Nesta segunda-feira (27), a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Saúde, da Assembleia Legislativa de Roraima, ouviu o sócio administrador da empresa Carbox, Eudiney Pereira, sobre um processo emergencial feito pela Sesau (Secretaria Estadual de Saúde) para o fornecimento de gases medicinais para o Hospital de Campanha no Estádio Canarinho.

A comissão está intensificando as oitivas referente a contratos da Sesau (Secretaria Estadual de Saúde) firmados durante a pandemia e pretende coletar 20 depoimentos para finalizar o processo de apuração sobre estes processos até o mês de agosto. A próxima oitiva está agendada para esta terça-feira (28), às 9h, quando serão ouvidos dois representantes da empresa Nova Médica.

O presidente da CPI, Coronel Chagas (PRTB) ressaltou que em cada processo que se analisa, surgem fatos que demandam mais oitivas. “Mas os trabalhos estão andando, e eu tenho a convicção que nós devemos chegar no mês de setembro, conforme planejado, já disponibilizando tempo para o relator concluir seu relatório.”

Durante a oitiva, o relator Jorge Everton (PMDB) questionou o sócio administrador, sobre o porquê da abertura de um novo processo, considerando que já havia um contrato vigente desde 2015 entre a Sesau e a empresa. “A empresa Carbox já possui um contrato de prestação de serviços de gases aqui para o Estado de Roraima, e de forma estranha foi feito um contrato emergencial ao invés de fazer um aditivo no contrato que já existia. Nós ouvimos o representante da empresa e vamos juntar com todo material que já possuímos.”

O sócio administrador da empresa, Eudiney Pereira, esclareceu que recebeu uma carta convite da Sesau para a prestação do fornecimento de gases para o Hospital de Campanha, informando que seria realizado por meio de um contrato emergencial durante a pandemia. “Com relação ao processo interno da secretaria, deputado, eu não tenho como lhe dar mais informações porque esse é um processo interno. No entanto, para este hospital, teria que ser demandada toda uma estrutura nova”, respondeu o empresário.

Nesta oitiva participaram presencialmente no plenário, o presidente da CPI, Coronel Chagas (PRTB), vice-presidente da CPI, Nilton Sindpol (Patri) e o relator da CPI, Jorge Everton (PMDB). A deputada Lenir Rodrigues (Cidadania) participou por videoconferência. Os depoimentos são transmitidos ao vivo pela TV Assembleia (canal 57.3) e redes sociais (Facebook e Youtube) da Assembleia Legislativa (@assembleiarr).

Falta

 

O representante da empresa Femax, Erike Barbosa, seria ouvido pela CPI nesta segunda-feira (27), mas enviou um requerimento justificando a falta por motivos pessoais. Ele foi citado por outras testemunhas e pela terceira vez ele não comparece para prestar esclarecimentos.

“Já determinei, a Procuradoria Jurídica da Casa as providências legais a serem adotadas, no caso das pessoas que tentam evitar prestar depoimentos, estão atrasando os trabalhos desta CPI. Assim que tiver essa análise, vamos adotar providências que a Procuradoria orientar”, explicou o presidente da CPI.

 

Texto: Vanessa Brito

Foto: Jader Souza

SupCom ALE-RR