Drogas e álcool, duas substâncias perfeitas para desestabilizar e desagregar famílias. Preocupada com o resultado desses trágicos elementos químicos, o CHAME (Centro Humanitário de Apoio à Mulher), da Assembleia Legislativa de Roraima, fez uma parceria com o Centro Evangelístico Internacional, uma igreja do Rio de Janeiro, que desenvolve o projeto Impacto, que acolhe pessoas com dependência de álcool e drogas. O Centro irá ceder uma equipe psicossocial da instituição para que atenda tanto os dependentes químicos quanto a família deles, todas as sextas-feiras.

O primeiro encontro será nesta sexta-feira, 9, a partir das 10h, na sede do Centro Evangelístico Internacional, localizado na rua General Bento Gonçalves, nº 120, bairro Operário. “Manter e ampliar a parceria com essas instituições é muito importante porque ajuda a reduzir os índices de violência doméstica, obedecendo a um dos eixos do Chame que é a prevenção, para que juntos possamos combater e prevenir a violência contra as mulheres e as famílias. Onde estiverem esses agentes determinantes de violência nós vamos ajudar”, explicou a procuradora adjunta do Chame, Sara Patrícia.

Esse Centro Evangelístico, segundo informou Sara, não somente atende como também acolhe os dependentes químicos, “Essas pessoas moram lá e recebem todo o apoio necessário da instituição. E para somar com esse projeto, nossa equipe psicossocial vai lá orientar em que necessário for, tanto no atendimento psicológico quanto no social. Considero esse projeto fundamental porque problemas como drogadição ao alcoolismo se faz presente no cotidiano das nossas famílias. Então, quanto mais entidades, sejam elas governamentais ou não, criarem esse tipo de ajuda para essas pessoas é sempre muito válido”, reforçou.

O pastor Nilton Junior, responsável pelo Centro Evangélico, disse que propôs a parceria com o CHAME depois de conhecer o trabalho durante uma conversar com a procuradora do Chame, deputada Lenir Rodrigues (PPS). “Hoje temos 32 dependentes químicos sendo cuidados pelo Centro Evangélico. Nosso espaço, uma chácara no bairro Operário, é muito precário, e a maioria deles dorme em redes atadas nas árvores. Realizo diariamente algumas atividades como o devocional e as palestras, mas isso não é suficiente. Eu acredito na ciência, que deve caminhar lado a lado com a parte espiritual, sendo necessário que essas pessoas sejam acompanhadas por profissionais como psicólogo e assistente social, os quais serão cedidos nessa parceria com o Chame”, explicou, ao salientar que a instituição vive de doações.

O Centro Evangélico, segundo o pastor, existe há mais de 30 anos no Estado do Rio de Janeiro. Em Roraima funciona há mais de um ano. “Inicialmente abri as portas da minha casa para acolher essas pessoas, mas com o aumento da procura tivemos que pensar em um espaço maior. A maioria deles é jovem na faixa etária de 19 a 25 anos. Temos também três pessoas mais maduras com idades de 54, 50 e 44 anos”, contou.

 

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR