ABRINDO CAMINHOS – Espetáculo ‘Cantos de Trabalho’ emociona pais e familiares de alunos
Teatro lotado e o público de olhos atentos ao abrir das cortinas. Foi assim que aconteceu na noite desta quinta-feira (9), no Teatro Jaber Xaud, no Sesc Mecejana (Serviço Social do Comércio), durante a primeira noite de apresentação do grupo de teatro do programa Abrindo Caminhos com a peça ‘Cantos de Trabalho’. O próximo ato será na noite desta sexta-feira (10), a partir das 20h, com entrada gratuita.
Antes de subir ao palco, os últimos ajustes. Retoque na maquiagem, passar texto e cada um atento ao seu lugar e ao papel a desempenhar. O adolescente Leandro Inácio de Souza, de 17 anos, é um dos integrantes do grupo. Nos bastidores, confessou a ansiedade e o nervosismo para a primeira apresentação, ainda mais com os pais na plateia.
“Coração está a mil, muito nervoso, uma mistura de sentimentos que não como explicar”, disse o adolescente enquanto se arrumava no camarim. Confessou ainda que todos eles ensaiaram de forma intensa para que as duas noites de apresentação fossem perfeitas. “Mas estamos empenhados, queremos fazer bem feito e o esforço é de todos”, complementou.
Leandro disse ainda possuir vários sonhos e ser ator é um deles. Ficou feliz em integrar o curso de teatro do programa Abrindo Caminhos, dito por ele como uma oportunidade única. “O curso apareceu de graça e estou adorando tudo isso”, frisou.
Todos posicionados e é hora de o show começar. Acompanhados pelos músicos Ismael Mafra, Kastorijane Oliveira, Tamie Timóteo, Silvandro Barros, Gidecy Sabóia e Marinho da Luz, as mais de 100 crianças e adolescentes, com idade entre 7 e 17 anos, entraram interpretando cantigas populares, repassadas de geração em geração, principalmente as difundidas nas lavouras, carvoarias e entre os povos ribeirinhos do Brasil.
O enredo da peça retrata a história e o comportamento de pessoas no campo ou em trabalhos pesados, que usavam da música como instrumentos de fuga dos intensos trabalhos. Mostrou ainda o trabalho infantil e o amor coletivo de uns com os outros, além de retratar o sonho pela mudança de vida de milhares de brasileiros.
Depois de uma hora de apresentação, sob muitos aplausos e lágrimas de quem assistiu do início ao fim, foi o momento de celebrar junto a família. Leandro, com ar de cansaço, mas com sorriso estampado no rosto, não escondeu a felicidade da primeira apresentação. “Ainda nem acredito que já passou, já acabou. Deu tudo certo e eu gostaria de agradecer a todos que vieram nos assistir”, contou o garoto.
Ao lado dos pais Maria José de Souza e José Nelson de Souza, agradeceu a confiança e o carinho da família e de todos os profissionais do Abrindo Caminhos. “Eles me apoiaram sempre, desde o início do teatro, mostrei pra ele que sou capaz e meus colegas também e todos estão super animados e acho que conseguimos agradar ao público”, frisou.
“Achei muito lindo porque era tudo que ele queria, participar do teatro e foi uma porta aberta pra ele. Então fiquei muito emocionada e muito feliz”, destacou a mãe, Maria José. Para o pai, José Nelson, a peça foi uma forma de ensinar os valores da cultura brasileira. “É um ensinamento para que eles não esqueçam a cultura do trabalho, da vida no campo ou de uma vida que a gente tem sempre que estar com ela, trabalhando junto e ajudando, dando apoio às pessoas”, frisou o pai. “Estou feliz, feliz com o teatro. O Abrindo Caminhos ajuda muitas crianças e acho que é um bom caminho para a próxima geração”, complementou.
Quem dirigiu o espetáculo falou do orgulho de ver o desenvolvimento de todos eles, um resultado positivo para quem faz parte do teatro do Abrindo Caminhos. “O desenvolvimento é incrível, incrível mesmo, de crianças que não falavam nada, não respondiam nem a chamada e hoje tudo mudou. De verdade, é um trabalho que me conquistou”, falou Kaline Barroso, professora do curso.
Sobre o espetáculo, o ‘Cantos de Trabalho’ serviu não só para ensinar aos integrantes sobre a cultura brasileira, mas também da importância do trabalho em grupo. “Como na oficina inteira a gente trabalha essa questão de respeito, de grupo, de o outro depender de você e você depender do outro, você não está sozinho no palco, você é um grupo e como grupo devem caminhar juntos. Esse ‘Canto de Trabalho serviu para isso, cantar e fazer tudo junto”, destacou a professora.
Revelou ainda que os alunos estão ansiosos para a próxima apresentação, a acontecer em dezembro. “Ensaiamos bastante, mas ainda tem o outro espetáculo no final do ano que será o espetáculo de natal”, frisou.
Yasmin Guedes
SupCom ALERR
Em: 10.11.2017
EM AUDIÊNCIA PÚBLICA – Venezuelana afirma que xenofobia e falta de emprego são principais problemas enfrentados
A história de Estefania Azuejo, 29 anos, pode ser a história de milhares de venezuelanos que fugiram da grave crise econômica e social que assola a Venezuela, deixando para trás familiares, a cultura, os costumes e os bens conquistados durante uma vida. Vítima da tirania do governo de Nicolás Maduro, há um ano Estefania se desfez do restaurante da família, vendeu quase tudo, pôs a mochila nas costas, entrou em um ônibus e deixou a cidade de Puerto de La Cruz, para tentar a sorte em Roraima. Como uma das participantes da audiência pública realizada, nesta quinta-feira, 9, na Assembleia Legislativa do Estado de Roraima (ALE/RR), espera que o próximo passo seja a união dos entes governamentais em prol de um projeto que oportunize os refugiados.
Ela deixou para trás as pessoas que mais ama: o marido e um casal de filhos de 3 e 8 anos de idade, que só em lembrar, fica emocionalmente abalada. Chegou ao Brasil com 12 quilos a menos do peso normal. A esperança de dias melhores foi freada ao descer do ônibus na Rodoviária Internacional de Boa Vista, quando se deparou com outros compatriotas na mesma situação.
“Lá em Puerto de La Cruz tínhamos um restaurante bem movimentando, mas tivemos que nos desfazer com a crise econômica. Decidimos que eu viria em busca de dias melhores. Quando cheguei à rodoviária e vi aquela massa imigratória foi muito difícil, e eu que pensava que era a única. Tive que dormir no chão junto com os demais, passando fome e comi porque as pessoas das igrejas levavam. Naquele momento pensei na realidade que iria enfrentar no Brasil”, contou.
Mesmo com o passaporte, o refúgio e a carteira de trabalho, Estefania, que é técnica em Instrumentação Industrial, não conseguiu emprego formal, até porque não tem campo em Boa Vista. Ela sobrevive e manda dinheiro para a família trabalhando como diarista.
“Sou uma pessoa integral e se não tem trabalho na minha área faço manicure, escova no cabelo, limpeza de casa, passo roupa e até bolo para vender nas praças”, relatou a jovem, ao salientar que está morando no bairro Cidade Satélite, em uma edícula cedida por um brasileiro, e que em troca da moradia faz as refeições e a faxina da casa. “É uma troca e estou muito agradecida”, afirmou.
O que mais a deixa triste em Roraima é a xenofobia e a falta de respeito das pessoas em geral, que quando sabem que ela é da Venezuela a confundem com prostituta. “Não vou julgar nenhuma mulher porque não sei das necessidades dela. Desde quando cheguei ao Brasil sai nas ruas, de porta em porta, recebi muitos maus tratos, mas não me prostitui e nem quero fazer isso. Sempre acreditei que o amanhã será um dia melhor. Mas muitas pessoas me julgam porque sou venezuelana. Muitos dizem que não contratam ‘veneca’ porque são pessoas más, ladrona, julgam a todos como iguais, e não somos”, disse aos prantos, ao salientar que apesar de ainda enfrentar o monstro do desemprego, a vida está melhor.
Estefania afirma que até compreende a rejeição de muitos brasileiros, mas ressalta que é preciso fazer outra leitura e buscar ter um olhar diferenciado. “Já conheci muitos brasileiros de coração bom e entendo que vocês não estavam acostumados a tantas pessoas no sinal, nas feiras e nos terminais vendendo e pedindo. Compreendo que é um choque social. Sei que há muitos venezuelanos praticando crime e por isso todos nós estamos sendo julgados como pessoas ruins, mas é preciso entender que nem todos são iguais. Nem todo brasileiro é ruim, assim como nem todos os venezuelanos são ruins. Há bons e maus, é equitativo e não se trata de nacionalidade”, afirmou.
Ela acredita que o custo barato da mão de obra dos venezuelanos tem sido outro ponto que deixa os brasileiros chateados. “Os venezuelanos cobram a mão de obra pela metade do preço, o que desvaloriza o trabalho do brasileiro, que fica com raiva, porque acaba faltando emprego também para os brasileiros, e isso é muito ruim”, analisou.
A audiência pública para discutir a situação da imigração venezuelana, no entendimento de Estefania, foi um grande passo dado pela Assembleia Legislativa. A expectativa dela é que o Poder Público se mobilize e encontre alternativas para ajudar os imigrantes.
“Espero tantas coisas dessa audiência, principalmente trabalho, que haja uma mobilidade neste sentido. Reconheço que Boa Vista não tem como suportar tantas pessoas porque são mais de 35 mil imigrantes. Muitos estão aqui por não terem dinheiro para ir para outros estados. Espero que os entes governamentais façam um projeto, um convênio com grandes empresas, indústrias de outros estados, porque o Brasil é um país muito grande e pode dar mais oportunidade para empregar os imigrantes, porque há muitas pessoas qualificadas como engenheiros, doutores, com muito talento e preparação. Há muitas pessoas só querendo um emprego para mandar dinheiro para suas mães e filhos”, sugeriu, ao salientar que é preciso também ter um projeto para acolher as crianças que estão sem estudar.
Marilena Freitas
SupCom ALERR
Em: 09.11.2017
Escola do Legislativo promove aulão sobre Competências Constitucionais e Raciocínio Lógico
Com vários concursos locais em evidência, a busca para ocupar uma das vagas no serviço público tem tirado o sono daqueles que sonham em ser efetivos. Para ajudar esse sonho a se tornar realidade a Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima (ALERR) promoverá na tarde deste sábado, 11, um super aulão com foco em dicas sobre Competências Constitucionais e Raciocínio Lógico.
O procurador do Ministério Público de Contas (MPC), Paulo Sérgio Oliveira, é quem vai explanar sobre Competências Constitucionais, a partir das 16h, na Escola do Legislativo que fica localizada na rua Solon Rodrigues Pessoa 1313, bairro Silvio Botelho. Essa é uma matéria muito importante, considerada a base de outros estudos do Direito.
“Vamos abordar a competência constitucional, uma matéria sempre muito cobrada por todas as bancas em concurso público, e que o candidato deve ter uma boa base para responder com segurança. Então não perca tempo e venha neste sábado aprender as dicas de questões”, disse o procurador.
A aula de Raciocínio Lógico, disciplina que elimina boa parte dos candidatos em concurso público, será comandada pelo professor Abel Mangabeira, a partir das 18h. Diferencial desta aula, explicou o professor que já ministrou três aulões em Roraima, serão os tópicos que serão abordados, tendo como foco os concursos da Polícia Militar e Civil, da Assembleia Legislativa e do IPER (Instituto de Previdência do Estado de Roraima), recém-lançado.
“Neste quarto aulão vou abordar tópicos específicos de raciocínio lógico para os concursos que vão acontecer no Estado. Esses concursos têm uma pegada de raciocínio lógico muito focada na parte de lógica proposicional, e é justamente o que eu vou abordar, com algumas dicas e macetes para facilitar a vida do aluno neste assunto que é complexo e extenso”, disse, ao ressaltar que falará da maneira mais informal possível para deixar o assunto mais palpáveis na hora da prova.
A diretora da Escola do Legislativo, Leila Perussolo, disse que o aulão é para a comunidade em geral. “Será aberto para os alunos que fazem curso nessa unidade e para todas as pessoas interessadas em cursos preparatórios e que vaõ fazer vestibular e concurso público”, disse.
Marilena Freitas
SupCom ALERR
Em: 09.11.2017
Odilon pede ao Governo que recupere estradas no Distrito Agropastoril, em Caracaraí
A situação de trafegabilidade nas vicinais I, II, III e IV, no Distrito Agropastoril, assentamento localizado no município de Caracaraí, cidade a 170 quilômetros de Boa Vista, apresentada por moradores da região, motivou ao deputado Odilon Filho (PEN) a solicitar, por meio de uma indicação ao Governo, a recuperação das estradas.
Na região, conforme a recomendação do parlamentar, cerca de 120 famílias sobrevive da pesca e da agricultura e necessita da estrada para escoar a produção. “O que eles estão reivindicando? Que o governo ajude, faça a restauração da estrada deles para que eles tenham como escoar os seus produtos, principalmente agora no verão porque no inverno não terá como fazer”, salientou.
A proposta é que o Executivo Estadual realize a restauração imediata das áreas apontadas pelos moradores que somadas chegam a 35 quilômetros de extensão. Segundo repassado ao deputado, a última manutenção aconteceu há 15 anos e que até mesmos os próprios moradores realizaram esse tipo de serviço.
Outro levantamento apontado pelos moradores do Distrito Agropastoril é a falta de energia. Odilon Filho lembrou que em 2016, uma indicação dentro dessa temática foi elaborada e apresentada ao Executivo. “Espero que a governadora atenda a esse pedido”, disse o parlamentar, ao enfatizar que se reunirá, em breve, com a chefe do Executivo e os cidadãos do assentamento.
Yasmin Guedes
SupCom ALERR
Em: 09.11.2017
Assembleia aprova projeto que institui Dia Estadual da Mulher Cristã
Dois projetos de autoria da deputada Angela Águida Portella (PSC) foram aprovados esta semana, durante sessão plenária na Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR). Um institui o mês “Janeiro Branco” e o outro estabelece o segundo sábado do mês de março de cada ano, como o ‘Dia Estadual da Mulher Cristã’.
A proposta, segundo a parlamentar, é que durante o Janeiro Branco sejam trabalhadas campanhas educativas, ações de prevenção às doenças mentais e também para a valorização dos psicólogos, psiquiatras, terapeutas, bem como toda a classe médica que atua em benefício da saúde mental em Roraima. “É um movimento mundial que busca conscientizar as pessoas acerca da saúde mental e desmistificar a possibilidade de as pessoas procurarem o tratamento”, reafirmou Angela Águida.
Os trabalhos deverão ser conduzidos, conforme o projeto, pelos órgãos públicos de âmbito estadual em especial a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) por meio da Rede de Atenção Psicossocial. Atualmente o governo disponibiliza a RAPS (Rede de Atenção Psicossocial) que assiste pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de drogas e álcool. Conforme dados da Sesau, só em 2016, cerca de duas mil pessoas foram atendidas em toda a RAPS.
