Bloqueio da BR-174 será tema de audiência pública na ALE-RR

O evento está marcado para a próxima quinta-feira (28), a partir das 10h, no plenário Noêmia Bastos Amazonas

Das 18h às 6h da manhã, o Estado de Roraima fica isolado do restante do país devido ao bloqueio da BR-174 no trecho que passa pela reserva indígena Waimiri-Atroari. Para tratar sobre o assunto, os deputados aprovaram na sessão plenária desta terça-feira (19), na Assembleia Legislativa de Roraima, um requerimento para realização de uma audiência pública, solicitada pelo deputado Jeferson Alves (PTB). O evento está marcado para a próxima quinta-feira (28), a partir das 10h, no plenário Noêmia Bastos Amazonas.

O tema foi discutido na semana passada, durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Amazonas, quando uma comitiva de dez deputados foi ao Estado vizinho para tratar sobre o Linhão de Tucuruí e outros assuntos que interessam aos dois estados. Segundo Jeferson Alves, os parlamentares amazonenses concordaram com a retirada da corrente, meio utilizado pelos indígenas para impedir a passagem pela rodovia.

“São 12 horas por dia de estrada fechada, ou seja, seis meses por ano. Não é interesse de ninguém que o Estado fique nessa situação. A grande maioria da população quer que Roraima se desenvolva”, explicou Alves.

Com a proposta de tratar sobre o tema na Assembleia de Roraima, Jeferson Alves tem a pretensão de reunir autoridades locais e do Amazonas, representantes do Exército, do Governo, Ministério Público, caminhoneiros e, principalmente, a sociedade em geral. “É importante a população se fazer presente. Os deputados desta Casa farão a sua parte”, salientou.

Imigração indígena

Ao usar a tribuna na sessão nesta terça-feira (19), o parlamentar falou ainda sobre a preocupação em relação à imigração de índios venezuelanos para comunidades roraimenses.

Jeferson lembrou que nesta segunda-feira (18), a Casa recebeu o prefeito da Gran Sabana, Emilio González, acompanhado por lideranças indígenas. “Ouvimos relatos das comunidade indígenas venezuelanas, de extermínio, de pessoas baleadas que passaram dias no mato. Além disso, o que me causa a preocupação é a situação do Estado, na parte da segurança, educação e saúde.”

Sobre a questão migratória, o parlamentar afirma que o Poder Legislativo acompanha de perto e vem exigindo ações, e que o Governo também está fazendo o que lhe compete. “O Governo Federal disse que tomaria providências e já se passaram anos e não tem nada de concreto. Enquanto isso temos que dividir a conta, o pouco do que temos com os nossos irmãos venezuelanos, que estão passando por essa situação.”

Outra preocupação do parlamentar é sobre a vacinação das pessoas, devido à chegada do período de inverno, considerando que já houve o primeiro caso registrado de H1N1 neste ano em Roraima.

Texto: Yasmin Guedes e Vanessa Brito

Foto: Alex Paiva e Eduardo Andrade

SupCom ALE-RR

ABANDONO -Renato Silva denuncia condições da Casa do Estudante

Parlamentar apresentou indicação para que o Governo promova melhorias na unidade

Ao usar a tribuna da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) nesta terça-feira (19), o deputado Renato Silva (PRB) denunciou as condições da Casa do Estudante, localizada no bairro Asa Branca. Segundo o parlamentar, a unidade está abandonada pelo Governo do Estado.

O parlamentar apresentou uma indicação ao Executivo pedindo a reforma e revitalização do local. Ele ressaltou que a casa é o único abrigo de jovens que se deslocam dos municípios para cursarem o Ensino Superior na capital. “Durante a campanha eu andei pelo Interior e muitos pais me falaram que o sonho deles era trazer seus filhos a Capital para estudarem. Acontece que hoje a situação da Casa do Estudante é muito triste, a casa está totalmente abandonada.”

