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VIDA ATIVA E SAUDÁVEL
Psicólogos dão dicas de como cuidar da saúde mental em live da Assembleia Legislativa

Mudanças de pensamento e comportamental, meditação, técnicas de relaxamento e respiração, cultivo de hobbies, introdução de hábitos alimentares e de atividade física ajudam a cuidar da mente e, consequentemente, a ter uma vida mais ativa e saudável. Essas e outras orientações foram dadas na live “Como Cuidar da Saúde Mental”, promovida pela Assembleia Legislativa de Roraima, nesta sexta-feira (24).

Transmitida ao vivo pela TV Assembleia (canal 57.3) e redes sociais (@assembleiarr), o bate-papo mediado pelo psicólogo Wagner Costa contou com a participação de seus colegas Marcelo Tito, especialista em dor, e Mariana Pessoa, terapeuta cognitiva comportamental, e faz parte da programação especial da Casa Legislativa referente ao “Setembro Amarelo”, mês dedicado às campanhas de sensibilização e prevenção ao suicídio e valorização da vida.

Cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano, sendo a segunda principal causa de morte entre os 15 e 29 anos. Além disso, 96,8% dos casos estão relacionados a transtornos psiquiátricos, categoria da qual a depressão faz parte. Para Mariana Pessoa, o assunto precisa ser desmistificado pela sociedade.

“Hoje, estamos falando muito mais de saúde mental, mas o suicídio ainda é visto como tabu. E as pessoas têm uma falsa impressão de que falar sobre isso é o mesmo que incentivar, e não é, pois quanto mais falamos sobre o assunto, mais informações agregamos”, disse.

Um dos meios mais importantes de prevenção ao suicídio é a atenção à saúde mental. Parece básico, mas o preconceito associado aos tratamentos terapêuticos e medicamentosos ainda afastam as pessoas dos consultórios, mesmo diante de quadros de ansiedade generalizada e depressão instalados.

De acordo com Marcelo Tito, não há maneira certa ou errada de cuidar da mente. “Às vezes, o formato que é bom para um, não é para o outro. Alguns buscam atividade física, outros bons momentos com a família, algo prazeroso fora do ambiente de trabalho”.

Já Mariana Pessoa destaca que o cultivo de hobbies, meditação e atividade física, aliados ao planejamento e persistência, costumam ser pilares de uma mente sã. Para ela, outro diferencial é a forma como o indivíduo avalia a si mesmo.

“Para ter uma vida com mais qualidade e um estilo saudável, são necessárias estratégias e planejamento. Mas primeiro se torne a sua prioridade, e seja gentil com você mesmo. Nós somos os nossos maiores julgadores. Pois, se não formos gentis conosco, quem mais será?”, questionou.

Mudança de hábito

Para quem acha que alterar os hábitos e os pensamentos autodestrutivos é impossível, o psicólogo Wagner Costa esclareceu que a plasticidade do cérebro permite operacionalizar as mudanças de comportamento, já que o órgão muda de acordo com a forma como é usado.

“Toda mudança começa na sua mente. O neurocientista diz que quando se tem um pensamento intenso, você foca e faz isso de maneira prolongada e, de forma repetitiva e consciente, isso muda o padrão de seu cérebro. A grande descoberta da neurociência hoje não é diferente da de Freud, que dizia que não tem comportamento sem um pensamento, ou seja, eu tenho que entender meus pensamentos, ou William James de que, mudando internamente na mente, mudo externamente na vida”, esclareceu.

Os especialistas também alertaram sobre o adoecimento mental em face de padrões sociais inalcançáveis, especialmente aqueles baseados em comparações como a de que a “grama do vizinho é mais verde do que a minha” e em ideais de felicidade forjadas na era da internet. Além disso, o tratamento da depressão ou qualquer outro transtorno psiquiátrico requer quase sempre ajuda multidisciplinar – psiquiátrica e terapêutica –, além de ressignificação mental de si e do mundo ao redor.

Interações

Durante a live, internautas fizeram perguntas por meio das redes sociais. Mitos sobre o vício em antidepressivos, diferenciação entre depressão – tristeza persistente e ausência de vitalidade – e tristeza – momentânea e pontual –, identificação de crise de ansiedade e preconceito quanto ao tratamento psiquiátrico foram alguns dos temas abordados.

Texto: Suellen Gurgel

Fotos: Marley Lima

SupCom ALE-RR

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