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Na sessão plenária desta quarta-feira, 16, o deputado Jorge Everton (MDB) trouxe a tona uma denúncia envolvendo a Sesau (Secretaria de Estado da Saúde de Roraima). Ele afirma que recebeu informações de que pessoas que necessitam de exames simples e que poderiam ser feitos na rede estadual, estariam sendo mandadas para outros Estados e gerando gastos desnecessários a pasta. Para que o assunto seja devidamente esclarecido, Jorge Everton adiantou que irá apresentar esta semana em plenário, um requerimento convocando o secretário de Saúde, Ricardo de Queiroz. Ele justifica que se trata de um problema grave e por isso pede a vinda do titular. “Hoje recebi uma denúncia que eu considero ‘gravíssima’. As pessoas que têm necessidade de fazer um cateterismo [procedimento que pode ser utilizado para diagnosticar ou tratar doenças cardíacas] estão sendo internadas ou contempladas com TFD (Tratamento Fora de Domicilio), para fazer o exame considerado simples, pois aqui estaria faltando equipamentos e materiais”, criticou Jorge Everton.

No discurso, o deputado frisou ainda que ‘considera isso uma incompetência da administração atual’. “Esse Governo, em vez de comprar equipamentos e demais suprimentos para atender demandas simples, prefere gastar com passagens aéreas, diárias e alimentação para o paciente e também para o acompanhante. Isso, além de gerar ônus para os cofres da Saúde, deixa a situação do Estado ainda mais complicada, pois parece que nesse Governo tem um ‘buraco negro’ onde o dinheiro entra e some”, alertou.

Ainda durante o discurso, o deputado explicou que os serviços prestados pela Secretaria de Saúde estão precários em todo o Estado, pois falta desde o remédio a luva cirúrgica. “É um assunto que nos deixa preocupados nesta Casa e há tempos estamos tentando solucionar o problema. Inclusive aprovamos um orçamento que passou de 12% para 18% para a Saúde do Estado”, completou Everton, ao lamentar que atualmente os funcionários estão trabalhando sem os equipamentos de proteção individual como máscaras protetoras e luvas em setores com risco de infecção.

 

Tarsira Rodrigues

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