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COVID – Lei assegura às pessoas internadas o direito a chamada de vídeo com familiares

Durante o período em que esteve internada em decorrência da covid-19, a autônoma Sueny Galdino, de 35 anos, teve o celular como aliado para manter o contato com os familiares. Em decorrência do alto contágio do coronavírus, as visitas nas unidades hospitalares e aos pacientes contaminados estão proibidas. Para encurtar distâncias, matar a saudade e garantir um tratamento humanizado, a Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) aprovou a Lei nº 1.483/2021, que assegura aos internados a visita virtual por meio de videochamadas dos familiares.

Em junho de 2020, a Sueny, que é diabética, ficou internada por 15 dias, no Hospital Geral de Roraima (HGR) devido às complicações motivadas pela covid-19. A autônoma não conversou com os familiares nos primeiros dias em que esteve internada, o que gerou muita angústia e ansiedade. Depois dessa experiência, ela garante que o contato com os entes queridos é fundamental para a recuperação.

“Só o fato de estar internada já é ruim, e os dias que eu passei sem contato com a minha família foram os piores de toda a minha internação. Com a lei, acredito que a recuperação dos pacientes será até mais rápida, pois só da gente conversar com um familiar já melhora muito”, destacou.

A Lei nº 1483/2021 foi promulgada pelo presidente da ALE-RR, Soldado Sampaio (PCdoB), no início do mês de junho, e propõe que todos os pacientes internados em razão da covid-19, poderão receber ligações dos familiares.

Mas é importante destacar que a videochamada só será feita quando houver autorização por parte da equipe médica responsável pelo tratamento do paciente. Todos os protocolos devem ser seguidos para garantir a integridade de todos os profissionais da saúde e dos pacientes internados.

O deputado Renan (Republicanos), autor da legislação, explicou que propôs a lei com o intuito de garantir um atendimento humanizado. “Essa medida garante a segurança de todos, tanto da pessoa internada quanto dos entes e amigos. Nós sabemos que essa interação contribui na recuperação do paciente que recebe esse carinho mesmo que a distância”, justificou.

Apoio psicológico

Devido às incertezas da recuperação e ao elevado número de mortes que o vírus provoca, as pessoas costumam ficar em pânico. Na maioria das vezes este suporte emocional pode ser obtido no contato com os familiares, conforme explica o psicólogo Wagner Costa.

“O contato social é indispensável para a melhora. É importante que as pessoas tenham esse momento de comunicação. Quando o paciente interage ou conversa com o ente querido, ele é capaz de aumentar sua resistência e melhorar sua saúde”, afirmou o especialista.

Texto: Bruna Gomes   

Foto: Eduardo Andrade

SupCom ALE-RR

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