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Educar é Prevenir encerra capacitação na Escola Estadual Ayrton Senna

Fotos: SupCom ALERR

A equipe do Educar é Prevenir encerrou na tarde desta sexta-feira, 11, na Escola Estadual Ayrton Senna, mais uma capacitação que tem como finalidade empoderar o corpo docente e discente da unidade ensino, para identificar e denunciar o tráfico de pessoas e o abuso sexual. Durante o encerramento os alunos da instituição participaram de uma roda de conversa com representantes de várias instituições que fazem parte da rede de proteção.

A coordenadora do Educar é Prevenir, projeto que faz parte do Núcleo de Promoção, Prevenção e Atendimento às Vítimas de Tráfico de Pessoas da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima, Elizabete Brito, ressaltou que essa é a 18ª escola e que a receptividade do corpo docente foi muito positiva.

“A capacitação foi muito boa e todos os funcionários prestaram bastante atenção e agradeceram por ter sido tratado este tema, que pouco se fala e que é muito complexo e presente no Estado. Encerramos o evento com uma roda de conversa com as autoridades que fazem parte da rede, quando os alunos tiveram a possibilidade de tirar as dúvidas relacionadas ao tema, além de exibição de vídeos de casos reais de tráfico de pessoas”, disse.

O professor de História, Vandeilton Francisco da Silva, que há 25 anos atua na rede pública de ensino, gostou da capacitação, mas confessou que ficou a assustado. “Inicialmente gostei muito, mas fiquei extremamente chocado com o que foi exposto pela equipe do Educar é Prevenir. É preocupante saber que Roraima faz parte das estatísticas do tráfico de pessoas e da exploração sexual. Fiquei chocado, sobretudo, pela ausência, falta de providências por parte das autoridades competentes, e de maneira geral, da sociedade que desconhece essa realidade”, ressaltou.

O que preocupa também é o tratamento que é dado para esse tipo de crime. “Talvez fosse preciso pensar em políticas públicas mais agressivas, ou até levar os alunos até essas vítimas para conversar diretamente com elas, porque os nossos adolescentes nas faixas etárias de 15 a 17 anos são os que mais estão suscetíveis a essa situação”, sugeriu Silva.

O gestor da escola, Izerbledison Franco Souza, ressaltou que eventos dessa natureza contribuem para a conscientização dos alunos e dos professores. “É muito importante um evento como esse por ser a temática do momento e que não podemos fugir dessa realidade. A roda de conversa de conversa com as autoridades, que conhecem bem o assunto, contribui ainda mais para a nossa capacitação, para podermos saber lidar no dia a dia do ambiente escolar”, disse o diretor.

A aluna do terceiro ano, Ednelma Queiroz, 17 anos, que representou os demais colegas, disse que esse assunto tem que ser tratado mais abertamente, para que, quem passa pelo problema, possa pedir ajuda. “É um assunto essencial que tem que ser abordado em todas as escolas, porque muitos passam por isso em casa, mas se privam, ficam com depressão e não pedem ajuda. É um assunto que deveria ser debatido todos os dias em casa, com os pais, com os amigos e na escola. Quem já passou ou está passando por isso, não se prive, fale, peça ajuda!”, recomendou.

O aluno Jefferson Cristian Morais Silva, 17 anos, disse que a localização geográfica do Estado exige que o assunto seja discutido mais vezes nas escolas. “A gente sabe que Roraima faz fronteira com outros dois países e que isso tipo de crime acontece com frequência. Hoje em dia o mundo está muito difícil, então temos que desconfiar de todos, e eu tenho medo que isso venha acontecer com alguém da minha família. Então é preciso a sociedade tomar conhecimento e denunciar”, disse.

Marilena Freitas

SupCom ALERR

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