Renato Silva ressaltou que a situação não é recente, mas que o Governo precisa fazer alguma coisa. “A casa está tomada de mato e os estudantes não têm alimentação. Eu penso que se um Governo não dá incentivo ao jovem, ao adolescente que busca um futuro melhor, o que podemos esperar de um governo desse?”, questionou.

Ele denunciou que a casa, construída na década de 90, possui funcionários lotados para a manutenção, mas que estes receberiam sem trabalhar. “Tem servidores lotados naquela casa que recebem pelo Estado e não estão efetivamente nem trabalhando no local.”

Alternativa

Em aparte, o deputado Neto Loureiro (PMB) sugeriu passar a responsabilidade da Casa do Estudante à Universidade Estadual de Roraima (Uerr). “Eu acredito que podemos fazer uma indicação ao governo para que a Uerr seja responsável pela casa. Hoje 40% das vagas, por exemplo de medicina, são destinadas a alunos que estudaram em escolas públicas do Interior e são pessoas que precisam vir para a Capital”, destacou.

O deputado Dhiego Coelho (PTC) relembrou que já se hospedou na Casa e que na época ela oferecia condições aos alunos. “Em 98 eu fui morador da Casa do Estudante. Eu morava em Bonfim, participei de uma seleção dos atletas e vim para a cidade morar. Na época existia administradores do governo, café, lanche, janta, biblioteca, salas de jogos, apartamentos novos, vigias, limpeza e manutenção”, relembrou o parlamentar. Ele informou ainda que o imóvel é administrado por uma associação de estudantes.

Orçamento

Em seu discurso, Renato Silva falou ainda sobre os recursos que o Executivo recebe e que, segundo ele, são mal administrados. “De 100% dos recursos que vêm para o Estado, 20% é para os Poderes, 80% é do Executivo. Se hoje o Executivo sofre uma crise, é por má gestão”.

Ele relembrou que Assembleia Legislativa e os demais Poderes congelaram o Orçamento de 2019, gerando economia de quase R$ 55 milhões para o Estado em 2019. “Só precisamos que o Governo cumpra a sua parte e conclua o concurso da PM que foi prometido e renegocie, ou pelo menos dê uma previsão de pagamento, para as terceirizadas. Somos a única Assembleia no país que congelou o orçamento para ajudar o Governo”, concluiu.

Texto: Jéssica Sampaio

Foto: Alex Paiva/ Eduardo Andrade

SupCom ALE-RR

Nilton do Sindpol sugere audiência pública para propor melhorias na Saúde

O deputado também cobrou empenho dos parlamentares para garantir segurança energética do Estado

Mais de 200 pacientes foram liberados pelo Hospital Geral de Roraima (HGR) por falta de medicamentos e material cirúrgico, segundo informou o deputado Nilton do Sindpol (Patri) durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa de Roraima, nesta terça-feira (19). Para averiguar a situação da assistência prestada no Estado, o parlamentar sugere a realização de uma audiência pública.

Nilton do Sindpol sugeriu envolver a Secretaria Estadual de Saúde e demais instituições ligadas à área para cobrar uma solução imediata. “Não podemos aceitar as coisas desse jeito. Doentes jogados nas macas do HGR, o centro cirúrgico interditado, sem medicamentos e materiais, pacientes mandados para casa. Precisamos fazer algo.”

A circunstância chamou atenção do parlamentar, após ele receber um pedido de ajuda de uma mulher de 80 anos, que enfrenta dificuldades para o agendamento de uma cirurgia vascular. “Solicitei do secretário-adjunto, na segunda-feira, a realização desse procedimento para a senhora, mas nada foi feito. A paciente corre o risco de ter a amputação de uma das pernas”, denunciou.

Durante o pronunciamento, o deputado Renato Silva (PRB) informou que os materiais para a realização das cirurgias de ortopedia deveriam chegar no dia 24 de janeiro, mas que até o momento isso não ocorreu. “Precisamos ter uma conduta mais exigente com a Saúde. Apoio a realização desta audiência pública.”

