser denunciada.

“Foi destaque a violência patrimonial praticada contra eles pelos netos e filhos, quando há a retenção de valores. Há muitos casos em que os filhos e netos subtraem os cartões dos benefícios que eles recebem como o crédito social e até o cartão do banco em que saca o dinheiro da aposentadoria. Esse tipo de crime está dentro do contexto da violência doméstica. As pessoas idosas, além de protegidas pela Lei Maria da Penha, têm ainda o Estatuto do Idoso, sem prejuízos das demais leis”, explicou Sara Patrícia.

Para João Pereira Giacomet, 74 anos, disse que a palestra foi muito esclarecedora. “A palestra foi ótima e passei a entender muita coisa. Depois da palestra, se eu observar um vizinho batendo em mulher eu vou denunciar o agressor. Assim vou contribuir com todos, para combater a violência contra a mulher. A violência não é só contra a mulher, mas também contra o idoso”, disse.

A aposentada Iolanda Freitas Nogueira, 66 anos, ressaltou que esse tipo de palestra tem que atingir os mais jovens. “Nós, da terceira idade, já sabemos como é, mas os jovens precisam de orientação. Mas a palestra foi muito boa porque nós vamos poder passar para os nossos filhos como deve ser a vida, para que não haja desentendimento, para que saibam criar os filhos”, afirmou.

Mãe de oito filhos, Iolanda tem experiência de sobra para compartilhar com quem está começando a vida. A harmonia no ambiente doméstico, observou, é fundamental para criar uma atmosfera de respeito entre pais e filhos e entre o marido e a esposa. “Quem cria os filhos no meio da violência, só vai gerar mais violência. Os jovens precisam entender que o certo é viver sem violência, seja ela verbal ou de agressão física. A violência verbal é a pior porque o xingamento ofende muito. É muito pior que levar um tapa. O melhor mesmo é não ter nem um. Nem tapa e nem xingamento”, avaliou.

 

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR