O aumento na criminalidade e de imigrantes pelas ruas de Boa Vista também foi um assunto abordado pelo deputado Jeferson Alves (PTB), no uso da tribuna do plenário Noêmia Bastos Amazonas, na sessão ordinária desta terça-feira (18), na Assembleia Legislativa de Roraima.

Após o assassinato de um empresário de Boa Vista no último domingo (16), cujos suspeitos seriam venezuelanos, o parlamentar elencou situações que na avaliação dele, representam o abandono pelo Governo Federal. “Sua vida covardemente ceifada por dois venezuelanos. Há dois meses, mais ou menos, tivemos outro caso desse onde um casal de venezuelanos matou o dono do sítio a facadas, roubaram carros, pertences e foram embora”.

Ele considera um absurdo não ter controle de quem entra no Estado pela fronteira e nem a exigência de antecedentes criminais que possam identificar o perfil do estrangeiro. Com isso, não há como planejar ações e investimentos, principalmente porque o Estado não recebe recursos do Governo Federal. “A maior conta quem tem pago é a população, que não tem Saúde, não tem Educação de qualidade”.

Para ele, o Governo de Roraima precisa se espelhar em exemplos nacionais para combater a insegurança e a crise. “Combater o crime, a violência, também se faz dando melhores condições para a polícia. Precisa de recursos, investimento”.

Entre os deputados que contribuíram com o discurso de Jeferson Alves, estava Renan Filho (PRB), que reforçou o pedido de união entre os Poderes e os parlamentares para juntos enfrentarem a crise no Estado. Ele sugeriu que o governador de Roraima peça apoio do presidente da República, Jair Bolsonaro. “Ele é do mesmo partido do presidente. Sempre o presidente fala que Roraima é a ‘menina dos olhos’, mas acho que ele está com os olhos fechados para Roraima”.

Baseada em um relatório sobre imigração venezuelana no País, a deputada Aurelina Medeiros (Pode) relatou que em 2017, mais de 370 mil pessoas cruzaram a fronteira da Venezuela para buscar apoio no Brasil. Para ajudar estes imigrantes, a Operação Acolhida recebeu recursos equivalentes a 15% do orçamento total do Estado de Roraima. A parlamentar lamentou que o dinheiro enviado para Roraima não sirva para compra de equipamentos e suprimentos utilizados pelo Estado, mas sim para atender aos abrigos que, segundo contou, acolhe cerca de 7 mil estrangeiros em Boa Vista.

Em relação a morte do empresário, o deputado Gabriel Picanço (PRB) ressaltou que o homem contribuiu com a economia do Estado por muitos anos na geração de emprego e renda. “A comparação que eu faço é a seguinte, se fosse ele a assassinar esse bandido, as ONGs, as rádios e televisões estavam fazendo sensacionalismo, não ouvi ninguém lamentar e prestar condolências pelo Simbaíba”.

Outro parlamentar a solicitar o aparte a Jeferson Alves foi Renato Silva (PRB) classificou a atual situação da Saúde e Educação como uma barbárie. Aproveitou para frisar que a triagem feita pelo Governo Federal (interiorização) consiste em levar para outros Estados as pessoas com qualificação profissional.

Texto: Yasmin Guedes

Foto: Alex Paiva

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