Com o tema “Fraternidade e a Superação da Violência”, parlamentares, autoridades religiosas e sociedade, discutiram na tarde desta quinta-feira, 15, índices de violência, considerados alarmantes. O evento foi conduzido pelo deputado e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Minorias e Legislação Participativa Evangelista Siqueira (PT).

O parlamentar abriu a audiência explicando que é necessário superar a violência tanto em Roraima, quanto no Brasil e no mundo. “Não podemos ser o estado brasileiro que mais mata mulheres principalmente por circunstâncias da violência doméstica, onde o trânsito mata ainda mais e onde os índices de violência são crescentes para uma população ainda relativamente pequena”, analisou o deputado, ao ressaltar que o debate é o momento em que a população pode participar e contribuir com sugestões que futuramente poderão se transformar em projetos ou indicações parlamentares.

O deputado Oleno Matos (PCdoB) também se uniu as discussões e falou sobre o aumento da violência ocasionado pela instalação do crime organizado. “É triste pensar que a qualquer momento será achado mais um corpo em algum ponto da cidade. Onde vamos parar? O crime organizado que a cada dia agrega forças por meio do recrutamento principalmente de jovens, preocupa toda a sociedade e o Governo Federal fecha os olhos para o nosso estado”, pontuou.

O bispo da Diocese de Roraima, Dom Mário Antônio da Silva, lembrou que o tema tratado interessa a todos, pois vivemos em um país que segundo ele, temos a alegria de sermos acolhedores e pacíficos, porém esconde contradições.

“No Brasil mais de 120 pessoas são assassinadas por dia, e dentre essas, 12 são mulheres. É uma violência alarmante, um dado preocupante que precisamos discutir para que a paz e a harmonia realmente sejam uma proposta duradoura no coração das pessoas”, revelou o bispo.

Antônia Pedrosa, representante do Núcleo de Mulheres de Roraima (Numur), reafirma os dados sobre a violência e diz que há um aumento significativo do homicídio de mulheres, considerado pela leia brasileira como ‘Feminicídio’. “Como representante das mulheres, por meio do Núcleo, temos essa preocupação. Fizemos uma audiência pública em 2017 na Universidade Federal de Roraima, onde discutimos a vida das mulheres”, completou.

Antônia levantou ainda questionamentos sobre uma carta propositiva enviada ao Executivo no ano passado. “Foram cobrados das autoridades questões como a ativação da Casa da Mulher Brasileira que deveria estar atendendo essas mulheres, mas está fechada, e também sobre a localização da Delegacia de Defesa da Mulher”, detalhou a representante.

Janete Lobo, 37, é servidora pública e acompanhou os debates. “É necessário que façamos uma campanha de Paz para conscientizar as pessoas, pois quanto mais conhecemos sobre o assunto, mais poderemos combater”, disse a servidora pública.

O evento foi realizado no plenário Noêmia Bastos Amazonas na Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) e transmitido ao vido pela TV Assembleia canal 57.3.

 

Por Tarsira Rodrigues

SupCom/ALE-RR