Já o projeto que estabelece o segundo sábado do mês de março de cada ano, como o ‘Dia Estadual da Mulher Cristã’, tem a finalidade de dar visibilidade ao trabalho das mulheres dentro das igrejas, sejam evangélicas ou católicas. “Não estou falando apenas sobre evangelização, mas do trabalho social que elas desenvolvem. Precisamos valorizar a atividade dessas mulheres e incentivar outras a serem participativas e a exercerem a cidadania dentro e fora das igrejas”, enfatizou a deputada. Os projetos agora seguem para sanção governamental.
Tarsira Rodrigues
SupCom ALERR
Em: 09.11.2017
Audiência discutirá situação de venezuelanos em situação de vulnerabilidade em Roraima
A frequente imigração de venezuelanos a Roraima, devido ao caos no sistema político e econômico daquele país, motivou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Minorias e Legislação Participativa, da Assembleia Legislativa de Roraima, a promover nesta quinta-feira (9), a partir das 15h, no plenário Deputado Valério Magalhães, a audiência pública ‘Situação dos venezuelanos em alta vulnerabilidade no estado de Roraima’.
Essa é a segunda audiência pública sobre a temática realizada pelo Poder Legislativo. A primeira aconteceu em setembro do ano passado. Segundo o presidente da Comissão, deputado Evangelista Siqueira (PT), em um ano muitas situações mudaram o contexto dessa população crescente em Roraima. “O fluxo imigratório aumentou, os irmãos venezuelanos estão vindo com muita frequência para Roraima, a situação na Venezuela não melhorou e precisamos discutir o que é da competência do Governo Federal e do Governo Estadual, Municipal e também da Assembleia Legislativa”, comentou.
Conforme Evangelista, é nítida a ausência do Governo Federal no debate sobre essa questão principalmente porque o Estado faz parte de uma região fronteiriça. “Vamos discutir esse problema, discutir como está a situação, o que tem sido feito e o que ainda deve ser feito para amenizar esse problema”, complementou.
Foram convidados a participar da audiência, representantes do Governo do Estado, Prefeitura de Boa Vista, do Governo Federal, entidades e ONGs (Organizações Não Governamentais), além do alto comissariado da ONU (Organização das Nações Unidas) para os refugiados.
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Minorias e Legislação Participativa é composta pelos seguintes parlamentares: Evangelista Siqueira – presidente; Izaias Maia (sem partido) – vice-presidente; Dhiego Coelho (PSL), Soldado Sampaio (PCdoB) e Angela Águida Portella (PSC) como membros.
Yasmin Guedes
Músicos, estudantes e servidores da Casa Militar da Assembleia são homenageados
A manhã desta quarta-feira, 8 de novembro, foi marcada pela emoção e reconhecimento a nove homenageados que receberam a comenda ‘Orgulho de Roraima’, durante solenidade realizada na Assembleia Legislativa.
Dentre os homenageados, está o coronel Natanael Felipe de Oliveira. Ele diz ser uma honra receber o reconhecimento em nome de todos os servidores que atuam pela ordem, segurança e no dia a dia das autoridades parlamentares. “É um privilégio pois, além do reconhecimento por parte do presidente, nos sentimos orgulhosos, sem falar na surpresa. Fazer a segurança de autoridades como Jalser Renier é um desafio, pois é uma pessoa popular e o povo gosta de abraçar, conversar e ele é sempre atencioso com a população, gosta da proximidade. É um trabalho feito com responsabilidade e humanidade”, comentou.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jalser Renier (SD), autor do projeto que tornou possível a homenagem, explicou que são pessoas que possuem um papel importante em sua vida, principalmente no quesito lealdade. “Representados pelo coronel Felipe, esses homens estiveram comigo em momentos difíceis, passando até mais tempo trabalhando do que com suas famílias. São leais e possuem uma simbologia importante em minha vida”, disse o presidente da Casa.
Na sequência das homenagens, o estudante Robert Barbosa Silva, 17 anos, aluno do 1º ano do Ensino Médio, da Escola Estadual Mário David Andreazza, localizada no bairro Caimbé, foi homenageado.
