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RESSOCIALIZAÇÃO
Parceria entre Escolegis e CSE atende adolescentes que cumprem medidas socioeducativas

Uma parceria entre a Escolegis (Escola do Legislativo) e o Centro Socioeducativo (CSE) resultou em um projeto-piloto que atendeu três adolescentes que cumprem medidas disciplinares na instituição. Na tarde desta terça-feira (26), durante uma solenidade, elas receberam os certificados de participação no curso de Auxiliar Administrativo, modalidades I e II, com carga de 240 horas, na modalidade presencial.

A presidente da Escolegis, deputada Catarina Guerra (SD), disse que essa é uma parceria de inclusão. “Gera uma proximidade de retorno, expectativa, esperança e de qualificação. Proporcionar isso, independentemente do local em que as pessoas estejam, é muito gratificante e impulsionador para continuarmos buscando estimular esses estudos”, disse, ao enfatizar que a Escola do Legislativo é uma extensão da Casa do Povo.

O diretor da Escolegis, Breno Carvalho, informou que as adolescentes participaram com afinco dos dois cursos, com aproveitamento de 100%. “Elas passaram duas semanas aprimorando conhecimentos, uma nova forma de ver a realidade, o que é muito importante para a ressocialização e o engrandecimento curricular”, explicou.

O CSE tem atualmente 39 adolescentes cumprindo medidas socioeducativas. O gestor pedagógico da unidade, Breno Martins, disse que na modalidade online eles já concluíram cinco cursos.

“O curso na modalidade presencial foi uma ideia das adolescentes, mas foi compatível com as ideias da equipe técnica e pedagógica. O mercado de trabalho é muito concorrido, e essa é uma grande oportunidade para inseri-las”, ressaltou.

A assistente social Marcia Kelly Pinheiro destacou que o curso na modalidade presencial possibilitou às adolescentes interatividade com os demais alunos.

“Foi muito importante porque é um aprendizado que vai ajudar no processo de ressocialização, na vida delas lá fora. O mercador de trabalho está difícil para todos, que dirá para quem já passou por um sistema socioeducativo. A participação delas gerou expectativas em outros adolescentes, pois quem não foi inserido, sempre pede nos atendimentos a oportunidade de participar”, contou.

Texto: Marilena Freitas

Foto: Eduardo Andrade

SupCom ALERR

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