Na tarde desta quinta-feira (13), durante reunião da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Saúde, deputados fizeram questionamentos ao sócio da empresa BP Comércio e Serviços de Edição de Livros, sobre fornecimento de cartilhas sobre a covid-19 para a Sesau (Secretaria Estadual de Saúde). Os parlamentares constataram que não foi finalizado processo entre a empresa e a secretaria.

A testemunha, Elias do Nascimento, de 61 anos, disse que 100 mil itens foram fornecidos a ao preço unitário de R$ 13,90. Ele informou que até o momento não recebeu pagamento pelo fornecimento.

Os deputados apontaram contradições no depoimento da testemunha. Para o relator da CPI, Jorge Everton (MDB), é preciso esclarecer o motivo dessa dessas incoerências. “Não houve um processo para esse fornecimento, é algo que nos estranha, o que gera uma suspeita. Nós entendemos que houve uma tentativa de desvio de recursos público, houve uma busca da Polícia Federal na empresa do empresário, isso prova que a CPI está no caminho certo e tem trazido os resultados, mostrando a realidade aqui nos processos que foram licitados”, explicou o relator.

Na avaliação do vice-presidente da CPI, deputado Nilton Sindpol (Patri), esta aquisição foi desnecessária. “Não faz sentido a Sesau mandar confeccionar cartilhas para informar, já que todos os meios de comunicação estão trabalhando a cada minuto para levar informação”, opinou.

A reunião foi presidida pelo deputado Coronel Chagas (PRTB), e teve ainda a participação dos deputados Lenir Rodrigues (Cidadania) e Éder Lourinho (PTC).

Texto: Ana Lucia Montel

Foto: Eduardo Andrade

SupCom ALE-RR

13.08.2020