O adolescente tem uma história especial com a música. Começou a aprender a tocar bateria aos dois anos de idade, segundo ele. Robert é deficiente, contudo as limitações não foram um freio na vida dele, mas sim um acelerador de sonhos. Hoje ele integra as bandas de música MDA, composta por adolescentes da própria escola, e a banda da igreja que Robert frequenta. “Toco bateria e baixo, e aprendi com meu padrasto. Gosto muito de música e sempre quero fazer parte desse mundo”, disse o adolescente.
“A primeira vez que o vi na Escola dele, tive certeza que ele era Orgulho de Roraima. É um músico extraordinário, toca bateria como ninguém e foi homenageado pela sua potencialidade, é um exemplo”, disse o presidente Jalser Renier, autor da indicação que homenageou Robert.
O também músico e com um pouco mais de tempo na estrada que Robert, o violinista Benício Helber Pinheiro, 32 anos, foi mais um dos homenageados desta quarta-feira. Helber é roraimense, mas reside na cidade de Manaus (AM) há 14 anos e integra a Orquestra Amazonas Filarmônica há 12. A autora da honraria entregue hoje ao músico foi a então deputada estadual Marília Pinto, em 2010, quando integrava o quadro de parlamentares desta Casa. “Já são 20 anos na música, comecei na Escola de Música de Roraima, fiz parte da primeira orquestra montada no Estado. Não foi planejado, mas mudou a minha vida”, afirmou. O violinista é filho de uma das servidoras da Casa, Giselda Barros, e destaca que optou pela música clássica, por perceber que era uma das preferências da mãe. “Foi então que decidi que era isso que queria para minha vida”, contou.
“Esse garoto é um talento da música roraimense e mostrou que dedicação supera qualquer obstáculo”, elogiou o presidente Jalser Renier, ao ressaltar que a música representa o caminho daqueles que estão de bem com a vida.
Tarsira Rodrigues
Leocádio Vasconcelos é homenageado com título de Cidadão Benemérito de Roraima
Durante solenidade na manhã desta quarta-feira, 8, o nordestino Antônio Leocádio Vasconcelos, que está no estado há 26 anos, foi homenageado pela Assembleia Legislativa com o título de Cidadão Benemérito de Roraima. A iniciativa foi de autoria do deputado Joaquim Ruiz (PODE) e do presidente da Casa Legislativa, Jalser Renier (SD).
Leocádio Vasconcelos considera a homenagem motivo de orgulho para ele, que já tem Roraima no coração. “Fiquei emocionado em receber esta honraria. Estou muito feliz, pois entendo que trata-se também de reconhecimento da sociedade roraimense representada pelos parlamentares da Assembleia”, disse. Ele já ocupou um total de sete cargos de confiança no Estado e Prefeitura de Boa Vista, e atualmente é o superintendente geral da Assembleia Legislativa de Roraima.
Para o deputado Jalser Renier, um dos autores do projeto que tornou possível a homenagem, Leocádio Vasconcelos faz parte da história de Roraima. “Antônio Leocádio, superintendente geral desta Casa, é um homem que tem um preparo psicológico e a maestria de transformar e mudar para melhor as instituições por onde ele passou. Trabalha com respeito às pessoas e com vontade de resolver os problemas”, destacou ao falar que Leocádio atua com responsabilidade e zelo pelo Estado de Roraima.
O deputado Joaquim Ruiz destacou a trajetória de Vasconcelos como homem público. “Exerceu cargos importantes na administração pública e tem uma vida limpa, além de ser responsável por grandes transformações econômicas e administrativas pelas instituições por onde passou. É um grande orgulho tê-lo como um de nossos superintendentes, homenagem justa”, elogiou.
