“A construção de casas faz com que a roda da economia gire porque todo mundo ganha, diferente do apartamento”, disse o deputado Joaquim Ruiz.

 O deputado Joaquim Ruiz (PTN) sugeriu que o Governo do Estado, que lançou essa semana o programa habitacional Bem Morar, construa casas ao invés de apartamentos e que estenda o benefício para servidores dos demais Poderes.

Ele pediu, durante pronunciamento na sessão ordinária desta quinta-feira, 11, que os parlamentares da base aliada do Governo sensibilizem a governadora Suely Campos (PP) a acatar essa sugestão, uma vez que o teto mínimo para ser beneficiado pelo programa é de R$ 1.600,00.

Ruiz justificou a proposta ao mencionar uma pesquisa feita pela Companhia de Desenvolvimento de Roraima (Codesaima), na época ele que esteve à frente da estatal de economia mista, cujo resultado mostrou que 71% da população de Roraima prefere morar em casa a apartamentos. “Quero fazer um apelo aos colegas deputados ligados à base do Governo, que amplie esse projeto para beneficiar os servidores públicos não somente do Governo do Estado, mas dos Poderes Legislativo, Ministério Público, Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça, enfim todos os servidores estaduais. E que no lugar de construir apartamentos sejam construídas casas”, disse.

Ele ressaltou que quando se constrói casa se aquece mais a economia. “A construção de casas faz com que a roda da economia gire porque todo mundo ganha, diferente do apartamento. Quando se faz um conjunto é mais linha de ônibus, mais empregos para motoristas, aumenta-se a circulação dos táxis-lotação, enfim é uma forma de beneficiar e melhorar a economia do nosso Estado. Não estou aqui fazendo crítica, mas uma sugestão”, frisou.

A cadeia produtiva da construção de casas, disse ele, inclui aberturas de novos supermercados, farmácias, academias, padaria. Todos esses novos empreendimentos “vão gerar empregos para as próprias pessoas que moram lá, filhos de servidores, gerando uma cadeia de oportunidades”.

A deputada Aurelina Medeiros (PTN) disse que o projeto prevê cinco mil habitações para três diferentes níveis de renda, que vão de R$ 1.600,00 a R$ 9 mil. “Caberá ao Governo, para ajudar os servidores, a doação do terreno em três diferentes locais e assumir o BDI (Benefícios e Despesas Indiretas) da construção civil para baratear o custo da moradia. Entendo a sua preocupação e sei que gostamos de morar em casa, mas nossa tendência é morar em apartamento”, disse, ao ressaltar que esse projeto do Governo Federal, o PAR (Projeto de Arrendamento Residencial), é excelente.

Joaquim Ruiz ressaltou que o Governo do Estado deveria fazer um acordo com Codesaima e adquirir o terreno que foi recentemente invadido (que a Justiça determinou reintegração de posse à Codesaima) o qual tem acima de 10 mil hectares. “Nesta área dá para construir um conjunto habitacional como a Prefeitura vem fazendo, em terreno medindo 12×30, que é padrão mínimo do plano diretor da nossa capital, com mais de 800 residências, incluindo as áreas para escolas, lazer, as áreas institucionais”, ressaltou.

 

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR