Enquanto aguardavam por atendimentos na Defensoria Pública do Estado (DPE), mulheres receberam informações sobre o trabalho desenvolvido pelo CHAME (Centro de Apoio Humanitário à Mulher). Na manhã desta quarta-feira (4), as atendidas receberam orientações sobre a necessidade de denunciar a violência doméstica e onde buscar atendimento.

O assunto foi abordado por assistentes sociais do CHAME como parte da programação da instituição pelo Dia Internacional da Mulher, em uma parceria com a DPE, por meio do projeto Diálogos na Sala de Espera. A ação já dura dois anos, momento em que são levadas informações de cidadania a quem busca por atendimento jurídico.

Juliana Castelo Branco, assistente social

Ao abrir a palestra, a assistente social Juliana Castelo Branco apresentou os principais trabalhos desenvolvidos no centro, que vão além do enfrentamento a violência doméstica. O órgão também oferece suporte jurídico em acordos na área da família.

“Pra desafogar um pouco os atendimentos da Defensoria, nós trabalhamos auxiliando e encaminhado as mulheres para outros órgãos que possam lhes atender”.

A assistente social ressaltou durante a palestra que a educação é o primeiro passo para combater a violência. “A mulher tem que ter conhecimento de seus direitos. A lei prevê a violência contra mulher como crime, e todas precisam saber disso”, explicou.

A dona de casa Noêmia Ferreira não conhecia o trabalho do CHAME, e explica que já precisou denunciar um caso de violência sofrida por uma vizinha. “Agora eu tenho pra onde ligar e a quem recorrer. Com a palestra eu aprendi também como me proteger, achei importante”.

Durante o mês destinado à mulher, o CHAME realiza ações não só para mulheres. Com o projeto A Vida Pede Passagem, os homens também recebem palestras sobre feminicídio. “A prevenção tem que começar primeiro pelos homens, que são os principais envolvidos com a agressão. Apresentamos dados de mortes de mulheres, para conscientizar esse público”, esclareceu a assistente social.

O CHAME está disponível para atender mulheres em situação de violência. O serviço está localizado na rua Coronel Pinto, nº 524, no Centro. O órgão disponibiliza apoio psicológico, social e jurídico e também dispõe do Zap Chame (98402-0502) como ferramenta virtual no apoio a mulher.

Texto: Ana Lucia Montel

Foto: Alfredo Maia

SupCom ALE-RR