HISTÓRIA – Leocádio Vasconcelos chegou em solo roraimense vindo do Ceará em 1991, após uma ligação do falecido governador Ottomar de Sousa Pinto. Até hoje, passou por sete secretarias, sendo por três vezes secretário de Estado de Fazenda. Ocupou ainda o cargo de secretário de Finanças do município de Boa Vista, secretário de Justiça e Cidadania, diretor presidente do Detran (Departamento Estadual de Trânsito). Ocupou também os cargos de secretário de Saúde, de Educação e presidente do Iteraima (Instituto de Terras e Colonização de Roraima). Atualmente está à frente da Superintendência Geral da Assembleia Legislativa de Roraima.
Tarsira Rodrigues
Joaquim Ruiz faz desabafo sobre críticas recebidas em redes sociais
O deputado Joaquim Ruiz (PODE) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa de Roraima nesta quarta-feira, 8, para fazer um desabafo com relação a uma crítica que recebeu de uma servidora pública. A postagem publicada nas redes sociais, no entendimento dele, maculou sua imagem a população e a seus familiares. Ele afirmou não censura críticas, mas defende que sejam feitas com base em situações concretas.
“Ontem [terça-feira, 7] meu neto e meus sobrinhos me ligaram perguntando em que eu tinha me metido. Fui agredido nas redes sociais veementemente por uma técnica legislativa. Tenho 65 anos e a senhora, como técnica talvez não saiba que o deputado Joaquim tem como bandeira a área social. Essa moça postou que eu estou articulando junto ao Poder Legislativo e no Governo para montar um esquema e se beneficiar dos R$ 110 milhões [empréstimo que governo quer fazer, mas precisa da autorização da ALE/RR]. Essa moça nem percebe que as decisões que vão para a pauta são comandadas pela Mesa-diretora, pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e pelos dois líderes da Oposição e Situação”, disse com a voz embargada.
Ao falar de sua trajetória política, Joaquim Ruiz lembrou que luta para implantar o Geap (Plano de Saúde) e que articulou junto à Codesaima (Companhia de Desenvolvimento de Roraima) para que os servidores do Legislativo também pudessem ser beneficiados com o programa habitacional do Governo do Estado. “Essas atitudes que tomei como parlamentar não estava olhando votos porque o servidor concursado é livre e o comissionado também. Um homem de 65 anos não tem mais sonhos, mas projetos de vida. A minha parte dos sonhos devo transferir para as gerações que me sucedem”, afirmou.
Ruiz afirmou que o maior legado que vai deixar para os descendentes diretos dele e para as gerações futuras de Roraima será na área de Educação. “Todos sabem o quanto luto para transformar o sonho de centenas de famílias do meu Estado que sonham em fazer um filho médico, mas sem condições de colocar em escolas fora de Roraima. A única coisa que estou deixando para minha família é a minha história. É duro ser cobrado nas mídias social de algo que não cometeu”, lamentou.
Para ele, a atitude foi muito leviana. “Como eu iria tomar essa atitude se eu assinei para que se faça a audiência púbica e o processo seja o mais transparente possível, para que a manhã a gente não passe o que já passamos. Se é para aprovar [o empréstimo], vamos aprovar com transparência, discutir e mostrar o que é melhor para o Estado, se é que é melhor. Fui um dos seis que assinou e sendo acusado por essa funcionária da Casa que estava cometendo ato ilícito. Aos 65 anos quero dizer, não para minha família, mas para a futura geração que o maior legado que estou deixando para a história de vocês é esse curso de Medicina com cotas de 40% para os estudantes do interior de Roraima, que vai beneficiar os estudantes e as famílias de todos os municípios. Nessas outras gerações estou incluindo os meus netos”, reforçou.
O presidente da Casa, deputado Jalser Renier (SD), ressaltou que Ruiz sempre foi um bom gestor em todos os cargos que ocupou. “Quero me solidarizar com vosso discurso. O senhor sempre foi um deputado preocupado com as causas sociais e respeitoso para com seus pares. Não tenho dúvida que o respeito que carrega no peito é a mesma admiração que temos em nossos corações pela sua humildade, os anos que está na vida pública e a representatividade que tem neste Estado”, recomendou.
Marilena Freitas










