Fotos: SupCom ALERR

“Ou trabalhamos mais pelos interesses do Estado e do povo ou a tragédia está anunciada”. Esta afirmação foi dita pela deputada Aurelina Medeiros (Podemos), durante a sessão desta terça-feira, 22, na Assembleia Legislativa de Roraima. Ela usou a tribuna durante o grande expediente para pontuar problemas do Governo do Estado e deixar claro que existem questões que não estão diretamente relacionados ao Executivo. Ela disse ainda que os municípios precisam atuar de forma mais energética principalmente quanto aos serviços de saúde.

Como base para o pronunciamento, Aurelina utilizou as viagens e os relatos que tem ouvido de prefeitos do interior de Roraima e também da população. Segundo ela, a maioria dos gestores municipais afirma que os recursos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) liberada nos dias 10, 20 e 30 de cada mês não são suficientes para suprirem a demanda dessas localidades.

“Tenho ouvido ao longo dos anos que tudo o Estado tem que pagar. Nos municípios você escuta o discurso dos prefeitos e eles dizem que só contam com o FPM, e que não podem arcar com determinadas situações que são de responsabilidade deles. A população não quer saber de quem é a responsabilidade, quer saber se tem. Quando os municípios falham, a culpa recai sobre o Executivo estadual”, explicou a deputada.

Ela acredita que se cada um, Estado, municípios e a bancada federal, arcar com suas responsabilidades, os problemas podem ser contornados. “É preciso cada um assumir sua parte, por exemplo: ainda não vi nossos parlamentares federais se movimentarem para ajudar nos recursos da saúde. É preciso uma solução não apenas para saúde, mas para a segurança que esta estourando problemas por toso os lugares, educação e outras áreas que necessitam de um olhar mais atento. Será que esquecemos que 85% dos recursos deste país estão em Brasília (DF) e que os nossos parlamentares federais podem articular para destinar verbas para Roraima e com isso amenizar os problemas que enfrentamos aqui?”, questionou Aurelina, ao reforçar que não está defendendo ou afirmando que está tudo bem, porém se houver união os problemas podem ser contornados, e que em 4 anos não é possível fazer tudo

Tarsira Rodrigues

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