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Zap Chame ajuda mulheres a romperem ciclo de violência

Entre as sequelas causadas pela pandemia do novo coronavírus, nos últimos 13 meses, está o crescente número de casos registrados de violência contra a mulher. Em 2020, por exemplo, foram registradas mais de 105 mil denúncias de crimes cometidos contra as mulheres na Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos.

Em Roraima, o Zap Chame, ferramenta virtual do Chame (Centro Humanitário de Apoio à Mulher), registrou mais de 800 atendimentos pelo aplicativo de mensagens instantânea de março de 2020 a abril deste ano. O serviço é gratuito e está disponível pelo telefone (95) 98402-0502 todos os dias, 24 horas, incluindo sábados, domingos e feriados. As demandas são atendidas por técnicas capacitadas sobre legislação e serviços especializados.

“Percebemos que há uma grande procura das mulheres pelo atendimento do Chame, e pela Deam [Delegacia de Atendimento à Mulher], Questões de violência psicológica têm sido incidentes neste período de pandemia”, disse a coordenadora do Chame, Francene D’Aguiar.

Isolamento social, desemprego e queda na renda familiar são fatores que geraram conflitos e tensões em milhares de lares brasileiros, e segundo ela, foram determinantes para desencadear crises familiares. “Consequentemente, as mulheres tiveram dupla, tripla jornada e muitas vivenciando a violência em casa e elas têm buscado o Chame para dar um suporte a elas e encaminhá-las aos serviços de atendimento”, complementa.

Conforme Francene, além de relatos sobre violência doméstica, mulheres buscam informações sobre passos para conquista de pensão alimentícia, dúvidas sobre os tipos de violência, canais para denúncias e medidas protetivas. “O Zap Chame acolhe, orienta, quando ela tem esse suporte, consegue ali ter um direcionamento para ir a uma delegacia, ao Ministério Público denunciar e romper esse ciclo de violência”, frisa.

Apoio fortalece a vítima 

Seja qual for o tipo de violência, a mulher se torna frágil e emocionalmente afetada pelos abusos e violações de direitos. Com o trabalho de acolhimento especializado, feito por psicólogas, assistentes sociais e advogadas do Chame, a vítima é encorajada a sair do ciclo de violência.

Procurar ajuda é essencial, alerta a psicóloga Adria Almeida. “Que ela procure ajuda, se ela observar que está sofrendo algum tipo de violência física, psicológica, moral, patrimonial, sexual, que ela pode encontrar ajuda e forças para que ela saia dessa violência”.

Texto: Yasmin Guedes

Foto: Eduardo Andrade

SupCom ALERR
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