O Governo Federal assinou no dia 12 de março, uma Medida Provisória no montante de R$ 190 milhões em crédito, em caráter extraordinário, ao Ministério da Defesa, com o objetivo de desenvolver ações humanitárias de apoio aos venezuelanos que encontraram no Brasil a forma de fugir da crise no País de origem.

Mas, diante da ausência de clareza quanto ao investimento desse dinheiro, o deputado Izaias Maia (sem partido), usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Roraima nesta quarta-feira (21) para cobrar das autoridades uma explicação quanto ao uso dessa verba. “Cadê os R$ 190 milhões que chegou para ajudar os venezuelanos?”, questionou.

Segundo ele, até o momento os cerca de 1.140 imigrantes que vivem na Praça Simón Bolívar, conhecida popularmente como ‘Bola do Trevo’, ainda não receberam ‘um grão de arroz’ repassado pelo Governo Federal. “Primeira interrogação, aí eu acho que as autoridades devem dá uma informação precisa, cadê o dinheiro? Cadê os R$ 190 milhões? Caiu nas Forças Armadas? Ou não caiu? Onde está o dinheiro?”, perguntou, ainda que o Estado está cansado de receber promessas por parte do Governo Federal.

Pediu ainda mais informações sobre a construção ou reforma de abrigos, disponibilização de alimentos, entre outros. Izaías Maia sugeriu ainda a criação de uma comissão especial na Assembleia Legislativa de Roraima, para avaliar a aplicação desse recurso federal no Estado. “Então eu gostaria de pedir para ver o procedimento que esta Casa poderia ter com relação a criação de uma comissão para investigar esses problemas dos R$ 190 milhões que atinge a todos nós e aos venezuelanos estão aí do jeitinho que estão há meses”, salientou o deputado.

Citou ainda em discurso sobre uma medida adotada pela ACNUR (Agência das Organizações das Nações Unidas para Refugiados), em parceria com o Exército Brasileiro e Prefeitura de Boa Vista, com o remanejamento de mulheres grávidas, idosos e crianças a um novo abrigo no bairro Jardim Floresta.

Outro assunto abordado por Izaias Maia foi quanto ao abandono de várias vicinais no interior do Estado sem energia. “Colocaram postes, a fiação, até o relógio para registrar o consumo tem, aí a empresa diz que vai voltar depois para ligar, mas isso faz dois anos. Então a pergunta, cadê o recurso dessa energia?”, disse ele.

Para complementar, Izaías Maia acrescentou que os materiais usados pela empresa de energia elétrica estão jogados no mato. “Outra investigação também dessa Casa e espero que os parlamentares nos apoiem com relação a essa energia onde em várias vicinais estavam com tudo instalado não tem energia e o pior que o material que estava lá está sendo destruído com a chuva, com o sol e a ferrugem comendo tudo”, finalizou.

Por Yasmin Guedes

SupCom/ALE-RR