Energia Elétrica

Outro tema abordado pelo deputado foi sobre a questão energética do Estado. Ele foi um dos deputados que participou da audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) na semana passada. “Importante que a gente se debruce sobre isso para concretizar uma solução. Até hoje dependemos das termelétricas, jamais teremos investimento por parte das indústrias no Estado, impossibilitando sanarmos a falta de empregos.”

Na ocasião, o deputado Jorge Everton (MDB), disse que participou de reunião da Unale (União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais) em Brasília, e que foi aprovada uma deliberação para a vinda de outros deputados para uma reunião na Assembleia Legislativa de Roraima. “A vinda da Unale a Roraima será para que eles conheçam a realidade energética do Estado. A reunião deve ocorrer no próximo mês.”

Texto: Vanessa Brito

Foto: Alex Paiva e Eduardo Andrade

SupCom ALE-RR

Ações da ALE-RR voltada para mulheres são destaque em Santa Catarina

Deputada Lenir Rodrigues representou instituição em evento de comemoração ao Mês da Mulher

A procuradora especial da Mulher, deputada Lenir Rodrigues (PPS), apresentou os trabalhos realizados pelo Poder Legislativo roraimense na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O evento foi realizado na noite desta segunda-feira (18), como parte da programação em referente ao Mês da Mulher.

O convite partiu da Bancada Feminina da Alesc, em parceria com o Fórum Suprapartidário. A Procuradoria Especial da Mulher é responsável por ações como o Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), Núcleo de Prevenção ao Tráfico de Pessoas e rodas de conversa envolvendo homens com histórico de violência doméstica (Núcleo Reflexivo Reconstruir).

No evento, a deputada Lenir Rodrigues ministrou a palestra “Políticas Afirmativas de Proteção à Mulher”. “Me lançaram esse convite para que eu pudesse apresentar, como titular da Procuradoria, os trabalhos que realizamos no nosso Estado, por considerarem como um exemplo a ser seguido lá”, destacou.

O convite partiu da deputada Ana de Luca (MDB), coordenadora da Bancada Feminina da Alesc. A parlamentar ressalta a importância de tratar sobre políticas voltadas para o público feminino. “Convidamos a deputada Lenir pelo seu desempenho à frente da Procuradoria Especial da Mulher em Roraima, porque tenho certeza que juntas somos mais fortes se, cada vez mais, tratarmos das políticas afirmativas para a mulher”, pontou.

Durante todo o mês de março a bancada feminina de Santa Catarina promoverá uma programação em prol da mulher, em homenagem ao mês da mulher. Para o evento foram convidados nomes de renome nacional, atuantes no combate à violência doméstica.

Texto: Jéssica Sampaio

Foto: Imprensa Alesc

SupCom ALE-RR

CRISE HUMANITÁRIA – Índios pedem que ALE-RR intermedeie audiência em Brasília

Imigração em massa de indígenas da etnia Pemón para comunidades brasileiras tem preocupado lideranças, que querem pedir ajuda diretamente ao presidente

A imigração desordenada de índios venezuelanos da etnia Pemón para o Brasil fez lideranças indígenas da região de São Marcos, no município de Pacaraima, fronteira com a Venezuela, recorrerem à Comissão de Relações Fronteiriças da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE/RR). Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira (18), ficou acertado que os parlamentares intermediarão uma audiência pública em Brasília para buscar uma solução imediata.

A presidente da comissão, Ione Pedroso (SD), afirmou que as lideranças trouxeram uma nova denúncia, agora sobre a imigração de índios para as comunidades indígenas de Roraima, mas ressaltou que o Legislativo já fez tudo o que lhe compete. “Vamos tentar uma audiência pública com o presidente da República, Jair Bolsonaro [PSL], com os deputados federais, a Funai [Fundação Nacional do Índio] e com a ONU [Organização das Nações Unidas], para que possamos trazer uma resposta para essa crise no Estado.”

Na ocasião o deputado Jeferson Alves (PTB) comentou sobre a possibilidade da criação de um Fundo Internacional de ajuda humanitária para auxiliar o Estado. Ele afirmou que os parlamentares estão analisando se a medida é viável. A ideia inicial é que ele seja gerido pelo Exército, para que vários países possam ajudar a Venezuela e Roraima. “A imigração venezuelana é um problema humanitário do mundo. Roraima não suporta mais. Estamos à mercê do Governo Federal, que até agora não mostrou se realmente vai ajudar o Estado a enfrentar essa crise”, justificou.

O prefeito de Gran Sabana, Emílio González, ressaltou que a realidade da crise está mudando com imigração da etnia Pemón, que no Brasilé a etnia Taurepang. “São aproximadamente mil indígenas que saíram da Venezuela por descaminhos, fugindo da guerra, e estão alojadas nas comunidades mais próximas. Não temos como receber esses indígenas sem a ajuda do Governo Federal”, disse.

Fronteira está vulnerável, afirma indígena Ta’rau Pau

Aldino Alves, tuxaua de Ta’rau Pau, comunidade a aproximadamente 1,2 quilômetros da fronteira Brasil/Venezuela, contou que os índios venezuelanos chegaram em massa na comunidade no dia 23 de fevereiro.

Além da infraestrutura precária para receber os indígenas, a maior preocupação dele é que, segundo conta, integrantes do grupo paramilitar Tupamaro – aliado ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro – tomaram conta do município da Gran Sabana. O temor é que eles adentrem o território brasileiro no período da noite junto com os indígenas.

“O medo hoje é que pior possa acontecer porque moramos próximo da fronteira, principalmente à noite, dos militares invadirem junto com os refugiados ou até atacarem os próprios indígenas que estão fugindo para o Brasil”, afirmou o tuxaua.

Segundo ele, os guardas indígenas territoriais ficam 24 horas vigiando a fronteira. “Temos as polícias Militar, Federal e o próprio Exército, mas como a demanda é grande e não tem condições de dar segurança 24 horas, a maior parte desta segurança é feita pelos índios brasileiros. A cada seis horas o Exército faz o patrulhamento”, explicou.

Com a chegada do inverno o tuxaua afirma que a comunidade pretende construir seis barracões para abrigar esses indígenas. “Estamos com 836 indígenas, bastante criança e idosos hipertensos. Estamos tendo dificuldade com a logística e a alimentação, o que tem afetado a nossa comunidade. Com o inverno chegando, a preocupação é como acomodar esses refugiados. Quem puder, ajude-nos levando lona ou telha para cobrir o barracão e acolher os nossos parentes”, pediu.

 

Texto: Marilena Freitas

Foto: Alex Paiva

SupCom ALE-RR

EDUCAÇÃO ESPECIAL – Curso aborda os desafios no ensino para pessoas com deficiência

Capacitação ofertada pela Escola do Legislativo orienta familiares, profissionais da educação, e o público em geral sobre o ensino inclusivo

 

Após perceber um atraso no desenvolvimento do filho, a vendedora Ana Souza procurou ajuda médica, ocasião em que recebeu o diagnóstico de autismo da criança. Para ajudar no estimulo da educação do pequeno Miguel, de 3 anos, ela se inscreveu no curso de Educação Especial, ofertado pela Escola do Legislativo – Unidade Silvio Botelho.

O autismo é um distúrbio do desenvolvimento que pode afetar as criança em diferentes graus. Com o curso, Ana espera entender melhor algumas situações diárias. “Quando lidamos com uma criança autista, a gente tem que estar aprendendo e aprimorando o conhecimento. Através disso, não só a família, mas também outras pessoas aprenderão a lidar com momentos de crises e passar confiança a ela.”

Ana destacou a importância de iniciativas como a do Poder Legislativo, de proporcionar cursos com temas importantes à população. “Muitos pais convivem com crianças autistas e sentem a necessidade de expandir esse assunto. Eu achei esse curso muito válido e porque tem muita gente que não tem condições de pagar”, pontou.

