DIA DA MULHER – Abrindo Caminhos realiza programação especial neste sábado, 10

Zumba, palestras e cuidados com a saúde. Essa será a programação especial do Abrindo Caminhos, programa da Assembleia Legislativa de Roraima, em alusão ao Dia Internacional da Mulher. O evento, que tem como público alvo as mães de alunos e comunidade, acontecerá neste sábado, 10, com início as 8h30, na sede do Abrindo Caminhos, na avenida São Sebastião, nº 883, no bairro Cambará.

Para começar, das 8h30 as 9h30 haverá um aulão de Zumba com o professor Herbert Lima. Em seguida, a enfermeira do Abrindo Caminhos, Rayssa Martins, ministrará uma palestra sobre saúde da mulher. “Temos a parceria ainda com os outros programas da Assembleia, como o CHAME [Centro Humanitário de Apoio à Mulher], a Escola do Legislativo e Procon Assembleia”, explicou a coordenadora Viviane Lima. Segundo ela, mesmo o evento sendo direcionado às mães de alunos da instituição, a comunidade também pode participar.

A partir das 8h, a Escola do Legislativo estará com um posto de inscrições na sede do Abrindo Caminhos, para quem deseja garantir uma vaga em um dos cursos promovidos na Unidade Silvio Botelho, zona Oeste de Boa Vista. Para isso, é necessária a apresentação de um documento oficial com foto.

Os cursos são: Arte de Falar em Público; Informática para Concurso; Empreendedores do Futuro; Auxiliar Administrativo; Resoluções de Questões da Língua Portuguesa; Chefia e Liderança; Gestão de Conflitos no Ambiente de Trabalho; Oficina Coaching Motivacional e Marketing Pessoal; Interpretação de Texto; Inglês Básico; Inglês Intermediário; Resoluções de Questões de Direito Constitucional; e Teoria de Direito Constitucional.

“A programação é destinada as mães dos alunos, mas a comunidade que estiver interessada em fazer algum curso na Escola do Legislativo, eles estarão realizando a inscrição aqui”, frisou Viviane Lima. Além disso, a equipe da Assembleia Legislativa fará um pré agendamento com a dermatologista da Casa, Danielle Lopes. “Faremos uma triagem e durante a semana a profissional estará em atendimento aqui [no Abrindo Caminhos]”, complementou.

Por Yasmin Guedes

SupCom/ALE-RR

CONCURSO DA ALERR – Comissão se reúne com representantes de classe para apresentar minuta do edital

A Comissão do Concurso Público da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima (ALERR) se reuniu na manhã desta quinta-feira, 8, com os representantes dos conselhos de classe dos cargos que serão oferecidos neste certame, para apresentar a minuta do edital. Juntos vão observar se o edital não apresenta erros como, por exemplo, se está em desconformidade com as atribuições dos cargos ofertados.

“O objetivo, ao fazer essa apresentação da minuta do edital, é para que a gente possa, em uma gestão participativa, discutir previamente os assuntos e temas que serão cobrados, para que a Assembleia possa lançar um edital sem questionamentos ou que, pelo menos, se evite questionamentos no futuro”, explicou o procurador geral da Casa, Andreive Ribeiro.

Conforme ele, a comissão pretende lançar o edital na próxima semana. “Nosso objetivo é lançar na segunda-feira, 12, mas os membros desses conselhos que estiveram hoje na reunião precisam de um tempo para analisar esse edital. Marcamos para segunda-feira uma nova reunião para finalizar o edital. Não havendo impugnação, erro ou inconsistência, a gente tem condições de lançar na segunda e, no máximo, na terça-feira. Havendo, vamos enviar para a empresa fazer as correções, e deveremos lançar até quarta-feira, 14”, detalhou Ribeiro.

Um dos participantes da reunião era o representante da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Roraima (OABRR), Ernane Batista. Segundo ele, em concursos que haja o ingresso de profissionais da área jurídica, no caso advogados, por lei, se faz necessária a participação da entidade de classe. “Justamente para acompanhar todo o edital e verificar se as atribuições estão condizentes com toda a legislação”, justificou Batista.

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR

DIA DA MULHER – Mães do bairro Santa Cecília comemoram data com palestra sobre violência doméstica

Mais do que comemorar o Dia Internacional da Mulher, lembrado nesta quinta-feira, 8 de Março, a Escola Municipal Tia Toquinha, localizada no bairro Cidade Santa Cecília, transformou a data em uma manhã de reflexão e de transmissão de conhecimentos sobre os direitos conquistados pelas mulheres. A gestora da instituição, Eliza Tavares Silva, convidou o Chame (Centro Humanitário de Apoio à Mulher), da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima (ALERR), para ministrar uma palestra abordando a violência doméstica.

E o que levou a gestora a pedir a palestra do Chame? A resposta está estampada nos índices de violência praticados contra mulheres no mundo, e em especial no Brasil, em que Boa Vista é destaque nos registros de feminicídio. “Resolvi convidar o Chame por indicação de uma professora, haja vista que a escola também tomou conhecimento de um caso de violência. O aluno que presenciou a agressão contra a mãe passou a ter comportamento diferenciado, o que acabou nos chamando a atenção e, ao investigarmos, ele acabou nos relatando. Por isso resolvemos trocar as dinâmicas e brincadeiras pela palestra, uma vez que a escola atende um público carente e esse tipo de informação poderá abrir muitas mentes, deixando-o mais atento com relação ao assunto”, contou.

A professora que indicou a palestra do Chame, Maria da Guia Sousa Mendes, 40 anos, reconhece que o papel do Centro é fundamental para criar uma sociedade mais informada e equilibrada no respeito à questão de gênero. “Conheci o Chame na sede do município do Cantá durante uma palestra. Defino o Chame como uma proposta de veículo transformador, que mostra para as mulheres que elas têm que se apoderar da sua vida, sem permitir que os agressores, que as pessoas que estão no seu entorno, tomem posse disso para asfixiar o desejo de cada mulher. Para mim o papel do Chame é importante nesta perspectiva”, avaliou, ao sugerir que o Chame desenvolva esse trabalho nos vilarejos e nas comunidades indígenas, onde a informação ainda é mínima.

A assistente social do Chame, Suzana França, disse que a entidade já atendeu cerca de 70% das comunidades indígenas e que o trabalho da instituição é apresentar os mecanismos que quebram os paradigmas que culminam na violência contra a mulher. “Nas palestras do Chame mostramos os tipos de violência praticados contra as mulheres como a patrimonial, cibernética, moral, sexual e o relacionamento abusivo. Falamos ainda sobre os direitos conquistados como a Lei Maria da Penha e os suportes que são dados pela instituição às mulheres em situação de violência, como devem agir e quais órgãos procurar para denunciar os agressores”, explicou.

A dona de casa Izani da Silva Bezerra, 28 anos, já presenciou a violência doméstica praticada dentro de casa. O caso foi tão grave que culminou em um homicídio. A situação trágica trouxe um aprendizado e a fortaleceu na defesa de seus direitos, ao ponto de não ter dúvida de como agiria diante de uma agressão.

“Imediatamente denunciaria. Procuraria todos os meus direitos em qualquer lugar, e também nas redes sociais para que essa pessoa ficasse bem conhecida. Não adianta só registrar um Boletim de Ocorrência, porque muitas das vezes não dá em nada, abafa-se o caso e fica por isso mesmo. Eu usaria as redes sociais porque o povo, as pessoas têm poder. Do mesmo jeito que tem o poder para fazer uma corrente para ajudar alguém, também tem o poder para manter a pessoa na cadeia, porque é o único lugar que o agressor merece é a cadeia”, afirmou Izani.

Leonardo de Oliveira da Silva, pai de um dos alunos da escola, tem um posicionamento firme com relação a quem agride mulheres. “É um covarde! Mulher é para ser acarinhada, bem tratada. Tem homens que chegam a casa e não tem nada feito, aí brigam, batem na mulher. Está errado, acho que tem que ter mais justiça para mulher, porque o homem já tem demais”, disse.

Quem também compartilha da mesma opinião é Sebastião da Silva Oliveira, 42 anos, casado e pai de seis filhos. Ele foi à escola deixar a mulher e acabou assistindo a palestra do Chame. “Essa palestra é muito importante e os homens deveriam assistir para conhecer mais. As mulheres têm que denunciar as agressões, procurar a delegacia mais próxima. Atualmente o que mais vemos nos jornais são homens matando mulheres, muitas vezes por não aceitarem a separação. Isso é muito errado porque também está dando um mau exemplo para os filhos, que com o tempo vão para o mau caminho”, opinou.

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR

08 DE MARÇO – Assembleia Legislativa celebra data com evento e mensagens de valorização à mulher

“Maria, Maria é um dom, uma certa magia, uma força que nos alerta, uma mulher que merece viver e amar, como outra qualquer do planeta”.  Foi assim, com a música de Milton Nascimento, interpretada pelas artistas que compõem o espetáculo ‘Maria’, que as mulheres foram homenageadas neste 8 de março, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher. A data foi lembrada em uma manhã animada e de muita reflexão sobre os avanços e desafios que as mulheres ainda possuem pela frente. O evento ocorreu no plenário Noêmia Bastos Amazonas, na Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR).

Uma das cantoras que integra o grupo composto por 11 vozes femininas, Nadine Leal, afirmou que é uma honra participar da homenagem promovida pela Assembleia. “É um privilégio levar a nossa arte a todas as mulheres desta Casa. Feliz dia internacional das mulheres para todas nós”, disse.

O presidente da Assembleia, deputado Jalser Renier (SD), discursou no início do evento e ressaltou a importância da valorização da mulher em todos os aspectos. “A mulher é o pilar da família, além de ter um espaço importante em todas as áreas profissionais. Estar presente em nossas vidas como mães, esposas, filhas, irmãs, sempre nos dando o conforto e o amor que precisamos. Temos que ter orgulho de comemorar essa data tão especial. 8 de março é todos os dias”, parabenizou.

Jalser Renier também falou sobre os avanços da Assembleia no segmento de proteção as mulheres de Roraima. Criado pela Assembleia Legislativa de Roraima em 2009, o Centro Humanitário de Apoio à Mulher (CHAME), da Procuradoria Especial da Mulher, já atendeu mais de 7,6 mil pessoas desde a implantação. Só em 2017, conforme dados da instituição, o balanço fechou em 1.429 atendimentos entre jurídico, psicológico, de assistência social.

Para o presidente, o Centro é um instrumento fundamental e que está fazendo a diferença na vida das mulheres e por consequência amenizando sofrimento de milhares de famílias que buscam ajuda. “O CHAME foi uma ferramenta importante que assembleia expandiu. Nós criamos esse pilar dentro do Legislativo justamente para proteção e prevenção da violência e qualquer tipo de abuso. Nossa intenção é ampliar ainda mais o trabalho para que elas possam se sentir ainda mais amparadas e com todo o sigilo que a lei determina”, destacou Jalser Renier.

A procuradora especial da Procuradoria Especial da Mulher no Poder Legislativa, deputada Lenir Rodrigues, (PPS), que está à frente do CHAME e outros programas que atuam na defesa da mulher, afirma que a mulher tem o que comemorar. “Hoje mostramos competência em todas as áreas, a luta histórica e todas as conquistas revelam a capacidade de ocuparmos espaços de poder. Além do CHAME, a Procuradoria coordena o Grupo Reconstruir e o Núcleo de Promoção, Proteção e Atendimento às Vítimas de Tráfico de Pessoas e Exploração Sexual. Tivemos um grande avanço, inclusive com a implementação do Observatório da Violência”, detalhou.

A deputada Aurelina Medeiros (PODE), também usou a tribuna para discursar sobre o 8 de março. “Temos a obrigação de lutar em todas as áreas, seja defesa dos direitos das mulheres, seja pela reconstrução de alguma vicinal no interior de Roraima. Precisamos de mais mulheres na política, nossa participação ainda é muito pequena, pois é no Legislativo que são criadas todas as propostas para melhoria do nosso Estado”, avaliou a parlamentar.

A servidora da Assembleia, Lorrane Silva, 28, elogiou o evento e considera que tudo aquilo que mostra o poder da mulher, a valoriza e protege é válido. “Qualquer forma de amor e de representar o carinho é bem-vinda”, disse a servidora.

Quebra de protocolo – Ainda durante a manhã de homenagens, um discurso inesperado prendeu a atenção de todos. A filha do deputado Oleno Matos, (PCdoB), Melissa Matos, 11 anos, discorreu sobre temas importantes como a proteção das mulheres por meio das leis.  “Hoje existem as leis para protegê-las, mas penso que as crianças devem falar em defesa das mulheres sempre, e não devemos ter medo, pois tudo que ocorre com as mulheres adultas, pode acontecer também com crianças e adolescentes. Somos especiais”, disse a garota, que já decidiu que irá cursar Direito.

Por Tarsira Rodrigues

SupCom/ALE-RR

Coronel Chagas apresenta proposta para sustar convênio que permite cobrança de multas de trânsito

As inúmeras multas aplicadas após a instalação dos radares de velocidade, pela Prefeitura de Boa Vista, a cada dia chamam mais a atenção dos parlamentes da Assembleia Legislativa de Roraima. Dessa vez, foi o deputado Coronel Chagas (PRTB) que subiu à tribuna nesta quarta-feira, 7, para anunciar que entrou com um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para sustar os efeitos do convênio entre o Detran-RR (Departamento Estadual de Trânsito) e a Smtran (Secretaria Municipal de Trânsito) que regula a fiscalização e o apoio integrado. Sem o convênio, as multas não poderão ser lançadas no sistema que é administrado pelo Detran.

Esse é o quarto deputado que usa a tribuna para alertar sobre a quantidade de multas que estão sendo aplicadas. Incomodados com a situação, os deputados Soldado Sampaio (PCdoB), Oleno Matos (PCdoB) e Gabriel Picanço (PRB) foram ao Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR) pedir que seja investigada os critérios para cobrança de multas.

A proposta de autoria do Coronel Chagas recebeu o apoio de vários parlamentares que estavam no plenário. Na justificativa apresentada ele argumenta que “o instrumento normativo tem por finalidade evitar a instalação da indústria da multa no âmbito do Estado de Roraima. Sustando os efeitos desse convênio, com relação aos radares, até que possa se discutir, fazer uma ampla campanha educacional e colocar as placas com tamanho e na distância ideal”, explicou Chagas.

Outro ponto que o parlamentar levantou está relacionado à portaria que trata da produtividade dos agentes municipais de trânsito. “A legislação municipal que estabelece produtividade para os agentes, incentivando-os a multar, pois assim terão pontuação para promoções. Isso do ponto de vista da administração pública é muito discutível. Em alguns estados já houve ajuizamento de ações, contra administradores municipais e até estaduais que tentaram aplicar isso, por improbidade administrativa. Então são coisas que precisamos discutir até que se libere esse convênio de novo, caso essa Casa entenda a necessidade de suspender”, detalhou Coronel Chagas.

Chagas fez questão de frisar que é necessária, sim, uma fiscalização para diminuir os acidentes de trânsito. “Entretanto temos que ter o cuidado para que a questão educativa e preventiva não se transforme numa questão arrecadatória, simplesmente”, disse, ao se reportar ao número de multas divulgadas nos meios de comunicação, que chegou a 60 mil em um período de três.

“Esse número é preocupante porque é um terço da frota de Boa Vista. Não podemos fazer com que as multas de trânsito sejam produzidas em escala industrial porque se perde o efeito educacional. Nossa proposta é discutir melhor isso e a forma mais apropriada é sustar o lançamento das multas para se verificar se a Prefeitura de Boa Vista está cumprindo tudo o que estabelece a legislação de trânsito e as resoluções do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) e se os equipamentos estão devidamente aferidos. Há relatos de pessoas que passaram a 40km/h e mesmo assim foram multadas. Temos que ter toda a segurança jurídica para que se possa fazer a fiscalização eletrônica sem transformar numa fábrica de multas”, reforçou, ao salientar que talvez seja realizada uma audiência pública antes de se votar o decreto legislativo.

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR

Crianças participam de palestra ministrada pelo Procon Assembleia

O projeto ‘Assembleia mais perto do consumidor’, desenvolvido pelo Procon Assembleia realizou, pela primeira vez, uma palestra sobre relações de consumo para crianças de 9 a 10 anos. De forma lúdica, alunos do Colégio Claretiano tiveram a oportunidade de conhecer, nesta quarta-feira, 7, os direitos inerentes aos consumidores.

“Esse projeto tem como finalidade fazer com que as crianças entendam seus direitos enquanto consumidor, e aprenda também sobre a economia familiar. Sabemos que hoje a mídia proporciona várias coisas às crianças. Então essa palestra vai ajudá-las a selecionar o que, efetivamente, querem e precisam. Às vezes compram um brinquedo e deixam logo de lado, quer dizer, um dinheiro gasto, mas que não foi aproveitado. O objetivo é educar as crianças para serem bons consumidores e não consumeristas”, explicou a diretora do Procon Assembleia, Eumaria Aguiar.

A advogada do Procon, Andria Kartie Feitosa da Silva, que ministrou a palestra, ressaltou que o objetivo era trabalhar essa relação de consumo. “Informar para que elas não se tornem crianças compulsivas, e toda vez que acompanharem os pais na compra de um brinquedo ou de qualquer outro produto, que observem se está lacrado, se tem as informações necessárias. Por estarem em fase de crescimento, é importante entenderem, a partir de agora, o que é essa relação de consumo para não se tornarem crianças que vão comprar tudo, ao invés de comprar o que realmente é necessário”, ressaltou.

A palestra para a aluna Júlia Maria Silva Campos, 9 anos, seria um complemento na vida, pois bem cedo aprendeu com os pais a diferença entre consumidor e fornecedor. Mais importante que saber distinguir os dois agentes envolvidos na relação de consumo, ela põem em prática a educação que recebeu em casa, sendo uma consumidora responsável ao invés de compulsiva.

“O consumidor é aquele que consome, que compra; o fornecedor é aquele que fornece. Quando minha mãe diz que não pode comprar porque está com pouco dinheiro, entendo que é preciso sempre ter um dinheiro guardado, para caso aconteça alguma emergência”, disse Júlia Maria.

A estudante Melanye Medeiros de Oliveira, 9 anos, também está entre as exceções das crianças que não fazem birra quando os pais dizem que não vão comprar o presente. “Só peço para comprar um presente perto da minha festa de aniversário. Mas quando minha mãe diz que não pode, consigo entender que não tem dinheiro para comprar”, afirmou.

Após a palestra, o aluno Alexandre Rodrigues Coelho da Silva, 8 anos, já sabe que órgão procurar quando o produto estiver danificado e o fornecedor se negar a trocar. “O Procon é para reclamar quando não querem trocar o produto”, disse. Ele também está na lista dos alunos que aceita facilmente a negativa dos pais na hora de adquirir um brinquedo. “Eu fico de boa, só quando eu era bebê que eu fazia isso (ficava um pouco resistente)”, explicou.

O superintendente de Marketing e Comunicação do Colégio Claretiano, Augusto Cézar Pitancó, disse que a unidade de ensino tem interesse nesse tipo de palestra porque é um complemento à matriz curricular, ao projeto pedagógico desenvolvido na instituição.

“É importante para o colégio fazer uma orientação cidadã para as nossas crianças, principalmente com temas ligados ao dia a dia das famílias como a compra de mercadorias e serviços. Essas informações sobre direitos e deveres ampliarão o conhecimento e, futuramente, elas terão mais consciência no seu posicionamento como cidadão, e na relação com produtos e serviços”, destacou.

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR

Inscrições abertas para cursos na Escola do Legislativo do bairro Silvio Botelho

A Escola do Legislativo – Cursos Preparatórios, Unidade Silvio Botelho, zona Oeste de Boa Vista, está com inscrições abertas para cursos de capacitação e preparatórios em várias áreas. As inscrições podem ser feitas na sede da instituição, localizada na rua Solón Rodrigues Pessoa, nº 1.313, de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.

Os interessados podem procurar a Escola do Legislativo e apresentar documentação pessoal, comprovante de residência e número pessoal para contato. Todos os cursos são gratuitos, com carga entre 8h a 32h, com certificado emitido pela instituição àqueles com mais de 75% de frequência nas aulas.

Conforme a diretora da instituição, Leila Perussolo, a Assembleia Legislativa de Roraima, por meio da Escola do Legislativo, tem ofertado a população formas de conhecimento e de qualificação profissional. “Com cursos preparatórios para concurso público, também de qualificação e ampliação de currículo, todos os cursos estão com inscrições abertas. Todo material de apoio didático é disponibilizado aos alunos e gratuito”, explicou.

AULÃO – No dia 10 de março, a partir das 15h, haverá o aulão ‘Estratégias de Aprovação em Concurso Público’, com o professor Abel Mangabeira. A aula tem a proposta de preparar os cidadãos para enfrentarem os concursos públicos a serem realizados em Roraima e/ou em outros Estados da Federação, além de ensinar a organizar material e tempo para estudo, bem como finalidade e foco das necessidades.

Este aulão, iniciado em janeiro deste ano, percorreu cidades do interior que possuem um Núcleo da Assembleia Legislativa de Roraima, como Alto Alegre (95km), Rorainópolis (321km), Iracema (93km), Caracaraí (170km), Bonfim (124km) e agora a capital.

Confira a programação dos cursos e capacitações ofertados pela Escola do Legislativo – Unidade Silvio Botelho, em Boa Vista:

Cursos

Início

Fim

Dias

Horário

Arte de Falar em Público

07.3

08.3

4ª e 5ª

18h-22h

Informática para Concurso

12.3

28.3

2ª/4ª/6ª

8h-12h

Empreendedores do Futuro

12.3

14.3

2ª/3ª/4ª

14h-18h

Auxiliar Administrativo

12.3

16.3

2ª a 6ª

18h-22h

Resoluções de Questões da Língua Portuguesa

13.3

26.4

3ª e 5ª

8h-10h

Chefia e Liderança

19.3

21.3

2ª/3ª/4ª

18h-22h

Gestão de conflitos no ambiente de trabalho

26.3

28.3

2ª a 6ª

8h-14h

Oficina coaching motivacional e Marketing Pessoal

19.3

21.3

2ª a 6ª

8h-12h

Interpretação de texto

26.3

11.4

2ª a 6ª

14h-18h

Inglês Básico

02.4

30.5

2ª e 4ª

8h-10h

Inglês Intermediário

02.4

30.5

2ª e 4ª

10h-12h

Resoluções de Questões de Direito Constitucional

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Teoria de Direito Constitucional

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Por Yasmin Guedes

SupCom/ALE-RR

EM ALTO ALEGRE – Moradores participam dos cursos ‘Lei 053’ e ‘Arte de falar em público’


Deputado pedirá ao MP para investigar multas oriundas dos radares de velocidade

A quantidade de multas de trânsito aplicada após a implantação dos radares de velocidade, conhecido popularmente como pardais, na cidade de Boa Vista, já está sendo classificada como a indústria das multas. Incomodado com a situação e por ter recebido inúmeras reclamações, o deputado Gabriel Picanço (PRP) se pronunciou contra a situação.

“Tenho recebido muitas reclamações da população. Tenho amigos em Boa Vista que têm mais de dez multas, outros têm seis, quatro. Eu mesmo já tive aproximadamente 12 multas durante esse tempo e eu nunca fui multado na minha vida. Alguma coisa está errada. Quem projetou o tráfego ou não conhece a realidade de Boa Vista ou não conhece o Estado de Roraima”, avaliou.

Diante da problemática enfrentada, Picanço afirmou que iria acionar o Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR) para investigar o caso. Conforme justificou, a investigação é cabível porque problemas semelhantes foram vivenciados pelos motoristas dos estados de Tocantins, Amapá e Amazonas.

