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Lei estadual garante às gestantes o direito ao parto humanizado

Poliana Camila vai ser mãe de primeira viagem e aguarda com apreensão a vinda da filha. Isto porque durante a gestação, Poliana adquiriu diabetes e é considerada pelos médicos, gestante de alto risco.  Mesmo com receio de como será o momento do parto, Poliana não esconde a alegria de dar à luz Maria Liz.  Ela acredita no cumprimento da Lei 1.378/2020, que assegura o direito ao parto humanizado nos hospitais públicos de saúde em Roraima, de autoria da deputada Yonny Pedroso (SD).

“A Lei é de extrema relevância por se tratar de um momento único e delicado da vida de toda mulher. Meu maior medo será a hora do parto. Como será um parto induzido, eu tenho toda essa preocupação, tenho medo de como vai ser e como serei tratada. Será minha primeira experiência, minha primeira filha e isso faz aumentar ainda mais o meu medo. Fico muito feliz com essa iniciativa da deputada, pois me assegura direitos e me tranquiliza um pouco mais”, explicou.

Poliana é uma das milhares de mães espalhadas por todo país que celebra o dia 28 de maio, Dia Nacional de Luta pela Redução da Mortalidade Materna. O dia é voltado para reflexão do tema e mostra a dura realidade do Brasil, onde ainda é significativo o número de mortes ocorridas por problemas durante a gravidez, seja durante o parto ou pós-parto.

A Lei 1.378/2020 ainda determina a vacinação contra covid-19 para gestantes e puérperas. A deputada Yonny Pedroso (SD) é presidente da Comissão de Direitos Humanos e também propôs à época, e a Comissão aprovou, uma inspeção na maternidade para apurar o aumento de mortes de mulheres em Roraima.

A Lei garante à gestante o direito de optar pelos procedimentos eletivos que, resguardada a segurança do parto, propiciem maior conforto e bem-estar, incluindo procedimentos médicos para alívio da dor.

“O parto humanizado é um direito de toda gestante e é um dos principais meios de combater a violência obstétrica, causadora de muitas mortes no Brasil.  A minha atuação parlamentar é um incentivo para propor soluções em defesa da vida e da saúde da mulher”, garantiu a parlamentar.

COMEMORAÇÃO

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau), já promove ações no Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth, onde atua de forma integrada no fortalecimento do contato direto entre mãe e filho, realizando treinamentos setoriais e palestras voltadas ao cuidado dos prematuros.

A Sesau também investe nos profissionais e promove cursos, como Reanimação Neonatal, Transporte Neonatal e Aleitamento Materno para que a equipe adote de forma contínua, as boas práticas obstétricas, preconizadas pelo Ministério da Saúde, com foco na redução da mortalidade materna.

Este ano o governo de Roraima não vai comemorar a data, em virtude da pandemia causada pela covid-19. Anualmente, a secretaria mobiliza toda a equipe para a realização de ações voltadas para a data.

Segundo a Sesau, profissionais da Maternidade participam da semana do 8º encontro de especialistas com o tema “Discussão de casos clínicos de gestante e puérperas com covid”, um Fórum que reúne todos os estados da Região Norte e tem como foco tratar sobre a diminuição da mortalidade materna.

Texto: Kátia Bezerra
Foto: Arquivo Pessoal
SupCom ALE-RR

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