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UNALE 2017 – Deputados divergem sobre reforma do sistema eleitoral

 Atualmente, dos 35 partidos em funcionamento, 28 são representados no Congresso Nacional.

Hoje, último dia de discussões da 21ª Conferência da Unale (União Nacional dos Legislativos e Legisladores), em Foz do Iguaçu (PR), o atual modelo do sistema político-eleitoral brasileiro foi rechaçado durante a palestra sobre Reforma Política. O deputado federal Marcelo Castro (PMDB-PI) apresentou os principais pontos em debate na Comissão da Reforma Política, no qual ele é relator, na Câmara Federal. Conforme ele, o sistema eleitoral brasileiro é ultrapassado, disfuncional e indutor das más práticas políticas.

O parlamentar piauiense citou como exemplo o número excessivo de partidos políticos. Segundo ele, a grande maioria é frágil, sem coesão interna e pouco ou nada ideológico. Atualmente, dos 35 partidos em funcionamento, 28 são representados no Congresso Nacional.

Para o deputado Coronel Chagas (PRTB), vice-presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, urge uma mudança no sistema eleitoral. “O sistema de representação do nosso país precisa mudar. Está comprovado que há muitas falhas e o Brasil todo está assistindo as lideranças e os partidos envolvidos em situações de caixa 2, de corrupção. Isso é uma demonstração clara de que precisamos mudar”, declarou.

Entre todas as proposições que circulam no Congresso Nacional, Chagas acredita que a proposta ideal é a do Sistema Distrital. “O voto majoritário para vereadores e deputados seria o ideal para o nosso País nesse momento”, complementou o parlamentar roraimense.

O deputado George Melo (PSDC) acredita ser necessário amadurecer a discussão em torno da reforma eleitoral. “Creio ser preciso fazer uma reavaliação, uma discussão para fazer uma democracia forte, um parlamento forte. Precisamos de um balizamento melhor. A questão multipartidária complica a execução da democracia. Isso não é uma discussão rápida, é uma discussão que leva você a fechar todo esse arcabouço”, disse, ao se referir ao atual sistema proporcional que elege pessoas que muitas vezes teve um número inferior de votos frente a outros candidatos.

Por Marilena Freitas

Com colaboração de Sônia Lúcia Nunes

Foz do Iguaçu – Paraná

SupCom/ALE-RR

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