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O deputado Jorge Everton (MDB) esteve visitando o Hospital Geral de Roraima, no último domingo dia 20,  acompanhado pela promotora de Defesa da Saúde do Ministério Público Estadual (MPRR), Jeanne Sampaio, e comentou que a realidade é surreal, de tão impactante e assustadora. Ele relatou o ocorrido durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa durante a sessão desta terça-feira, 22, e pediu aos demais deputados que aprovem um requerimento para que o Secretário Estadual de Saúde, Ricardo Queiroz Lopes, venha ao Poder Legislativo explicar as dificuldades enfrentadas pela pasta, na sessão desta quinta-feira, 24, além de sugerir a criação de uma Comissão Especial para acompanhar a situação da Saúde.

“Encontramos uma realidade absurda, a começar pelo fedor espalhado pelos corredores, algo repugnante, fruto da falta de limpeza e higiene que não está sendo feita no hospital. O lixo espalhado pelos corredores, inclusive gases com sangue, correndo risco de contaminação de pacientes, acompanhantes e funcionários. Os ares acondicionados dos quartos jogam água para dentro, fazendo com que o local fique alagado, com fungos nas paredes e janelas”, denunciou, ao deixar claro que devem ser responsabilizados todos os secretários que estiveram à frente da Sesau (Secretaria de Estado da Saúde).

O refeitório também recebeu um diagnóstico negativo. “O teto branco estava coberto de moscas e isso é algo inaceitável em uma unidade de saúde. Os pacientes e acompanhantes relataram que são eles próprios que fazem a limpeza. Isso não é obrigação deles, mas das empresas contratadas que têm que prestar o serviço. No local que era para ter álcool em gel estava vazio, mas com certeza no contrato consta o pagamento desse material. Não consigo entender como se deixou chegar a saúde nesse estado”, afirmou.

O deputado George Melo (PSDC), ao comparar a principal unidade de saúde com abrigos dos refugiados que após serem gerenciados pelo Exército mudaram de cara, disse: “Nem os abrigos dos venezuelanos eram tão nojentos quanto a situação do HGR”. Ele relembrou as mortes ocasionadas por bactéria e a falta de punição. “Choca-me a capacidade das pessoas que passaram por aquela secretaria e o fato delas não terem medo dos órgãos de controle”, complementou.

O líder do Governo, deputado Brito Bezerra (PP), disse que o atual governo tem somado esforços para melhorar a situação da saúde, mas que o problema é crônico e se arrasta de outros governos. Disse ainda que o Governo Federal não tem se empenhado em ajudar, principalmente diante da crise migratória. “O olhar deve ser muito mais profundo, e não começou nesse governo. Esse governo tem tratado com muita dignidade a saúde. A governadora Suely (PP) fez gestão junto ao Ministério da Saúde, mas nós ainda enfrentamos muitos problemas. Também visitei o hospital e encontrei vários amigos e a situação é difícil. Inclusive ajudei um paciente que foi para Brasília porque me compadeci, mas o tratamento tem que ser dado pelo Poder Público. A Saúde tem se agravado por conta dessa invasão venezuelana, e 40% dos leitos são ocupados por esses irmãos venezuelanos”, afirmou.

Marilena Freitas

SupCom/ALR-RR