O projeto ‘Assembleia mais perto do consumidor’, desenvolvido pelo Procon Assembleia realizou, pela primeira vez, uma palestra sobre relações de consumo para crianças de 9 a 10 anos. De forma lúdica, alunos do Colégio Claretiano tiveram a oportunidade de conhecer, nesta quarta-feira, 7, os direitos inerentes aos consumidores.

“Esse projeto tem como finalidade fazer com que as crianças entendam seus direitos enquanto consumidor, e aprenda também sobre a economia familiar. Sabemos que hoje a mídia proporciona várias coisas às crianças. Então essa palestra vai ajudá-las a selecionar o que, efetivamente, querem e precisam. Às vezes compram um brinquedo e deixam logo de lado, quer dizer, um dinheiro gasto, mas que não foi aproveitado. O objetivo é educar as crianças para serem bons consumidores e não consumeristas”, explicou a diretora do Procon Assembleia, Eumaria Aguiar.

A advogada do Procon, Andria Kartie Feitosa da Silva, que ministrou a palestra, ressaltou que o objetivo era trabalhar essa relação de consumo. “Informar para que elas não se tornem crianças compulsivas, e toda vez que acompanharem os pais na compra de um brinquedo ou de qualquer outro produto, que observem se está lacrado, se tem as informações necessárias. Por estarem em fase de crescimento, é importante entenderem, a partir de agora, o que é essa relação de consumo para não se tornarem crianças que vão comprar tudo, ao invés de comprar o que realmente é necessário”, ressaltou.

A palestra para a aluna Júlia Maria Silva Campos, 9 anos, seria um complemento na vida, pois bem cedo aprendeu com os pais a diferença entre consumidor e fornecedor. Mais importante que saber distinguir os dois agentes envolvidos na relação de consumo, ela põem em prática a educação que recebeu em casa, sendo uma consumidora responsável ao invés de compulsiva.

“O consumidor é aquele que consome, que compra; o fornecedor é aquele que fornece. Quando minha mãe diz que não pode comprar porque está com pouco dinheiro, entendo que é preciso sempre ter um dinheiro guardado, para caso aconteça alguma emergência”, disse Júlia Maria.

A estudante Melanye Medeiros de Oliveira, 9 anos, também está entre as exceções das crianças que não fazem birra quando os pais dizem que não vão comprar o presente. “Só peço para comprar um presente perto da minha festa de aniversário. Mas quando minha mãe diz que não pode, consigo entender que não tem dinheiro para comprar”, afirmou.

Após a palestra, o aluno Alexandre Rodrigues Coelho da Silva, 8 anos, já sabe que órgão procurar quando o produto estiver danificado e o fornecedor se negar a trocar. “O Procon é para reclamar quando não querem trocar o produto”, disse. Ele também está na lista dos alunos que aceita facilmente a negativa dos pais na hora de adquirir um brinquedo. “Eu fico de boa, só quando eu era bebê que eu fazia isso (ficava um pouco resistente)”, explicou.

O superintendente de Marketing e Comunicação do Colégio Claretiano, Augusto Cézar Pitancó, disse que a unidade de ensino tem interesse nesse tipo de palestra porque é um complemento à matriz curricular, ao projeto pedagógico desenvolvido na instituição.

“É importante para o colégio fazer uma orientação cidadã para as nossas crianças, principalmente com temas ligados ao dia a dia das famílias como a compra de mercadorias e serviços. Essas informações sobre direitos e deveres ampliarão o conhecimento e, futuramente, elas terão mais consciência no seu posicionamento como cidadão, e na relação com produtos e serviços”, destacou.

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR