A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Saúde, da Assembleia Legislativa de Roraima, iniciou a fase de inspeções. Além de unidades de saúde, foram feitas diligências em outras secretarias e órgãos públicos, onde foram solicitadas cópias de documentos relacionados à frequência de profissionais da Saúde e a verificação das condições de trabalho dos servidores.

Neste primeiro momento, a CPI da Saúde esteve no CAPs II (Centro de Atenção Psicossocial), DPU (Defensoria Pública da União), Segad (Secretaria Estadual de Gestão Estratégica e Administração) e Setrabes (Secretaria do Trabalho e Bem Estar Social).

As visitas fazem parte de um cronograma que, posteriormente, seguirá para o Interior do Estado.

O presidente da CPI da Saúde, deputado Coronel Chagas (PRTB), adiantou que o contrato entre a Coopebras, cooperativa que terceiriza mão de obra médica para a Sesau, prevê profissionais atuantes em 38 unidades no Estado. “Muitas denúncias chegaram à CPI de que haveriam profissionais recebendo sem trabalhar, ou com contratos no mesmo horário, mas em locais diferentes e a CPI está verificando isso”.

A agenda com os próximos locais a serem inspecionados pelos membros da CPI da Saúde não serão divulgados previamente para não prejudicar o andamento das investigações. O vice-presidente da Comissão, deputado Nilton Sindpol (Patri) explica que o papel do grupo é identificar a veracidade das denúncias apresentadas aos parlamentares. “O nosso relator, deputado Jorge Everton, vai formalizar e terá o resultado dessa CPI que tenho certeza que vai contribuir para melhoria na saúde do estado de Roraima”.

Esta é a segunda fase dos trabalhos da CPI da Saúde, explica o relator, deputado Jorge Everton (MDB). “Nós verificaremos se o contrato está sendo cumprido da forma adequada, se a prestação de serviço está adequado a sociedade e tudo isso será para o relatório. Iremos anexar fotografias, visitas e informações”, disse.

Texto: Yasmin Guedes
Foto: Eduardo Andrade e Lucas Almeida
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