Um caminho para solucionar essa situação, apontou George Melo, seria o Executivo parar de superfaturar nota.

O líder do G14 na Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), deputado George Melo (PSDC), subiu a tribuna do plenário Noêmia Bastos Amazonas nesta terça-feira, 16, para relatar o que presenciou durante a visita ao Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth (HMINN), feita na tarde de segunda-feira, 15.

Ele, juntamente com o presidente do Poder Legislativo, deputado Jalser Renier (SD) e Naldo da Loteria (PSB), além da promotora de Saúde do Ministério Público Estadual, Jeanne Sampaio e o procurador do Ministério Público de Contas, Paulo Sérgio Oliveira, além da defensora da Fazenda Pública, Teresinha Lopes, foram à unidade hospitalar para apurar denúncias de pacientes. “Confesso aos senhores que eu me surpreendi com a forma como aqueles pacientes são tratados. Pessoas que precisam tomar remédio, não tem remédio. A agulha certa para pegar a veia do paciente não tem e vai qualquer uma mesmo e o resultado são hematomas”, disse.

“Esparadrapos não colam, o banheiro uma nojeira”, completou. George Melo falou ainda sobre a comida que não é de qualidade para consumo das pacientes e de funcionários, fora o horário que está sendo servida. “A pessoa comendo essa alimentação poderá ter problemas”. O parlamentar lamentou que a conduta adotada pelo Governo do Estado, em não se preocupar com a alimentação enviada para os hospitais, não atenda as demandas da população.

Um caminho para solucionar essa situação, apontou George Melo, seria o Executivo parar de superfaturar nota. “Só existe um caminho, o caminho da chantagem. O que o governo faz? Paga mais notas superfaturadas porque esse Governo, até hoje, só produziu papel. Quero que alguém mostre uma obra desse Governo”, falou.

Em aparte, o deputado Jânio Xingú (PSL) informou que hoje, qualquer cidadão pode ingressar com um processo contra o Governo, principalmente por causa das denúncias. “O STF tirou a prerrogativa das Assembleias de autorizar ou não o governador para ser processado pelo STJ. Eles precisam entender que qualquer cidadão agora pode processar a governadora diretamente, não precisa mais esperar pelas Assembleia (…)”, disse.

Por Yasmin Guedes

SupCom/ALE-RR