A Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa, participou na tarde desta quinta-feira (4), do Seminário Orgulho de ser LGBTI: identidade e representatividade, que reuniu lésbicas, gays, bissexuais, travestis, pessoas trans e intersex (LGBTI), do Brasil e da Venezuela, no auditório Alexandre Borges da Universidade Federal de Roraima (UFRR).

Organizado pelo Fundo de População das Nações Unidas, Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da População LGBTI de Roraima e UFRR, o evento foi realizado em alusão ao Dia Internacional do Orgulho LGBTI, celebrado no dia 28 de junho.

Segundo Elizabete Brito, coordenadora do Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), ligado à Procuradoria Especial da Mulher, da Assembleia Legislativa, há muito tempo o centro recebe o público LGBTI que sofre frequentemente violência psicológica dentro da própria casa. “O Chame ele atende a todos, mulheres lésbicas, transsexuais em caso de violência doméstica de todos os níveis”. Ainda conforme a coordenadora, a violência mais comum é psicológica, em função da não aceitação por parte da família destas pessoas.

Dajana Rodrigues é uma transsexual venezuelana que chegou recentemente a Roraima. Para ela, Boa Vista ainda a aceita muito melhor que em seu país de origem. “Na Venezuela era um preconceito muito forte e ao chegar aqui a Boa Vista me sinto melhor, aqui eu posso ser livre para ser quem eu sou.”

Mas para a comunidade brasileira ainda é preciso avançar. Alexia Lucarlla Souza é bissexual, faz parte do Núcleo de Mulheres de Roraima e também é acadêmica de serviço social. Nesse contexto, acredita que ainda há muito o que mudar. “Precisamos que a lei Maria da Penha atenda todo o público LGBTI. Enquanto estudante eu vejo que ainda é muito complicado tratar sobre o assunto.”

Texto: Beatriz Prill

Fotos: Reprodução TVALE

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