Equipe psicossocial do Chame atenderá dependentes químicos do Projeto Impacto

Drogas e álcool, duas substâncias perfeitas para desestabilizar e desagregar famílias. Preocupada com o resultado desses trágicos elementos químicos, o CHAME (Centro Humanitário de Apoio à Mulher), da Assembleia Legislativa de Roraima, fez uma parceria com o Centro Evangelístico Internacional, uma igreja do Rio de Janeiro, que desenvolve o projeto Impacto, que acolhe pessoas com dependência de álcool e drogas. O Centro irá ceder uma equipe psicossocial da instituição para que atenda tanto os dependentes químicos quanto a família deles, todas as sextas-feiras.

O primeiro encontro será nesta sexta-feira, 9, a partir das 10h, na sede do Centro Evangelístico Internacional, localizado na rua General Bento Gonçalves, nº 120, bairro Operário. “Manter e ampliar a parceria com essas instituições é muito importante porque ajuda a reduzir os índices de violência doméstica, obedecendo a um dos eixos do Chame que é a prevenção, para que juntos possamos combater e prevenir a violência contra as mulheres e as famílias. Onde estiverem esses agentes determinantes de violência nós vamos ajudar”, explicou a procuradora adjunta do Chame, Sara Patrícia.

Esse Centro Evangelístico, segundo informou Sara, não somente atende como também acolhe os dependentes químicos, “Essas pessoas moram lá e recebem todo o apoio necessário da instituição. E para somar com esse projeto, nossa equipe psicossocial vai lá orientar em que necessário for, tanto no atendimento psicológico quanto no social. Considero esse projeto fundamental porque problemas como drogadição ao alcoolismo se faz presente no cotidiano das nossas famílias. Então, quanto mais entidades, sejam elas governamentais ou não, criarem esse tipo de ajuda para essas pessoas é sempre muito válido”, reforçou.

O pastor Nilton Junior, responsável pelo Centro Evangélico, disse que propôs a parceria com o CHAME depois de conhecer o trabalho durante uma conversar com a procuradora do Chame, deputada Lenir Rodrigues (PPS). “Hoje temos 32 dependentes químicos sendo cuidados pelo Centro Evangélico. Nosso espaço, uma chácara no bairro Operário, é muito precário, e a maioria deles dorme em redes atadas nas árvores. Realizo diariamente algumas atividades como o devocional e as palestras, mas isso não é suficiente. Eu acredito na ciência, que deve caminhar lado a lado com a parte espiritual, sendo necessário que essas pessoas sejam acompanhadas por profissionais como psicólogo e assistente social, os quais serão cedidos nessa parceria com o Chame”, explicou, ao salientar que a instituição vive de doações.

O Centro Evangélico, segundo o pastor, existe há mais de 30 anos no Estado do Rio de Janeiro. Em Roraima funciona há mais de um ano. “Inicialmente abri as portas da minha casa para acolher essas pessoas, mas com o aumento da procura tivemos que pensar em um espaço maior. A maioria deles é jovem na faixa etária de 19 a 25 anos. Temos também três pessoas mais maduras com idades de 54, 50 e 44 anos”, contou.

 

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR

EM CARACARAÍ – CHAME investe na parceria com escolas para identificar casos de violência doméstica

O Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), da Assembleia Legislativa de Roraima, no município de Caracaraí, a 170 km de Boa Vista, está investindo em parceria com as escolas, para identificar, por meio do corpo docente, casos de violência doméstica. O Centro funciona no Núcleo da Assembleia, localizado na avenida presidente Kennedy, 1151 – Centro.

Conforme explicou a advogada e responsável pelo Chame na unidade do Poder Legislativo em Caracaraí, Brunnasshoussens Silveira de Lima Monteiro Saboia, desde a inauguração do Núcleo, no dia 18 de dezembro do ano passado, o órgão que defende a mulher tem recebido demandas relativas a divórcio, pensão alimentícia, guarda dos filhos e questões de terras.