“Nesses estados foi detectado que havia ‘armação’. Não podemos aceitar isso. Se 30% do povo de Boa Vista já está com problema, imagina daqui um ano, vamos perder mais de 50% da frota. 30% a 40% dos proprietários da frota de Boa Vista pertence a pessoas que fazem parte da classe média baixa, e que não aguentam pagar o IPVA (Imposto sobre Propriedade dos Veículos Automotores). Imagina pagar IPVA e mais a multa, que é três vezes o valor do IPVA”, analisou.

“Vou acionar o Ministério Público do Estado e pedir que fiscalize, que chame as empresas que projetaram os radares de velocidade para verificar e ver se tem como amenizar. É inconcebível, é inaceitável se multar mais de 60 mil pessoas em apenas dois meses. Tenho certeza que se for feito um levantamento hoje, já passam de 100 mil multas. o Ministério Público é que tem o poder para fazer essa investigação, então que faça com urgência e dê uma resposta para a sociedade”, complementou.

 

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR

ESCOLAS MILITARIZADAS – Coronel Chagas faz indicação ao governo para licitar uniforme de alunos

O deputado Coronel Chagas (PRTB) subiu à tribuna na manhã desta terça-feira, 6, para anunciar que fez uma indicação ao Governo do Estado, sugerindo que faça uma licitação para aquisição de uniformes a serem distribuídos aos alunos das escolas estaduais que foram militarizadas, e que já estão adotando o mesmo projeto pedagógico aplicado no Colégio Militar de Roraima (CMR). No total são 18 unidades de ensino que atende 25% do alunado do Estado, o equivalente à aproximadamente 20 mil discentes. Chagas acredita que R$ 10 milhões são suficientes para a aquisição dos fardamentos, haja vista que cada kit está em torno de R$ 500,00.

“Visitei algumas escolas dos bairros afastados do Centro de Boa Vista e do interior do Estado. Senti nos pais, e nas crianças que lá estudam, uma alegria muito grande. Por outro lado, há uma preocupação, de significativa parcela desses pais, com a aquisição do uniforme. Uma das essências do ensino militarizado é o uniforme, é calça diferenciada, o sapato, a boina, a camisa e isso tem preço. Muitas famílias não têm condições de adquirir, pois têm pais com três, quatro filhos estudando nesses colégios. Por isso a indicação ao Governo do Estado é para que junte esforce junto à Secretaria de Educação e proceda o processo licitatório para aquisição desses uniformes para distribuir aos alunos”, justificou, ao destacar que a demanda sendo atendida dará o suporte necessário para que as escolas funcionem a contento.

Além do uniforme básico, Chagas afirmou ser necessário também o aluno possuir os uniformes de passeio e de gala para as missões e as atividades de  ordem cívica, respectivamente. Ele argumentou ainda que o resultado das escolas militarizadas tem sido positivo, haja vista a posição que alcançaram em níveis nacional e regional. “Essas escolas tiveram a maior nota do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de Roraima e estão em terceiro lugar dentre as escolas da região Norte, o que demonstra que o projeto pedagógico é de excelência e traz resultados”, complementou.

O deputado Masamy Eda (PMDB) disse que por conta de inúmeros pais que o procuraram relatando essa dificuldade, resolveu entrar com um projeto de lei para sanar esse problema. “Peço o apoio de vocês na aprovação desse projeto, para que a cada escola militarizada o Estado tenha a obrigação de doar o uniforme”, pediu.

O deputado Naldo da Loteria sugeriu que a militarização, por ser um modelo que deu certo, que seja estendido a todas as escolas do Estado, independente de fardamento. “Há grandes homens na reserva com potencial e conhecimento, os quais podem contribuir com essas escolas, para que esse modelo sirva também para o resto do Brasil”, sugeriu.

Histórico – O Colégio Militar de Roraima foi criado em 2011 e implantado em 2012. Ofertando os ensinos fundamental e médio, a instituição de ensino está se consolidando como referência no Estado. A metodologia foi estendida, como projeto piloto, para mais três escolas estaduais da Capital. Por ter dado certo, coronel Chagas propôs e o Governo do Estado sancionou no mês de janeiro a Lei 1225/2018, que dispõem sobre a militarização de mais 15 escolas, as quais já estão adotando a metodologia diferenciada.

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR