“Está totalmente abandonada”, afirmou o parlamentar Masamy Eda.

A situação é de total abandono e providências precisam ser tomadas. Esta afirmação é do deputado Masamy Eda (PMDB), presidente da Comissão de Cultura e Juventude da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), e diz respeito à Casa do Estudante, localizada no bairro Asa Branca, zona Oeste de Boa Vista.

A constatação foi possível, após visita realizada na tarde desta sexta-feira, 19, onde, Masamy Eda e os deputados Valdenir Ferreira (PV) e Dhiego Coelho (PTC) visitaram as instalações para verificar de perto a situação dos estudantes que moram na Casa do Estudante. A visita foi decidida em reunião da Comissão de Cultura e Juventude realizada no dia 16, onde as condições do local era um dos temas abordados pelos deputados.

“Está totalmente abandonada. Conversando com dois moradores, que já estão na Casa há mais de dois anos, foi possível entender as dificuldades que, segundo eles, são mais sérias quando o assunto é segurança e a limpeza do local”, ressaltou o presidente da Comissão.

Masamy Eda destacou ainda que, por ser um prédio público de responsabilidade do Governo do Estado, deveria receber manutenção. “Ficou bem claro que esses estudantes estão abandonados, morando na escuridão, com esse matagal e toda uma infraestrutura negativa. Após colher todas essas informações, vamos levar para a Comissão elaborar um relatório e apresentar a Secretaria de Educação e diretamente a governadora Suely Campos (PP)”, garantiu Masamy Eda.

O deputado Dhiego Coelho afirmou que já foi morador da Casa do Estudante, há vinte anos e, segundo ele, na época, a situação era completamente diferente.

“Hoje entregaram o prédio a uma associação de estudantes, em que os alunos vivem aqui e administram da forma deles, e o Governo está se ausentando da responsabilidade. Na minha época o Estado dava alimentação, segurança e tinha uma administradora 24 horas que organizada toda a Casa. Hoje o que vemos é um descaso, e completo abandono”, contou Dhiego Coelho, completando que a responsabilidade sobre a administração deste prédio, é do Executivo e ele precisa cumprir tal papel.

Alguns alunos que preferiram não divulgar suas identidades, contaram que as dificuldades são, com certeza, no âmbito da segurança, estrutura do prédio e limpeza da área externa que hoje está tomada pelo mato. Hoje, segundo eles, vivem aproximadamente 30 estudantes que cursam ensinos superior e técnico em instituições educacionais de Roraima. Os jovens estão divididos em dois blocos, e pagam uma mensalidade de 15 reais por mês para a associação que eles mesmos organizaram, que são, segundo os estudantes, para manutenção da limpeza do prédio.

Por Tarsira Rodrigues

SupCom/ALE-RR