Brunnashoussens disse que quem procura atendimento no Chame sai com um encaminhamento. “As demandas que estamos recebendo encaminhamos para a Defensoria Pública do Estado (DPE), Ministério Público de Roraima (MPRR) e aos demais órgãos competentes. Mas antes de encaminharmos essas mulheres para essas instituições fazemos um atendimento prévio porque entendemos que após um divórcio, por exemplo, a família vai precisar do acompanhamento de um psicólogo e de um assistente social, principalmente se tiver criança envolvida no processo”, disse, ao ressaltar que as pessoas são orientadas neste atendimento prévio sobre quais os documentos e os meios necessários para chegar até as instituições competentes que vão solucionar o problema.

Este mês, contou a advogada, uma equipe multidisciplinar do Chame em Boa Vista, formada por advogada, psicóloga e assistente social, irá ao município para tratar desses assuntos voltados às mulheres e também à família. “Enquanto isso, estamos investindo em palestras, oficiando escolas e o Conselho Tutelar sobre o programa voltado para essas mulheres que necessitam do acolhimento que o Chame proporciona. Estamos, através das escolas, incentivando os professores a identificar quem está sendo alvo da violência doméstica, para que repassem o caso para o Chame ajudar”, afirmou.

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR

Relatório aponta que existem mais de 54 mil venezuelanos em Roraima

Um relatório sobre a crise migratória de venezuelanos em Roraima traz reflexos nos sistemas públicos de Saúde e Segurança. O documento foi apresentado e entregue pelo presidente do Parlamento Amazônico, deputado Coronel Chagas (PRTB), ao presidente Michel Temer (MDB), em audiência esta semana em Brasília.

Segundo dados da Polícia Federal, atualmente existem 54.764 venezuelanos em Roraima. “É um número muito grande, e isso está provocando uma demanda por serviços públicos no Estado, que não tem condições de atender de maneira eficaz os roraimenses e nem toda essa população de venezuelanos. Esses números podem ser ainda maiores, porque muitos entram em Roraima, mas não solicitam o pedido de refúgio na Polícia Federal”, afirmou Coronel Chagas.

O relatório diz que em 2016, segundo dados da PF, 74.613 venezuelanos entraram e 68.523 saíram de Roraima. Em 2017 foi registrada a entrada de 79.933 e a saída de 41.488. Somente no mês de janeiro deste ano já chegaram ao Estado 15.108 venezuelanos e no mesmo período saíram 5.708.

O parlamentar entende que é preocupante a situação vivida pelos venezuelanos que estão passando uma crise humanitária, em razão de questões políticas, econômicas e financeiras, fazendo com que milhares de pessoas atravessem as fronteiras da Venezuela procurando melhores condições de vida nos países vizinhos. “Mas temos que entender também o que passam nossa população e o Estado que no momento não tem infraestrutura para oferecer qualidade nos atendimentos. Se faz necessário uma solução urgente para essa problemática”, ressaltou o deputado.

Com a chegada em massa de venezuelanos ao Estado, o relatório aponta que na área de Saúde, em 2016, foram atendidos nas unidades de emergência 7.457 estrangeiros, enquanto no ano seguinte foram 18.241. “É um impacto nos serviços públicos, principalmente na saúde, sem contar na rede pública de ensino que são milhares de pedidos de vagas, uma disputa com crianças e jovens roraimenses”, ressaltou Coronel Chagas.

Sobre essa questão da migração venezuelana, Coronel Chagas afirmou que é de responsabilidade da União. “O Governo Federal tem os recursos e os meios necessários para fazer frente a uma demanda dessa envergadura, porque Roraima sozinho não tem condições. Quando detalhamos os números, conforme dados da Saúde, da Segurança Pública e da Polícia Federal, e quando ele observou o número de venezuelanos que chegaram em janeiro deste ano e a questão escolar, o presidente Michel Temer se mostrou surpreso e preocupado, e disse que o Governo Federal está tomando providências”, contou.

