Em novembro do ano passado Ana Maria Costa recebeu o laudo de autismo leve do filho mais novo, de apenas 3 anos. Para estimular o desenvolvimento do pequeno Miguel Artur, a família teve que se adaptar às necessidades dele. Foi então que junto com a irmã Adriana Menezes, ela decidiu iniciar o curso de Educação Especial ofertado pela Escola do Legislativo Cursos Preparatórios.

Ao saber da oportunidade Ana Maria contou que ficou surpresa. “Eu achei muito válido porque não é comum em rede pública um curso tão importante como este”. Ela compartilhou ainda que com as aulas pôde inovar na rotina do filho. “Eu consegui produzir brinquedos que estimulem ele a brincar, porque era uma dificuldade que ele tinha”.

Para Ana Maria disponibilizar informação nessa área é essencial para construir uma sociedade menos preconceituosa em relação à pessoa com deficiência. “Educando a sociedade, o olhar vai mudar, as pessoas começam a entender, ajudar e apoiar”, salientou.

Em breve ela pretende começar o curso de Educação Especial módulo II. Como mãe, Ana Maria disse já ter procurado outros meios de conhecer sobre o assunto, mas o curso foi uma ajuda essencial para ela e a família. Apesar de o início ter sido um choque, segundo ela, o bem estar de Miguel é o que a impulsiona. “Por amor a ele, a gente deixou essa fase do difícil de lado e fomos à luta”.

Libras como segunda língua

Ao nascer, a estudante Joyce Bezerra teve os tímpanos perfurados, o que ocasionou a perda parcial da audição. Com o tempo, cuidado e uma cirurgia realizada aos 15 anos ela conseguiu se recuperar aos pouco, no entanto, não completamente. Ao longo dos anos, por não usar o aparelho auditivo devido ao custo alto, a situação pode agravar e chegar a perder totalmente a audição.

“Se tiver duas pessoas falando ao mesmo tempo comigo eu não vou conseguir atender, então eu tenho que ter o dobro de atenção”, contou.

Hoje com 24 anos ela é acadêmica de Letras na Universidade Federal de Roraima (UFRR). Para complementar o aprendizado ela resolveu iniciar o curso de Libras (Língua Brasileira de Sinais) na Escola do Legislativo. Além de trabalhar a prática, aprender a língua a ajudará a se comunicar. “Querendo ou não eu tive que aprender Libras, porque gradativamente conforme os anos forem passando, e eu não cuidar , posso ter essa perda auditiva mais grave até ficar surda mesmo”, explicou.

A estudante ressalta que a Escola do Legislativo é uma das poucas instituições que oferta esse curso e devido à localidade, alcança um número maior de pessoas que não têm como se deslocar para o centro. O conhecimento adquirido é repassado também para quem está próximo de Joyce. “Eu tento repassar o quanto eu posso para a minha família”. Dando continuidade aos estudos, ela irá fazer também Libras Intermediário neste semestre.

Texto: Bárbara Araújo
Foto: Lucas Almeida / Alex Paiva
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