Atualmente, dos 35 partidos em funcionamento, 28 são representados no Congresso Nacional.

Hoje, último dia de discussões da 21ª Conferência da Unale (União Nacional dos Legislativos e Legisladores), em Foz do Iguaçu (PR), o atual modelo do sistema político-eleitoral brasileiro foi rechaçado durante a palestra sobre Reforma Política. O deputado federal Marcelo Castro (PMDB-PI) apresentou os principais pontos em debate na Comissão da Reforma Política, no qual ele é relator, na Câmara Federal. Conforme ele, o sistema eleitoral brasileiro é ultrapassado, disfuncional e indutor das más práticas políticas.

O parlamentar piauiense citou como exemplo o número excessivo de partidos políticos. Segundo ele, a grande maioria é frágil, sem coesão interna e pouco ou nada ideológico. Atualmente, dos 35 partidos em funcionamento, 28 são representados no Congresso Nacional.

Para o deputado Coronel Chagas (PRTB), vice-presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, urge uma mudança no sistema eleitoral. “O sistema de representação do nosso país precisa mudar. Está comprovado que há muitas falhas e o Brasil todo está assistindo as lideranças e os partidos envolvidos em situações de caixa 2, de corrupção. Isso é uma demonstração clara de que precisamos mudar”, declarou.

Entre todas as proposições que circulam no Congresso Nacional, Chagas acredita que a proposta ideal é a do Sistema Distrital. “O voto majoritário para vereadores e deputados seria o ideal para o nosso País nesse momento”, complementou o parlamentar roraimense.

O deputado George Melo (PSDC) acredita ser necessário amadurecer a discussão em torno da reforma eleitoral. “Creio ser preciso fazer uma reavaliação, uma discussão para fazer uma democracia forte, um parlamento forte. Precisamos de um balizamento melhor. A questão multipartidária complica a execução da democracia. Isso não é uma discussão rápida, é uma discussão que leva você a fechar todo esse arcabouço”, disse, ao se referir ao atual sistema proporcional que elege pessoas que muitas vezes teve um número inferior de votos frente a outros candidatos.

Por Marilena Freitas

Com colaboração de Sônia Lúcia Nunes

Foz do Iguaçu – Paraná

SupCom/ALE-RR