Por Edilson Rodrigues

SupCom/ALE-RR

CONCURSO PÚBLICO – Escola do Legislativo promoverá aulão no município de Bonfim

Após Caracaraí receber o quarto aulão sobre ‘Estratégias de aprovação para concursos públicos’, nessa terça-feira (6), a Escola do Legislativo irá realizar no dia 26 deste mês, em Bonfim, essa mesma iniciativa. Será no Núcleo da Assembleia, na rua Aluizio de Menezes, nº 717, Centro, a partir das 18h30.

O motorista Alexsandro Ferreira mora em Caracaraí, município localizado na região Centro-Sul do Estado, a 170 quilômetros de Boa Vista, e tem dedicado em média seis horas de estudos por dia. A meta é alcançar a aprovação no concurso da Polícia Militar de Roraima, cujo edital está previsto para sair ainda este ano, com a promessa de 400 vagas.

Mesmo com esse tempo de dedicação, ele procurou o Núcleo da Assembleia Legislativa para acompanhar o aulão e, assim, conhecer mais as estratégias usadas por concurseiros. “Meu maior interesse é que a gente está precisando aqui no município de Caracaraí conhecer mais sobre concurso público”, falou.

Quem aplica as aulas é o professor Abel Mangabeira, que leva ao público presente as experiências adquiridas ao longo da vida, bem como mensagem motivacional e auxilia aos concurseiros a seguir o caminho mais saudável para aprovação. “Eu mostro esses elementos e o que é importante para ter um resultado positivo”, disse ele.

Sendo o mesmo tema a cada encontro, Mangabeira afirmou que todos os encontros são marcados por compartilhamento de experiências diferentes e a cada turma, uma nova história é apresentada. “Esse ciclo de aulões continuará. Dia 26 de fevereiro será Bonfim, depois Mucajaí, São João da Baliza e Boa Vista”, completou.

A técnica da Escola do Legislativo, Waleska Moura, acrescentou que em Caracaraí foram mais de 70 inscritos para o aulão, mas há pedidos para início de um preparatório específico na região, dentro do Núcleo. “Viemos para mostrar que a Assembleia está interessada na comunidade. Após o carnaval será feita uma divulgação melhor da programação que abrange preparatório para ENEM e vestibular e concursos”.

Conforme o coordenador do Núcleo em Caracaraí, Marceone Gomes Rodrigues, a presença da Assembleia Legislativa na cidade tem proporcionado outras condições para o futuro da juventude. “Caracaraí está de parabéns por estar proporcionando essa capacitação para os jovens que estão se preparando para concurso e que almejam passar”, colaborou.

Por Yasmin Guedes

SupCom/ALE-RR

 

Semana é voltada para capacitação de servidores da Assembleia Legislativa

Na sede do programa Abrindo Caminhos, localizado na avenida São Sebastião, no bairro Cambará, cerca de 30 servidores participam nesta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), das 8h às 12h e das 14h às 18h, de uma capacitação dividida em dois temas: Empreendedorismo no Ambiente de Trabalho e A Arte de Comunicar Projetos Socioeducacionais, ministrados por Wilson Jordão e Ademir Barros, da Escola do Legislativo.

Entre os colaboradores da instituição que participam da capacitação está Daniela Batista, que atua no Abrindo Caminhos na parte de atendimento ao público e as crianças e adolescentes assistidos pelo programa. Nessa quarta-feira, ela participou da oficina de Empreendedorismo no Ambiente de Trabalho.

“Como trabalhamos com o público em geral, precisamos ter uma bagagem de conhecimento e a gente precisa transparecer isso no atendimento ao público, no atendimento a própria criança com um cuidado, uma forma diferente de se tratar”, disse, comentando que essa maneira de receber se estende aos pais, como reflexo do trabalho.

Daniela parabenizou o programa pela iniciativa e parceria com a Escola do Legislativo em prol dos servidores, pois é uma forma de atualizar informações e comportamento. “O nosso ambiente de trabalho sempre muda, evolui e a gente precisa acompanhar isso”, pontuou.

