O Procon Assembleia ministrou nesta quinta-feira, 12, uma palestra sobre ‘Direitos do Consumidor’, para os servidores e alunos da UERR (Universidade Estadual de Roraima). O trabalho que está sendo feito pela instituição em todo o Estado tem como finalidade equilibrar as relações consumeristas, fazendo com que os consumidores e os fornecedores ampliem cada vez mais os conhecimentos acerca dos direitos estabelecidos no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

“Entendemos que quando a pessoa conhece seus direitos fica mais fácil convencer o outro de que aquele direito existe e precisa ser respeitado. Assim acontece com o consumidor, que ao conhecer o que estabelece o Código de Defesa do Consumidor, mostre para o fornecedor o seu direito e a situação é resolvida sem a interferência de terceiros. Esse é o objetivo do Procon Assembleia, que não quer um órgão lotado de reclamações, mas que o fornecedor reconheça os direitos do consumidor, e este último, reconheça o limite de seus direitos”, disse a diretora do Procon Assembleia, Eumária Aguiar.

O diretor da UERR, José Rogério de Oliveira, disse que quando o assunto é sobre direitos do consumidor, as pessoas sempre se interessam pelo tema. “Por ser um assunto bastante atrativo porque trata do direito das pessoas, a direção da UERR viu que é uma necessidade e convidou o Procon Assembleia. As pessoas que participaram desta palestra serão disseminadores dessas informações para os seus familiares e amigos, para que possam também lutar pelos seus direitos”, afirmou.

O estudante de Direito e servidor da instituição, o assistente administrativo Luiz Frazão, disse que à medida que estuda, participa de palestra e adquire mais conhecimento a tendência é ficar feliz, por se sentir realizado intelectualmente. Por outro lado, ter acesso ao conhecimento também o deixa entristecido. “Como pessoa é muito importante todo ser humano buscar conhecimento. Como estudante de Direito, na medida que detenho esse conhecimento para saber agir dentro da lei, e não ganhar a questão no grito, mas se portando decentemente, fico feliz, mas também fico triste por saber que a maioria da população não tem esse conhecimento”, afirmou.

Assim como milhões de brasileiros, ele também já teve problema nesta área. “Não só um, mas vários problemas. O mais comum foi contra os serviços oferecidos pelas telefonias. Alguns desses problemas resolvemos somente mostrando que é um direito garantido em lei; outros não, tive que ‘ameaçar’ buscar meus direitos no Procon, e logo em seguida foi resolvido; e em outras situações tive que procurar o Procon, e deu certo”, ressaltou.

 

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR