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ARTE E CULTURA
Roda de capoeira promovida pela Assembleia marca o Dia Nacional da Consciência Negra

O Programa de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), presidida pela deputada Lenir Rodrigues (SD), promoveu neste sábado (20) uma roda de capoeira em alusão ao Dia Nacional da Consciência Negra e aos 16 dias de ativismo. O evento teve a parceria da Casa da Capoeira, que comemorou também sete anos de fundação. As intervenções culturais seguem até domingo (21), no Parque Anauá.

 

A festa contou com apresentação de maculelê – dança folclórica da Bahia, com matriz na cultura afro-brasileira e indígena – samba de roda e roda de capoeira com tambor de crioula (dança de origem africana, muito comum no Estado do Maranhão). Participações especiais e intervenções com Mestre Lobinho, que ministrou oficina de carimbó (dança tipicamente paraense), capoeirista do Rio de Janeiro e discípulo de um dos maiores mestres da capoeira em Roraima, Mestre Lobinho; Grupo Senzala Roraima; Professor Arqueiro, de Angra dos Reis e Mestre Leopardo, de Alter do Chão, Pará.

 

Muita gente não sabe, mas a capoeira já foi considerada ilegal no país e hoje é reconhecida pela Unesco como Patrimônio Imaterial da Humanidade. Em Roraima, no ano de 2019, valorizando a cultura e o trabalho filantrópico às famílias mais carentes, a deputada Lenir Rodrigues foi autora do Decreto Legislativo que declara de Utilidade Pública a Federação Roraimense de Capoeira (FERRCAP). A federação promove campeonatos estaduais, torneios, competições e festivais de capoeira em todo Estado, promovendo interação entre os grupos jovens, crianças e idosos.

 

O valor educacional e cultural da capoeira é inegável. Os últimos 30 anos do idealizador da Casa de Capoeira, Mestre Renato Lopes foram dedicados à dança, como instrumento da educação. Ele é o professor das rodas de capoeira mais famosas do Parque Anauá, local onde funciona a sede da Casa, ponto de encontro de muitas crianças, jovens e adultos que cultuam a arte no Estado. “É uma história de vida, 30 anos realizando essa festa e sete nesse espaço tão importante, a Casa de Capoeira. É uma missão que segue firme. Aqui conseguimos ajudar a sociedade, desenvolvendo arte e cultura. Fazer parte desse momento tão rico culturalmente, é motivo de alegria para mim”, disse.

 

O governador Antonio Denarium (PP) prestigiou o evento e ressaltou a importância da valorização do esporte, cultura e das tradições roraimenses. “Somos parceiros de todas as associações esportivas e culturais e estar aqui comemorando o Dia da Consciência Negra e também o aniversário de sete anos da Casa de Capoeira é um motivo de muita alegria”, frisou.

 

Capoeira como esporte e cultura popular

 

A capoeira é uma manifestação cultural definida por seus movimentos rápidos e harmoniosos, em ritmo caracterizado pelos batuques dos tambores, berimbau, atabaque, reco-reco e agogô. Os adeptos utilizam mais os movimentos com os pés e a cabeça, e acrobacias que demonstram força e equilíbrio. Em Roraima, a Casa da Capoeira oferece aulas do esporte, com preços acessíveis à população. O espaço fica localizado no Parque Anauá – Av. Brigadeiro Eduardo Gomes, em Boa Vista.

 

Carimbó, ritmo amazônico que ganhou o mundo

 

A dança folclórica paraense mais famosa da região Amazônica foi um dos momentos mais empolgantes. Passos sincronizados e ritmo envolvente, o carimbó contagiou o espaço. Capitaneando a trupe, Mestre Leopardo, de Alter do Chão, no Pará interpretou sucessos do carimbó e afirmou que é semeador da dança pelo mundo. “Viajamos por todo o país e pelo mundo levando nossa arte e as maravilhas dessa dança. Estar aqui hoje participando desse evento é empolgante, é muito bom”, revelou.

 

 

Mestre Leopardo ministrou oficina de carimbó, a primeira realizada no Estado. “Estamos desbravando esse trabalho aqui em Roraima e foi muito gratificante para mim”, comemorou.

 

A dança carimbó recebeu dois títulos importantes nos últimos anos. Foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Brasil e do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

 

Texto: Kátia Bezerra

Foto: Secom RR

SupCom ALE-RR

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