Na oficina, os colaboradores realizaram dinâmicas em grupo e acompanharam as explanações do técnico da Escola do Legislativo, Wilson Jordão, cuja proposta é despertar o lado empreendedor de cada um e, assim, aprimorar o desempenho dentro da instituição. “Nós vamos desenvolver atitudes empreendedoras nessa conversa”, frisou.

Essa oficina, conforme explicou Jordão, foi uma demanda dos gestores das duas instituições para qualificar o serviço. “Solicitaram que a gente trabalhasse um curso para atender e despertar esse empreendedorismo voltado para o local de trabalho, voltado para o servidor”, disse.

Nesta quinta-feira (8), será a vez do palestrante Ademir Barros falar sobre ‘A Arte de Comunicar Projetos Socioeducacionais’. “O tema abordará essa relação da família, do trabalho, esse cotidiano que se forma dentro da Escola do Legislativo e do Abrindo Caminhos”, antecipou.

A coordenadora do Abrindo Caminhos, Viviane Lima, afirmou que esse tipo de ação serve para somar junto aos colaboradores. “A cada novo conhecimento nos faz com que se amplie o modo de se trabalhar. O presidente Jalser [Renier] tem essa preocupação da capacitação”, contou. A intenção é que todos estejam preparados para receber as crianças e adolescentes na próxima semana, no retorno das atividades do programa.

Escola do Legislativo – Iniciou no dia 5 e segue até o dia 9, próxima sexta-feira, na Escola do Legislativo localizada na rua Agnelo Bittencourt, no Centro, o curso de ‘Princípios da Administração Pública e Legislação Institucional’, com carga de 20 horas, voltado para 40 servidores.

Para Cleuner Freitas, que trabalha na Escola do Legislativo, o curso ajuda a melhorar o serviço público prestado à população. “A Assembleia nos oportuniza esse curso que vai aperfeiçoar nas nossas funções, com conhecimento da legislação, o que compete o servidor, os direitos e deveres”, disse ele.

Essa capacitação é ministrada pelo diretor jurídico da Escola do Legislativo, Helder Pereira, que durante toda a semana, apresentará a legislação que rege a instituição para que todos prestem um atendimento de qualidade.  “Demonstro a eles que sem conhecer as leis nas quais estamos submetidos, não seremos capazes de prestar esse serviço ao publico com excelência, que é o que a Casa pretende”, exemplificou.

A diretora da Escola do Legislativo, Leila Perussolo, enfatizou a necessidade de se formar multiplicadores dentro da Assembleia Legislativa. “Toda formação voltada ao público interno da Escola do Legislativo tem esse caráter de potencializar os nossos servidores. Temos cumprido o objetivo delegado pela própria instituição e o esforço do próprio presidente Jalser, que tem feito grandes investimentos em seus servidores, tem promovido vários cursos de capacitação, de pós-graduação”, citou.

Por Yasmin Guedes

SupCom/ALE-RR

EM CARACARAÍ – Quase 300 alunos participam de aulas de espanhol e balé no Núcleo da Assembleia

As aulas de espanhol iniciaram no Núcleo da Assembleia Legislativa em Caracaraí, onde 134 alunos participam do curso, restando ainda uma lista de espera para as próximas turmas. Jovens e adultos são os beneficiados com o curso, e a escolha do idioma está relacionada há vários fatores, entre estes a proximidade com os países vizinhos, a formação profissional e o alto fluxo de imigrantes que chegaram ao Estado nos últimos meses. Também começaram as aulas de balé, que tem 159 participantes.

O professor Maikol Christian Sinclair é natural de Cuba, o que facilita o aprendizado, uma vez que todos vão educar a audição para ouvir o mestre com o sotaque peculiar que o idioma requer. “Eles terão a possibilidade de dominar uma nova língua, tanto para o desenvolvimento do vocabulário quanto para a formação individual de cada um, dado que o Brasil faz fronteira com muitos países que falam espanhol, e também pelo alto índice de entrada de estrangeiros. No futuro o idioma espanhol será muito presente para todos que moram em Roraima, seja no desenvolvimento pessoal, na criação de empresas, dos profissionais de saúde. Nessas aulas eles terão contato com as técnicas, às características culturais dos países que falam o idioma, assim como poderão observar as semelhanças que existem entre o espanhol e o português”, disse.

