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Nilton Sindpol critica condições enfrentadas por pacientes e trabalhadores do HGR

Em visita à unidade de saúde, parlamentar verificou precariedade na estrutura e falta de materiais hospitalares

Falta de materiais, de higiene adequada, de alimentação de qualidade e problemas na estrutura do Hospital Geral de Roraima (HGR) foram alguns dos problemas apontados pelo deputado Nilton Sindpol (Patri) após inspeção na unidade. O parlamentar apresentou o resultado da visita durante sessão plenária desta quarta-feira (5), na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR).

A visita foi realizada nessa terça-feira (4), junto com os deputados Neto Loureiro (PMB) e Renan Filho (PRB). Lá, foram identificadas dificuldades enfrentadas pelos pacientes e trabalhadores, que segundo ele, representam riscos aos usuários. “Questionamos itens como a falta de touca utilizada no preparo dos alimentos e os panelões, que estão cheios de crostas. É deplorável a situação que encontramos”.

O parlamentar citou como exemplo a luva utilizada pelos profissionais de saúde, que segundo ele, é de péssima qualidade. “Essa luva também é utilizada como ‘garrote’, para que os pacientes recebam o soro, isso quando tem. Tenho também, aqui, uma válvula de escalpe que não presta, isso é o nosso dinheiro que está indo pelo ralo”, enfatizou.

Em seu discurso, o deputado relatou ainda os pedidos dos pacientes cardíacos para a aquisição de uma máquina de cateterismo. “Não tem nem previsão de quando a máquina irá funcionar e o Estado não está fornecendo esse exame. Alguns pacientes já morreram lá”, completou.

Na visita, o parlamentar destacou ainda a presença de moscas entre os pacientes e pessoas com doenças infectocontagiosas sem isolamento, oferecendo riscos aos outros usuários do serviço de saúde. “Tinha três pacientes esperando sentados há mais de 12 horas para fazer uma tomografia e não tem nenhuma ambulância. A única que funciona está no Hospital das Clínicas e não atende o HGR”, disse.

O deputado questionou o Governo sobre o que é preciso para desinterditar os centros cirúrgicos. “Cadê os materiais, a aquisição, a compra dos materiais para cirurgias? Cadê o dinheiro? E as medicações que faltam? É preciso abrir os olhos porque qualquer um de nós pode ser uma vítima”.

Em aparte, a deputada Betânia Almeida (PV) ressaltou os contratos que o Governo tem com clínicas particulares para atender pacientes por meio de encaminhamento. “Com relação aos aparelhos de mamografia, o Governo não tem interesse nenhum em consertar, porque essas mamografias são redirecionadas a clínicas particulares, muitas delas com contratos bilionários”.

Texto: Jéssica Sampaio

Foto: Alex Paiva 

SupCom ALE-RR

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