Durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa de Roraima na manhã de terça-feira (19), os deputados Marcelo Cabral (MDB) e Jeferson Alves (PTB) avaliaram o primeiro ano de atuação do Poder Executivo, que segundo eles, foi marcada por desafios e resultados positivos.

O deputado Marcelo Cabral comparou os trabalhos da gestão atual com as anteriores e disse que hoje os servidores públicos recebem o salário regularmente. “Há dois anos, aqui nesta tribuna, houve greve por não ter salário em dia. Hoje ninguém mais ver isso, é o Governo que veio para ajudar e contribuir no Estado de Roraima.”

Para o parlamentar, assim como o papel de fiscalizar as irregularidades nos serviços públicos, é necessário enaltecer os pontos positivos do Poder Executivo. Para mostrar esses resultados, o deputado disse que solicitará dados das atividades com os avanços e os desafios da Casa Civil, para apresentar na Assembleia Legislativa.

O deputado Jeferson Alves (PTB) concordou que os parlamentares podem auxiliar no trabalho do Poder Executivo, diante dos desafios enfrentados na região. Segundo ele, o Estado ainda vive a economia do contracheque, pois há poucas indústrias e empresas privadas para aquecer o mercado.

“Roraima não tem uma matriz econômica definida, onde o Poder Público quando não paga o salário do servidor, existe uma crise na Estado. Precisamos unir forças, precisamos ajudar o Estado, dar uma chance para Roraima.”

Durante o discurso, as deputadas Catarina Guerra (SD) e Aurelina Medeiros (PODE), fizeram apartes nos quais concordaram com os parlamentares.

Denúncia

Ainda na tribuna, o deputado Gabriel Picanço (Republicanos) expressou preocupação com os fazendeiros, colonos e pescadores abordados pelos fiscais da Femarh (Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

“Alguns fiscais estão usando de abuso de autoridade. Um pescador foi abordado e apresentou sua carteira emitida pela Femarh, que estava vencida, apresentou também sua carteira emitida pelo Governo Federal vigente, e simplesmente o fiscal se negou a atender o pescador”.

O parlamentar pediu união das autoridades competentes para resolver esse problema, e que seja feita uma fiscalização nesses órgãos. “Um fiscal queimou a canoa que estava com peixes de um pescador no baixo Rio Branco, como esse pai de família vai continuar trabalhando agora, ele ficou sem nada.”

Texto: Vanessa Brito e Ana Lucia Montel

Foto: Jader Souza

SupCom ALE-RR