Jovens e adultos que residem no município do Bonfim não pouparam esforços para assistir ao aulão sobre ‘estratégias de como passar em concurso público’, realizado pela Escola do Legislativo, na noite dessa segunda-feira, 26, na sede do município, localizado a 120 quilômetros de Boa Vista. As dicas e os macetes foram passados pelo professor Abel Mangabeira, que tem mais de uma década de experiência na área.

A coordenadora da unidade da Assembleia Legislativa no Estado de Roraima naquele município, Mara Kadete, disse que por ser o primeiro aulão a procura foi receptiva. “A procura para esse aulão foi muito grande e depois dessas inscrições, as pessoas já estão na expectativa, querendo saber quando será o próximo aulão com outras disciplinas, pois tem muita gente estudando para concurso”, disse a coordenadora.

Para o professor Abel Mangabeira, o estudo para ser eficaz deve ser planejado. “Como qualquer competição, os concursos públicos ficam a cada dia mais difíceis. O concurseiro que pretende gozar êxito deve se preparar com uma estratégia inteligente. Não é só estudar e fazer cursinho, mas estudar da maneira correta, com técnicas de estudos que realmente são proveitosas”, explicou o professor.

A professora Roberlice de Souza, 53 anos, é um grande exemplo para os mais jovens. A rotina dela é intensa. Ela é professora da rede pública de ensino, é estudante de pós-graduação e ainda estuda para concurso público. Há 11 anos morando no Bonfim, a meta dela é retornar para Boa Vista ainda este ano, mas para isso precisa garantir a estabilidade em um novo concurso público.

“A minha família está em Boa Vista e eu preciso ficar mais um pouco perto da minha neta, da minha filha, por isso gostaria muito de fazer outro concurso para voltar a morar em Boa Vista. A gente precisa melhorar cada dia, então foi muito bom esse aulão, espero que tenha mais para nos aperfeiçoarmos mais e mais”, disse Roberlice.

Com mais de meio de século de vida, estudar para Roberlice é sinônimo do verbo evoluir, evolução que anseia ver também na vida dos filhos. “Sinto-me um exemplo para os mais jovens, principalmente para os meus filhos, que ainda não fizeram um curso de nível superior. Já mostrei para eles que a gente consegue, com força e com vontade, levar o barco para frente”, reforçou.

O professor Paulo Ricardo Pinheiro de Andrade, 53 anos, é outro veterano dos estudos que está se preparando para alçar um voo mais alto, ser servidor da esfera federal. “Apesar da estabilidade que tenho, por ser servidor efetivo do município e do Estado, há sempre oportunidade de estudar, se desafiar a fazer novos concursos públicos, e é por isso que me inscrevi, para aprender a estudar, saber quais as estratégias para resolver uma prova de concurso”, afirmou.

A professora Maria de Lourdes Sabino da Silva Ferreira, 43 anos, já está fazendo uma pós-graduação, mas ressalta que conhecimento nunca é demais. “Quero me aperfeiçoar e me preparar para outros concursos. Assim que soube da notícia do aulão disse para minha amiga, vamos lá, vamos lá. Estou de olho no concurso da educação no Estado e no do Município de Boa Vista. Aprendi nesta aula alguns macetes para lembrar na hora da prova. Fazia algum tempo que eu não estudava, e esse aulão me despertou a voltar estudar para concurso”, contou.

O técnico em agropecuária Marcus Tardells, 24 anos, natural do município de São João da Baliza, no sul do Estado, está há dois anos em Bonfim porque passou no concurso da Agência de Defesa Animal do Estado de Roraima (ADERR). Apesar da estabilidade profissional, ele pretende ingressar em outra carreira. “Todo conhecimento é válido e como estou me preparando desde o meio do ano passado para o concurso da Polícia Militar (PM), e a cada dia que passa estou buscando aprender sempre mais, quando vi a propaganda do curso, que falaria sobre como fazer um plano de estudo, vim fazer para poder aplicar na prática, a focar no assunto para ter mais proveito com um método específico. Aqui no Bonfim não tem um cursinho preparatório, então essa iniciativa é muito válida, principalmente para as pessoas que não têm condição de ir até Boa Vista fazer um cursinho preparatório. Espero que ofertem mais esse tipo de aula para a gente”, disse.

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR