O Dia Nacional do Turismo é celebrado neste domingo (27), data instituída pela Organização Mundial do Turismo (OMT) em 1980. Este setor econômico tem uma ferramenta para se desenvolver em Roraima nos próximos anos, após a entrega dos planos diretores dos municípios, elaborados pela Assembleia Legislativa de Roraima.

O Plano Diretor é um documento obrigatório para traçar diretrizes para os próximos 20 anos e auxilia os municípios a receberem recursos oriundos de convênios com o Governo Federal. Pelo CAM (Centro de Apoio aos Municípios), da Assembleia Legislativa, foram realizadas audiências públicas, consultas junto a população dos 14 municípios para conhecer as principais demandas da população em todos os setores.

Oito municípios já foram beneficiados com o plano. No Cantá o documento já foi sancionado pela prefeitura. Em Pacaraima, Uiramutã, Caroebe, Amajari, Iracema, Normandia e Bonfim o documento aguarda análise das Câmaras Municipais.

Segundo o presidente da Assembleia Legislativa, Jalser Renier, a elaboração do Plano Diretor foi uma solicitação da Associação dos Municípios no início do mandato dos atuais prefeitos. “Em virtude dos custos elevados para realizá-los, prontamente atendemos e hoje estamos aqui, transformando sonhos em realidade. Fizemos o plano com a participação da população, discutindo, elaborando objetivos e metas para o desenvolvimento dos municípios”, disse.

Sobre o turismo, o diretor do CAM Joaquim Ruiz, para atender aos critérios da Embratur (Instituto Brasileiro do Turismo), os municípios precisam dos Planos Diretores, de Resíduos Sólidos e de Saneamento Básico. “E isso a Assembleia Legislativa está dando apoio irrestrito aos municípios do interior do nosso estado”, contou.

Amajari, a 164 quilômetros de Boa Vista, foi o primeiro a ter os três planos. Encontra-se nesta região um dos pontos turísticos mais visitados devido à disposição de cachoeiras, poções e um platô, a serra do Tepequém. “Já no avanço do turismo muito forte, nós priorizamos fazer o Plano Direitor, Plano de Saneamento Básico e o Plano de Resíduo Sólidos que é uma exigência da Embratur, do Governo Federal”. Assim, complementou Joaquim Ruiz, será possível o executivo municipal elaborar o Plano de Desenvolvimento do Turismo.

Comunidade precisa conhecer potenciais da região, avalia especialista

O professor doutor em Turismo, Bruno Muniz, é autor de diversos trabalhos acadêmicos sobre o impacto do turismo nas regiões de Roraima. Ele conta que o Plano Diretor é necessário para conhecer as especificidades de cada lugar. “O que ele tem de potencial, qual arranjo turístico que o município tem, os hotéis, as pousadas, os restaurantes, os atrativos turísticos e como o poder público enxerga isso e projeta nesse potencial uma política pública capaz de fortalecer e desenvolver todo esses potencial municipal”, comentou.

Reconhecer os potenciais, o tempo, o espaço e as capacidades da região contribuem para alavancar o setor turístico. “Aquilo que a gente tem de melhor a gente melhora para ficar mais qualificado sem aquela insistência em querer se comparar aos lugares, a minha tese defende isso que o tempo do turismo é importante e nós precisamos reconhecer esse tempo”, complementou.

Texto: Yasmin Guedes

Foto: Eduardo Andrade

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