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CRISE MIGRATÓRIA – Oleno Matos diz que ações efetivas não são tomadas por questões políticas

Parlamentar pediu agilidade do Governo Federal para a adoção de medidas efetivas para lidar com a entrada de venezuelanos no País

Foto: SupCom ALE-RR

A crise migratória e as ações dos governos Estadual e Municipal foram temas abordados pelo deputado Oleno Matos (PCdoB) em discurso durante o uso de tempo liderança na Assembleia Legislativa de Roraima, nesta quarta-feira (15), no plenário Noêmia Bastos Amazonas. Para ele, a questão não é resolvida por questões políticas.

Oleno pediu que a população de Roraima se atentasse em relação aos trabalhos parlamentares em esfera nacional. Segundo ele, o Governo do Estado é o mais afetado com problemas em hospitais de grande porte. “A prefeitura faz apenas o atendimento básico nos bairros, mas a grande massa de venezuelanos se dirige ao HGR e à maternidade, que tem um atendimento diário de 40% de venezuelanas”, disse.

Diante desta abordagem, em aparte, o vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Coronel Chagas (PRTB), destacou que em fevereiro deste ano, na condição de presidente do Parlamento Amazônico, ele se reuniu com o presidente da República, Michel Temer.

Nessa reunião eu apresentei ao presidente dados da Polícia Federal em que até o mês de janeiro deste ano, nós tínhamos aqui quase 60 mil venezuelanos. Sendo que de fevereiro até julho, tivemos o incremento de, pelo menos, mais de 15 mil venezuelanos mensalmente”, acrescentou Chagas.

Ele frisou que o Governo Federal investe bilhões de reais no envio de tropas brasileiras para missões especiais em países em crise humanitária, mas que esta verba poderia ser revertida em ações dentro do próprio País. “O Brasil precisa dar uma resposta especial a isso, mas não é a Prefeitura de Pacaraima, nem a de Boa Vista, nem o Governo do Estado que vai conseguir arcar com isso, não é Roraima quem vai pagar essa conta porque nós não temos dinheiro”.

A solução, apresentou Chagas, seria a união de todos os parlamentares, seja da esfera Estadual, Municipal e federal, para pressionar a União. 

 

YASMIN GUEDES

SupCom ALE-RR

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