Curso

O curso de Educação Especial iniciou nesta segunda-feira (18), com duração de 15 horas.  Mais de 200 pessoas participam desta segunda turma. Elisabete Parente é uma delas. Ela afirma que as aulas lhe proporcionarão mais conhecimento. “Apesar de eu não ter pessoas com necessidades especiais na minha família, o que eu vou aprender aqui irá servir para que eu possa compreender muitas coisas que acontecem na minha casa, ou na minha rua com as pessoas.”

Na primeira aula, o professor Harlesson Santos abordou as legislações que embasam a Educação Especial do Brasil. Ao longo da semana, ele afirma que tratará sobre outros assuntos relacionadas as deficiências. “A gente vem dar esse esclarecimento de maneira bem objetiva, para que eles possam se sair cada vez melhor onde forem atuar”.

Educação Especial

Esta é a segunda turma do curso ofertado pela Escola do Legislativo. Conforme a diretora da Unidade, Cristina Mello, o curso terá um segundo módulo no final do mês de abril. “Hoje a inclusão faz parte da sociedade e aqui nós temos alunos da área da educação, cuidadores, pedagogos, mães e pais de alunos autistas, com síndrome de Down. A Escola do Legislativo vem atendendo essa demanda da melhor maneira possível”.

O curso será realizado até sexta-feira, das 8h30 às 11h30. Como a turma está lotada, é importante que os interessados fiquem atentos para as próximas turmas.  Os interessados podem procurar a Escola do Legislativo, localizada na rua Sólon Rodrigues Pessoa, 1313, bairro Silvio Botelho, no horário das 8h às 22h. Mais informações pelo telefone 98402-3402.

Texto: Jéssica Sampaio

Foto: Eduardo Andrade / Alfredo Maia

SupCom ALE-RR

Assembleia Legislativa sabatina oito candidatos à vaga de conselheiro do TCE-RR

Concorrentes tiveram 20 minutos para falar sobre suas qualificações técnicas

Oito candidatos à vaga de conselheiro do TCE-RR (Tribunal de Contas do Estado de Roraima) participaram de uma sabatina na Assembleia Legislativa de Roraima, nesta segunda-feira (18). Cada concorrente teve até 20 minutos para responder aos questionamentos dos parlamentares sobre suas aptidões técnicas para o cargo. A reunião durou cerca de três horas.

Inicialmente, 11 concorrentes estavam inscritos para sabatina, conforme publicação no Diário Oficial do Poder Legislativo do dia 15 de março, no entanto, antes de iniciar a reunião, Maria Dantas Nóbrega e Walker de Oliveira Thomé renunciaram à concorrência.

Por motivo de saúde, João de Carvalho apresentou requerimento para adiamento de arguição, o qual foi indeferido pela Comissão Especial Externa que conduz o processo, conforme relatório da deputada Betânia Medeiros (PV), acompanhado pelos deputados Neto Loureiro (PMB) e Evangelista Siqueira (PT). Na semana passada, o deputado Jorge Everton (MDB) foi o primeiro a retirar a candidatura.

Todos os que continuaram no processo receberam parecer e voto favorável para seguir concorrendo ao cargo. Entre os questionamentos feitos aos participantes, os membros da Comissão Especial Externa perguntaram sobre a motivação para pleitear a vaga, conhecimentos técnicos sobre o trabalho do Tribunal, experiências no serviço público e noções técnicas do cargo.

Na condução, o presidente da Assembleia Legislativa e da Comissão Especial Externa, deputado Jalser Renier (SD), avaliou a defesa curricular de cada candidato. Para ele, os participantes mostraram preparação e conhecimento técnico suficiente. “O conselheiro é um cargo importante, não só por ser vitalício, mas também pela autoridade que tem com as contas públicas e para auxiliar o Poder Legislativo em gerir de acordo com as tratativas e condições financeiras.”

Publicação

O próximo passo será a publicação dos nomes em edital. Com isso, a Casa terá cinco dias para votação em plenário. “Esse procedimento é disciplinado pelo edital que abriu a disputa. A votação ocorrerá entre terça e quarta-feira [da próxima semana]”, complementou o superintendente Legislativo, Júnior Vieira.

Participaram da arguição os deputados Jalser Renier, presidente da Comissão; Betânia Medeiros, relatora ad hoc; Neto Loureiro; Catarina Guerra (SD); Ione Pedroso (SD); Evangelista Siqueira; Chico Mozart (PRP); Tayla Peres (PRTB); e Nilton do Sindpol (Patri).

Confira um resumo do que foi dito por cada candidato na sabatina:

Francisco Lima Batista: O economista e advogado Francisco Lima Batista foi o primeiro a participar da sabatina nesta segunda-feira. Alegou ter a experiência necessária para ser conselheiro e, caso seja escolhido, pretende fomentar investimento na área da tecnologia da informação no órgão e unir as Escolas do TCE e do Legislativo em prol da capacitação de servidores e de gestores municipais.

Kildo Pereira de Melo Neto: O administrador reforçou aos parlamentares o extenso currículo com as experiências e qualificações obtidas no serviço público desde os 18 anos de idade. Se sente motivado e capaz de buscar mais capacitações para conquistar a vaga de conselheiro do TCE-RR. Com 35 anos, pretende contribuir com o desenvolvimento do Tribunal e para melhorar o relacionamento com os Poderes.

Francisco José Brito Bezerra: Administrador de empresas, o deputado Brito Bezerra (PP) frisou a pretensão de continuar trabalhando com a fiscalização do dinheiro público e tornar este processo mais transparente, caso seja escolhido. Enxerga o TCE-RR como auxiliar do Poder Legislativo e pretende estreitar mais o laço entre as instituições.

José Lurene Nunes Avelino Júnior: O delegado de Polícia, engenheiro eletricista e bacharel em Direito ressaltou ter mais de 30 anos de experiência no serviço público. Diz ter condições de contribuir com o Estado e ser “braço forte” da Assembleia Legislativa na fiscalização dos recursos públicos.

Mário Souza da Rocha: O administrador e bacharel em Ciências Contábeis falou da experiência em administrar empresas públicas e de ter estado à frente da Superintendência Regional do Trabalho em Roraima. Espera que, se escolhido como conselheiro, ajudar a nortear a Assembleia com prestação de trabalhos técnicos.

Maria Eliane Marques de Oliveira: A advogada disse à Comissão Especial Externa que sempre trabalhou de forma correta nos lugares por onde passou (Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa e no próprio TCE-RR, por exemplo) e diz estar preparada para conduzir o cargo.

Sebastião Ernesto Santos dos Anjos: É funcionário de carreira do TCE-RR como analista administrativo. Para ele, é importante o controle de gastos públicos em prol da população, principalmente quando se trata de Interior do Estado. Afirma que contribuirá, de forma efetiva, em julgamentos e análises das contas públicas.

Gladys Matilde Bueno Brasil: A última sabatinada é contadora e bacharel em Direito. Destaca a necessidade de os conselheiros estarem mais próximos dos gestores municipais. Afirma estar preparada tecnicamente e por conhecer o trabalho do Tribunal.

Texto: Yasmin Guedes

Foto: Alex Paiva

SupCom ALE-RR

ENDOMETRIOSE – Semana de enfrentamento à doença alerta para perigos da doença

A falta de informação de médicos e pacientes pode colaborar para um diagnóstico tardio

A endometriose é uma doença ainda pouco conhecida entre a maioria das mulheres. Para divulgar e alertar a sociedade, a Procuradoria Especial da Mulher, da Assembleia Legislativa, tem realizado uma série de ações para chamar atenção das pessoas para os riscos da doença.

A autônoma Eliane Macêdo, de 46 anos, era uma dessas pessoas que sabia pouco sobre esta doença até ser diagnosticada com endometriose, em 2015. Ao receber o diagnóstico, ela foi surpreendida ao saber que a patologia havia tomado conta não só do seu sistema reprodutivo, mas também de órgãos da região do intestino. Apesar de sempre sofrer com as fortes dores, os médicos nunca lhe deram uma informação exata, o que ela acredita que poderia evitado inúmeros problemas.

“Eu sentia muita dor no período menstrual, inchava, sagrava e a partir do momento que comecei a ter crises, nunca mais consegui trabalhar em uma empresa com algo fixo, porque eu piorava a qualquer momento. Isso mudou completamente a minha vida”, relatou a autônoma.

Outra dificuldade enfrentada por ela foi a falta de assistência do poder público com relação aos exames. Apesar da situação avançada da doença, à época, o Estado não possuía o exame de laparoscopia (procedimento que pode ser indicado para mulheres que sofrem de endometriose). “Sempre diziam que era um cisto, mas nada relacionado à doença. Em 2016 eu fiz a cirurgia, onde eu perdi um ovário, uma trompa e a doença já estava no reto, intestino e outros órgãos”, detalhou Eliane.

Falta de informação

Situações como a de Eliane são frequentes pela falta de informação. Para sensibilizar a população a respeito da doença, foi instituída a Semana Estadual de Educação Preventiva e de Enfrentamento à Endometriose. Realizada na semana do dia 13 de março, a campanha foi criada pela Lei nº 1.111/2016, de autoria da deputada Lenir Rodrigues (PPS).

Para divulgar e alertar a sociedade a respeito dos riscos da doença, nesta sexta-feira (15), a Procuradoria Especial da Mulher, realizou uma panfletagem na frente da Assembleia Legislativa de Roraima. O objetivo era chamar atenção das pessoas para os riscos da Endometriose.

Conforme a procuradora-adjunta especial da Mulher, Socorro Santos, a lei é uma forma de educar e fazer com que as mulheres procurem por tratamento. “A população precisa saber que endometriose é uma doença, e os médicos precisam repassar essas informações para as pacientes. Com a informação, todos ficam atentos e isso evita que muitas mulheres sofram consequências mais sérias”, destacou.

As ações encerram no próximo dia 30 com a realização da Endomarcha, na Praça do Centro Cívico, a partir das 8h da manhã.

Endometriose

É uma doença caracterizada pela presença do endométrio – tecido que reveste o interior do útero – fora da cavidade uterina, ou seja, em outros órgãos da pelve: trompas, ovários, intestinos e bexiga. O tratamento é feito com auxílio médico e os sintomas podem ser: cólica intensa dentro ou fora do período menstrual, dor pélvica ou na região lombar, dor durante ou após o ato sexual, dor para urinar ou evacuar e desconforto abdominal.

Texto: Jéssica Sampaio

Foto: Reprodução/TV ALE  

SupCom ALE-RR

SEGURANÇA PÚBLICA – Comissão buscará prioridade para a área no Orçamento de 2020

Nilton do Sindpol ressalta que está sendo feito um planejamento para incluir demandas da Segurança Pública no Orçamento do Estado

Escolhido para presidir a Comissão de Defesa Social, Segurança Pública e Sistema Penitenciário da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), uma das propostas do deputado Nilton do Sindpol (Patri) é garantir o atendimento das demandas da área prevendo recursos no Orçamento para 2020.

O parlamentar destacou que as ações à frente da comissão já iniciaram pelo Estado. “Percorremos as unidades de segurança de Iracema até o Jundiá e as reclamações são praticamente as mesmas. Tudo isso irá refletir em um planejamento para que o Estado atenda estas demandas no Orçamento de 2020”.

Nilton do Sindpol ressaltou ainda que as reivindicações não são apenas das pessoas atendidas, mas principalmente dos trabalhadores do setor. “A maioria dos membros da nossa comissão é da área da segurança, e nós vamos fazer com que essas necessidades sejam atendidas. Por isso, iremos nos reunir com quem possa nos ajudar nisso.”

