GASOLINA – Levantamento do Procon Assembleia aponta variação de até R$0,22

Serviço de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa consultou preços em 10 postos de combustíveis na Capital

O Procon Assembleia realizou, nesta semana, um levantamento de preço de gasolina em dez postos de combustíveis na Capital, tanto na região central quanto na periferia da cidade. Essa medida é uma forma de orientar o consumidor e inibir cobranças abusivas.

O levantamento aponta que a gasolina comum sofre uma variação de R$ 4,12 a R$ 4,29 no pagamento em dinheiro, e de R$ 4,25 a R$ 4,39 no cartão de crédito. O valor de R$ 4,12 é praticado apenas por um dos estabelecimentos consultados. Já a gasolina aditivada apresenta variação de R$ 4,17 a R$ 4,39 no pagamento à vista.

“O levantamento é para que o consumidor possa escolher onde deseja comprar o combustível. O fornecedor deve ficar atento para que não cometa o crime de combinar preço com outros, para eliminar a concorrência [cartel]”, explicou a diretora do Procon Assembleia, Eumária Aguiar.

A diretora alerta que se na hora da compra o consumidor perceber que a gasolina apresenta baixa qualidade, cobrança abusiva ou alguma outra atitude irregular, pode denunciar ao Procon Assembleia. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h30, na rua Agnelo Bittencourt, nº 232, Centro. Mais informações pelo telefone 4009-4826.

Confira o levantamento de preços clicando aqui

 

Texto: Vanessa Brito

Foto: Reprodução TV ALE

SupCom ALE-RR

CRISE HUMANITÁRIA – Em reunião com deputados, embaixadora agradece pelo acolhimento a venezuelanos

Representante afirma que entre os esforços por mais ajuda, está também o apoio a venezuelanos no Brasil

Gracias. Essa foi a principal palavra utilizada pela embaixadora do governo encarregado de Juan Guaidó no Brasil, María Teresa Belandria, em reunião com representantes das Comissões de Relações Fronteiriças e de Saúde da Assembleia Legislativa. Em nome do líder venezuelano, ela demonstrou gratidão pelos esforços das autoridades roraimenses para acolher os imigrantes.

“O agradecimento é não somente pelo investimento financeiro, mas pela atitude acolhedora. Quero agradecer também a cada brasileiro que, ao ver um venezuelano desamparado, se propõe a ajudar”, reconheceu a representante diplomática.

Durante o encontro, mediado pela presidente da Comissão de Relações Fronteiriças, Ione Pedroso (Solidariedade), os deputados Neto Loureiro (PMB), Renan Filho (PRB) e Tayla Peres (PRTB) explanaram detalhes sobre a situação roraimense perante a crise e fizeram perguntas sobre questões políticas do país vizinho que afetam o Estado. O representante do Ministério das Relações Exteriores, Marcelo Borges, também participou do encontro.

A presidente da comissão aproveitou para pedir apoio dos representantes venezuelanos, para que todo tipo de ajuda humanitária que não puder entrar no país vizinho possa ficar em Roraima. “Foi uma grande satisfação receber esta visita. Eles vieram agradecer por tudo o que tem sido feito, em especial a Operação Acolhida. Uma reivindicação nossa é para que o alimento que não possa entrar na Venezuela fique em Roraima, para que a gente possa ajudar muito mais os abrigos e toda a população venezuelana que está aqui no nosso Estado”. De acordo com Thomas Silva, representante do governo de Guaidó, esta também é uma das pautas dos representantes diplomáticos, o que, segundo ele, pode se concretizar em breve.

A deputada Ione Pedroso frisou que a Casa está buscando uma audiência em Brasília, para cobrar providências concretas, diretamente ao Governo Federal, para ajudar Roraima. O deputado Renan Filho criticou o fato de Roraima ajudar e não ser ajudado, e lamentou o fato de, após inúmeras visitas de representantes do Governo Federal, não haver uma ação prática para ajudar o Estado. “Amanhã teremos uma audiência com o vice-presidente do Congresso Nacional, para que ele possa nos ajudar nessa questão”.

Respondendo aos questionamentos dos deputados, a embaixadora venezuelana destacou ainda que Juan Guaidó pretende visitar Roraima assim que puder deixar seu país em segurança, o que não pode fazer em sua visita ao Brasil, no mês passado, por questões logísticas.

 

Texto: Yana Lima

Foto: Eduardo Andrade