Segundo o deputado, logo após a equipe do governo sair de Caroebe, os moradores da região ficaram sem energia elétrica

 

Foto: SupCom ALERR

O apagão de aproximadamente uma hora ocorrido no Sul do Estado após a reinauguração da hidrelétrica de Jatapu, no último sábado (16), recebeu duras críticas do deputado George Melo (DC), durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) desta terça-feira (19). A usina fica na vila Entre Rios, município de Caroebe, a 395 km de Boa Vista. A revitalização custou ao erário estadual R$ 66 milhões.

A hidrelétrica operava apenas com duas turbinas, com capacidade reduzida pela metade. A instalação da terceira turbina deve permitir que o sistema elétrico opere com a capacidade máxima de dez megawatts de potência.

“O descontentamento da população do Sul do Estado não poderia ser diferente, porque, logo após a Caravana do Povo sair de Caroebe, a luz apagou e todos os municípios ficaram no escuro”, relatou o deputado.

Na condição de parlamentar, Melo afirmou que está reproduzindo a insatisfação dos moradores que dependem daquele sistema elétrico, que atende os municípios de Rorainópolis, São João da Baliza, São Luiz do Anauá e Caroebe.

O parlamentar disse não ter sido surpreendido, ao usar como exemplo a inauguração do Hospital das Clínicas, que segundo ele, recebeu material de outros hospitais para ser aberto. “Quando acabou a inauguração, no outro dia, uma pessoa que precisou de atendimento veio a falecer porque o hospital não tinha como atender. Aliás, aquele hospital virou um mausoléu porque a empresa que o construiu sequer deu a manutenção na pane elétrica queimada”, lembrou.

Para o parlamentar, a atual gestão governamental tem sido desastrosa e não conseguiu dar uma resposta satisfatória à população em serviços básicos. Além disso, segundo ele, tem tratado o povo que o representa de forma descortês.

 “Esse governo tem know how na incompetência. A passagem da caravana pelo Sul do Estado foi extremamente arrogante e prepotente. Todos estavam com os carros fechados, cheios de seguranças. Um desrespeito com a população daquela localidade. A marca desse governo é a prepotência e não poderia deixar de registrar esse vento forte que passou e quase acabou o Estado. A governadora Suely Campos acha que está vivendo na época do Absolutismo, e que as pessoas são meras servas”, criticou.

Ele complementou ao afirmar que como representante do povo e em nome de toda a população do Sul do Estado, esperava do governo uma ação responsável. Mas nem instalar uma turbina o governo consegue. Deixo o meu repúdio contra esse governo do prejuízo, que veio desrespeitar e dilapidar o patrimônio público do Estado.

Marilena Freitas

SupCom ALERR