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AUTOCONFIANÇA
Alunos de breakdance do Centro de Convivência melhoram relações interpessoais

Superar a timidez, melhorar o relacionamento interpessoal e conquistar um lugar de destaque entre os colegas são alguns dos resultados relatados pelos alunos de breakdance do Centro de Convivência da Juventude, um dos programas especiais da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR).

“O breakdance me ajudou muito. Eu sofri bullying na escola. Um dia, fui fazer uma apresentação [da dança] e depois disso passei a ser respeitado pelos meus colegas. Tenho muita gratidão ao meu professor, porque, se não fosse por ele me ensinar a dançar, ainda estaria sofrendo bullying. Até apanhar, apanhei na escola”, contou Vithor Fernando de Freitas, de 10 anos.

 

 

 

A aluna Sofia Nunes Cristo, 12 anos, reconhece que a modalidade esportiva trouxe uma nova forma de ver a vida. “Para mim, foi fundamental porque no início eu não conseguia me comunicar com os outros. Eu era muito na minha, mas, à medida que fui aprendendo, comecei a me sentir mais livre, a fazer mais amizades. O momento da ‘batalha’ é um dos mais legais porque nos sentimos, de fato, livres”, relatou.

Mariana Amabilly Falcão de Melo Lima, de 11 anos, também assegura que “batalhar” faz o dançarino se libertar. “Estou aqui há oito meses. Foi o contato com os colegas, as novas amizades que me incentivaram a dançar. Eu gosto muito de fazer parte do breakdance”, disse.

 

 

 

O breakdance é uma vertente do hip hop, gênero de música popular, modalidade também conhecida como rap, criada nos Estados Unidos por afro-americanos e latino-americanos no bairro do Bronx, em Nova York, na década de 1970. Mundialmente, o hip hop é festejado anualmente no dia 12 de novembro.

“O hip hop surgiu em 1973 e é o elemento completo, fazendo parte deste conjunto o rap, o DJ, o grafite e o dançarino. A dança, no caso o break, é um derivado dele. É para todas as idades, mas quanto mais jovem começar, melhor. Crianças e adolescentes que dançam break passam a ser mais disciplinados, autoconfiantes e têm mais segurança porque perdem o medo de fazer os movimentos. E como o nosso corpo é a nossa ferramenta de trabalho, aprendem a se alimentar melhor”, explicou o professor Valdilennon Joaquim.

No Brasil, a cidade de São Paulo se tornou o maior polo de hip hop da América Latina. Atualmente, é uma das manifestações artísticas mais influentes, especialmente entre os jovens. Além da dança, o gênero musical envolve poesia, artes plásticas, grafite, moda e comportamentos político e social.

 

Texto: Marilena Freitas

Foto: Eduardo Andrade

SupCom ALE-RR

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