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Gerações de mães participam de programação especial no Abrindo Caminhos

Fotos: SupCom ALERR

“Sou um tipo de mãe protetora, amiga e conselheira. Deixo de fazer pra mim para fazer para minhas filhas e netos”, assim se definiu a comerciante Maria de Nazaré, avó da aluna do balé do programa Abrindo Caminhos, Izabela Costa, de 10 anos. As duas participaram de diversas atividades na sede da instituição na manhã deste sábado (12), no bairro Cambará, zona Oeste, em alusão ao Dia das Mães.

Maria de Nazaré é mãe e avó. Contou que o ‘coração de mãe’ se enche de orgulho a cada conquista da família e fica contente por acompanhar a vida da neta no Abrindo Caminhos. “Só tenho a agradecer tudo isso porque toda vez que a gente vem aqui somos muito bem recebidas, recebemos muito carinho”, comentou. Aproveitou para eternizar o momento em fotografia no cenário montado pelo programa.

Ela foi uma das 500 mães a participar da programação nesta véspera do Dia das Mães. Em todo o prédio, localizado na avenida São Sebastião, as convidadas puderam realçar a beleza com maquiagem, corte de cabelo e designe de sobrancelhas. Palestras sobre ‘Saúde da Mulher’, proferida pela enfermeira Rayssa Ferreira; ‘Responsabilidade Socioambiental Começa em Casa’, ministrada pela analista Ambiental Átyles Paiva, envolveram dezenas de mulheres com informações sobre cuidados, prevenção e organização no ambiente doméstico.

A dona de casa Célis Costa Castelo participou da palestra voltada a saúde feminina, realizada na sala do balé. As informações sobre cuidados com o corpo despertaram nela a importância de saber mais sobre questão do colo do útero e de mama. “Apesar de eu ser mãe, muitas coisas ainda não sabemos. Tenho uma filha pré-adolescente e essa palestra acaba ajudando”, complementou Célis, ao dizer que sempre procura participar das atividades do programa.

Mas para quem pretende aumentar a renda da família, aconteceu uma Oficina de Artesanato em EVA, com a participação de 20 mulheres que aprenderam as técnicas para confecção de um pote com material em garrafas pet e o papel emborrachado. A venezuelana Maulinis Torres mora em Boa Vista há dois anos e, até o momento, não encontrou emprego. Com a participação na aula, pretende desenvolver a técnica e, assim, ajudar a aumentar a renda da família. “Decidi fazer porque a gente sempre precisa aprender um pouco mais. E adquirir conhecimento nunca é demais”, frisou a dona de casa.

Aos 72 anos, a pensionista Maria Pereira da Silva tem nove filhos e avó de quatro crianças, duas delas integrantes do programa Abrindo Caminhos, alunas do teatro. O amor pela família resumiu a idosa, ‘faz o coração acelerar de felicidade’. “Sou muito feliz em ver as minhas netas aqui porque na minha infância eu não tive isso, nem estudar eu estudei”, comentou, e falou que graças as aulas, uma das netas melhorou na escola e deixou a timidez de lado. “Aqui ela já lê, canta e dança”.

Segundo a coordenadora do programa Abrindo Caminhos, Viviane Lima, essa homenagem é uma forma de reconhecimento àquelas que sempre colaboraram ao desenvolvimento dos filhos. “Essa é a grande vontade do presidente Jalser [Renier], que estejamos sempre envolvidos com as famílias que fazem o Abrindo Caminhos”.

Diariamente, nos corredores da instituição, várias mães aguardam os filhos durante as aulas. “Elas têm essa preocupação. Quando podem elas participam muito e isso é importante, pois elas sabem onde os filhos estão e como são recebidos e tratados aqui”, pontuou Viviane.

A programação encerrou com a realização de um aulão de ritmos, com o professor de dança Well Souza, que misturou o funk, sertanejo e música latina para movimentar e alegrar as mães.

Yasmin Guedes

SupCom ALERR

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