No primeiro semestre de 2019, o Zap Chame, ferramenta criada pela Assembleia Legislativa para auxiliar no combate a violência contra à mulher, registrou 143 atendimentos. De acordo com as estatísticas do Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), até o mês de junho os tipos de violências mais frequentes foram: a psicológica, com 73 casos e moral, com 41. Números considerados altos, de acordo com a instituição, em relação a 2018, cujo registro foi de 163 no ano todo.

Segundo a coordenadora do Zap Chame, Lielma Tavares, a procura pelo serviço tem ajudado pessoas de Roraima e outros Estados. “A ferramenta é muito importante para as mulheres que sofrem violência doméstica não somente na Capital, mas também nos municípios. Recebemos demandas de outros Estados e nos deram o retorno positivo no combate da violência contra às mulheres”, comentou.

Os casos registrados pelo Zap Chame são encaminhados aos órgãos competentes. As vítimas recebem todo auxílio, desde suporte psicológico até o jurídico, por meio das plantonistas que são capacitadas sobre a Lei Maria da Penha, redes de apoio no combate à violência doméstica e formas de atendimento humanizado, como receber, acolher e orientar as vítimas.

Uma das plantonistas, que por questões de segurança não pode ser identificada, relatou que inúmeros pedidos de ajuda chegam por meio de mensagens. “Eu não imaginava o quanto as mulheres vem sofrendo violência aqui no Estado. Todo dia recebemos mensagens e orientamos como elas podem buscar ajuda. Não tinha noção do que elas passam”.

Em alguns casos, Lielma explica que as vítimas são encaminhadas ao Chame. No Centro, elas têm suas demandas atendidas. “Elas procuram e são acolhidas porque isso é importante. O diferencial do nosso trabalho é o atendimento e o acolhimento a essa mulher, ela tá frágil e mesmo que não estejamos vendo o rosto dela, as plantonistas conseguem identificar os casos”, disse.

Lielma também ressalta que a ferramenta não é apenas para atendimento das mulheres, mas para todas as pessoas que precisam de ajuda. “É uma politica pública de suma importância não só para as mulheres, mas também para homens, adolescentes e idosos. Recebemos uma grande demanda das imigrantes venezuelanas que procuram o Zap Chame”, frisou.

O Zap Chame atende 24h todos os dias, inclusive fins de semana e feriados. O serviço atende pelo número (95) 98402-0502. Os serviços do Zap Chame funcionam dentro do prédio do Chame, localizado na rua Coronel Pinto, nº 524, no Centro.

Texto: Jéssica Sampaio

Foto: Alfredo Maia

SupCom ALE-RR