Atualmente a Segurança Pública de Roraima passa por uma crise, que resultou em uma intervenção federal no final do ano passado. Sobre isso, o deputado disse que esse é um problema antigo e que vem se agravando no decorrer dos anos. “Vou citar um exemplo: a cadeia pública está interditada desde 2006 e nada de concreto foi realizado até agora. Os problemas vão além da estrutura, está relacionado à indicação de pessoas que não são qualificadas para os cargos.”

Outra situação pontuada pelo parlamentar foi com relação as obras da unidade prisional do município de Rorainópolis, que em 2012 foi chegou a ser abandonada por irregularidades. “Nós temos a situação da unidade de Rorainópolis que até hoje continua do mesmo jeito. A cadeia pública de São Luiz do Anauá está podre e a estrutura pode cair a qualquer momento”, ressaltou com uma das prioridades para a área.

Concursos Públicos

Sobre a questão dos concursos públicos o deputado destacou que o Estado precisa de uma organização financeira. Nilton do Sindpol é policial civil de carreira e ressalta a necessidade da realização de certames voltados para o setor. “O nosso concurso é o primeiro e o único realizado em 2003, e nós tomamos posse em 2004, então vão-se praticamente 15 anos sem ter uma reposição dos policiais civis que saíram”, destacou Nilton.

Sobre o concurso da Polícia Militar, o deputado explica que é necessário um prazo para que as etapas do concurso sejam realizadas. “É necessário um planejamento que estime um prazo para as outras etapas do concurso, e que esses concurseiros tenham uma noção da real situação financeira do Estado”, concluiu.

Fazem parte da Comissão de Defesa Social, Segurança Pública e Sistema Penitenciário:

Nilton do Sindpol (Patriota) – presidente

Soldado Sampaio (PC do B) – vice-presidente

Coronel Chagas (PRTB)

Dhiego Coelho (PTC)

Jorge Everton (MDB)

Texto: Jéssica Sampaio

Foto: Alex Paiva

SupCom ALE-RR

REMOÇÃO DE CORPOS – Neto Loureiro pede mais veículos para atender demanda do IML

Deputado fez indicação ao Governo do Estado, pois afirma que o número de carros disponíveis para transporte de corpos é insuficiente

Apenas dois veículos oficiais estão disponíveis para o transporte de corpos em todo o Estado de Roraima. O quantitativo não tem sido suficiente para atender à demanda crescente, o que motivou o deputado Neto Loureiro (PMB) a protocolar uma indicação na Assembleia Legislativa de Roraima. O parlamentar pede ao Governo do Estado a aquisição de mais rabecões (como são popularmente conhecidos estes veículos) para atender ao IML (Instituto Médico Legal).

O deputado frisou que além do número insuficiente, os dois carros oficiais não estão em perfeitas condições. “São dois veículos no Estado, um vai direto para o Interior, só que o outro não está em pleno funcionamento, só funciona as vezes.”

O parlamentar diz estar ciente das dificuldades do Estado, mas pede que seja dada prioridade a esta causa, por ser necessária e para amenizar sofrimento das famílias. “Sabemos que não é da noite para o dia a gente vai resolver todos os problemas, mas a gente faz essa indicação para que conforme melhore a condição financeira do Estado, seja feita essa aquisição, para atender tanto a Capital, quanto o Interior”, frisou Loureiro.

O parlamentar citou o caso do jovem que morreu de causas naturais na avenida Ene Garcez, na última noite de Carnaval. Após constatação da morte pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), segundo contaram testemunhas, o corpo permaneceu por mais de uma hora à espera da remoção pelo IML.

“Há também casos no Interior em que o corpo aguarda mais de dois dias a remoção. Isso é um sofrimento para a família e para a população que acompanha aquilo”, reforça o parlamentar ao complementar que esta demanda deveria ter recebido atenção especial em governos passados.

Texto: Yasmin Guedes

Foto: Alex Paiva

SupCom ALE-RR