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Alunos tiram dúvidas sobre violência sexual durante encerramento do projeto Educar é Prevenir

Assédio sexual e violência doméstica foram as principais dúvidas dos alunos da Escola Estadual Professor Hildebrando Ferro Bitencourt, nesta sexta-feira (14), no encerramento do projeto Educar é Prevenir, ação educativa no combate ao tráfico humano, promovida pela Assembleia Legislativa de Roraima.

Loredana Cavalcante de 17 anos, está concluindo o Ensino Médio, e nessa trajetória disse que já lidou com amigos nessa situação. Ela diz que mesmo encerrando essa etapa nos estudos, ficará atenta caso alguém precise de ajuda. “É importante que a gente tenha noção disso, principalmente nós mulheres, que sofremos muito. Vou ficar atenta a isso.”, explicou.

Os alunos tiraram as dúvidas com os representantes do Chame (Centro Humanitário de Apoio a Mulher), e dos núcleos de Promoção, Prevenção e Atendimento às Mulheres Vítimas de Tráfico de Pessoas e o Reflexivo Reconstruir, que realiza um trabalho de sensibilização com homens agressores.

A coordenadora do Núcleo de Promoção, Prevenção e Atendimento às Mulheres Vítimas de Tráfico de Pessoas, Jamille Mendonça, avalia que nesta escola, houve uma grande participação dos professores, e interesse dos estudantes pelo assunto. “Fazemos esse trabalho de prevenção que é o foco do Núcleo. No encontro, os alunos puderam tirar dúvidas sobre como acontece o tráfico humano no Estado, e foram alertados do quanto é perigoso”, disse.

A gestora da Escola, Vilma Coelho, informa que neste ano ainda não houve ocorrências destas situações por parte dos alunos, mas se for identificado, a comunidade escolar saberá acolher após esta capacitação. “A programação é importante para os alunos, professores, servidores e os pais. Precisamos ter esse olhar. Vamos ficar atentos, caso seja detectado algo na sala de aula”, explicou.

Durante a semana, a equipe do projeto disponibilizou material informativo sobre o assunto, capacitou os profissionais da educação sobre a legislação de proteção e repressão contra estes crimes, e como acolher as vítimas. Depois da capacitação, os professores trabalharam os conteúdos com os estudantes na sala de aula.

 

Texto: Vanessa Brito

Foto: Eduardo Andrade

SupCom ALE-RR

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