A aluna Jamile Ferreira, 18 anos, disse não ter dúvida que fez a escolha certa. “É um bom curso e uma boa oportunidade para ampliar meus horizontes. É bom saber mais um idioma porque vou melhorar meu currículo, facilitando a conquista de um emprego, pois isso é um diferencial no mercado de trabalho. O professor é ótimo. Considero isso muito bom porque, quanto mais o professor é próximo dos alunos, mais se absorve o conteúdo do curso”, avaliou.

O microempreendedor Williams Moraes dos Santos, 24 anos, se matriculou no curso por conta da necessidade de expansão da microempresa. “Já deixei de fazer negócio por não saber falar espanhol. Eu falando espanhol, tenho certeza que minha empresa vai fluir, porque poderei interagir melhor com os estrangeiros e até gerar emprego para essas pessoas que estão chegando ao Estado. O curso está sendo bem proveitoso e o professor também é excelente. O fato de ser gratuito é ainda melhor, então temos que aproveitar essa oportunidade”, disse.

Balé – Os serviços oferecidos pelo Programa Abrindo Caminhos, que investe na cultura e no lazer, também já estão em funcionamento. O balé é uma dessas atividades que está movimentando 159 crianças nas faixas etárias de 8 a 12 anos. Divididas por idade, as aulas são ministradas nos períodos matutino e vespertino.

A enfermeira Míbia Oliveira dos Santos, 38 anos, é de Santa Catarina e está há 8 meses em Roraima. As atividades esportivas estão fazendo a diferença na vida dela porque está facilitando o entrosamento da família com a população caracaraiense. “Estou achando essa ideia maravilhosa, porque melhorou a interatividade com a nova sociedade. As novas amizades que irão proporcionar para minha filha, melhor conhecimento do balé. O meu filho também está inscrito no Taekwondo”, contou.

A professora de Balé, Luana Rosa, 18 anos, disse que nesse início as alunas vão aprender o básico da dança clássica. “Vão conhecer a história do balé, assistir vídeos, aprender a ter postura correta, alongar o corpo. A ideia é que o que aprenderem aqui leve para casa, e eles andem com postura, elegância, sejam mais educadas e delicadas com as pessoas”, disse.

A aluna Sophia Emanuele Barroso Alves, 6 anos, assimilou bem os primeiros passos da dança. “Essa primeira aula foi muito legal e eu já aprendi um bocado de coisa, como ficar na ponta do pé, rodar e agradecer o público”, contou.

 

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR

Palestras do Procon Assembleia ajudam fornecedores a prestarem melhor serviço

“Tenho certeza que amanhã seremos melhores que ontem, após a palestra do Procon Assembleia!”. A declaração do coordenador de Relações Humanas, Arthur Henrique Vieira, 26 anos, expressa bem o sentimento de 120 colaboradores que trabalham diretamente no setor de vendas do Grupo Perin, os quais tiveram no início da noite desta quarta-feira, 06, a oportunidade de tirar dúvidas relacionadas ao Código de Defesa do Consumidor, legislação que estabelece as normas de proteção ao consumidor.

A palestra foi sugerida pelo próprio Procon Assembleia, que está empenhado em equilibrar as relações de consumo entre fornecedores e consumidores. “Como já tínhamos essa necessidade, essa busca por melhoria em entender melhor os nossos clientes, essa palestra caiu como uma luva, porque esclareceu muitas dúvidas, somou conhecimento para os nossos funcionários. O conteúdo apresentado, as perguntas que surgiram foram de suma importância e as respostas esclarecedoras. Depois desse encontro, acredito, já não iremos mais pecar em pequenas coisas que hoje aprendemos porque a palestra foi muito produtiva”, reforçou Vieira, que está há oito anos no Grupo Perin e já ocupou vários cargos.

A caixa Marineuza Vera Nogueira, 29 anos, disse que as informações obtidas permitirão um melhor atendimento ao cliente. “No caixa é onde se conclui a venda, então as dúvidas com relação a troca de mercadorias foram bem esclarecidas. Existe cliente que vai pagar uma prestação, mas esqueceu o carnê e acaba pagando a parcela errada e depois temos que dar baixa, proceder a troca das parcelas. Muitas vezes isso causa constrangimento”, ressaltou.

Para o vendedor Wesley do Nascimento, 20 anos, que está há três anos nessa função, a palestra abriu um leque de conhecimento. “Não somente com relação ao Código de Defesa do Consumidor, mas também trouxe segurança trabalhista para o empregado, que, ao conhecer as leis, poderá ter uma posição firme, ao informar o consumidor com segurança, inclusive em situações em que for pego de surpresa”, afirmou, ao salientar que muitos consumidores traçam uma estratégia para intimidar o vendedor na hora de cobrar os direitos.

A diretora do Procon Assembleia, Eumária Aguiar, disse que o órgão de defesa e proteção ao consumidor do Poder Legislativo continuará, por meio das palestras, buscando que as relações consumeristas sejam harmoniosas entre as duas partes. “Nossas palestras têm o intuito de esclarecer fornecedores e consumidores para que possam atender melhor e vender mais. O principal foco do Procon é o equilibro nas relações, que o fornecedor cumpra a sua parte e que o consumidor seja atendido nos seus direitos”, enfatizou.

 

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR

CARNAVAL – Procon Assembleia orienta fornecedores e consumidores sobre troca de produtos

A troca de mercadoria é um dos principais problemas enfrentados pelos lojistas e que geram atrito nas relações consumeristas. Aproveitando esse período carnavalesco, uma equipe do Procon Assembleia foi às ruas do centro comercial de Boa Vista, nesta terça-feira, 5, levar orientações básicas sobre a legislação que trata dos direitos e deveres tanto para os clientes quanto para os fornecedores.

A semana que antecede o carnaval aliada ao retorno das aulas deixam as ruas e avenidas comerciais da cidade movimentadas. O ritmo frenético dos foliões nos comércios em busca de adereços e fantasias para compor o look para a folia momesca acabam levando a alguns erros na hora das compras. O Procon orienta os clientes que se isso vier acontecer, é preciso, antes te tudo, ter calma na hora de solicitar a troca, até porque o Código de Defesa do Consumidor (CDC) só permiti a troca apenas nas compras virtuais.

Com a finalidade de ajudar os fornecedores a resolverem a situação quando se verem diante do impasse, o Procon além de orientar o fornecedor, distribuiu o manual do CDC aos lojistas e adesivou o número do Procon Assembleia, para que em caso de dúvida entrem em contato. A equipe ainda colocou o órgão de defesa do consumidor a serviço dos fornecedores, para, caso tenham interesse, agendem palestras para dirimir as dúvidas dos vendedores.

“Nossa ação tem o intuito de levar informações ao fornecedor por conta desse período de carnaval, para esclarecê-los com relação à troca de produtos. O consumidor tem que ter atenção quanto ao tamanho, cores e as marcas das fantasias. É importante observar se tem o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) para que não venha a sofrer com danos à saúde. Esse cuidado também ajudará o cliente na hora de fazer uma reclamação junto ao Procon, pois informações precisas relacionadas do fabricante e forncedor, fica difícil resolver o impasse, ficando, no final, o prejuízo para o consumidor”, explicou Alcirene Oliveira, assessora do Procon Assembleia.

A gerente de uma das lojas que vendem adereços de carnaval, Mirian Reis, 32 anos, disse acreditar que a maioria dos consumidores agem assim por desconhecimento.  “A troca é sempre um problema porque nem todo cliente chega com um bom humor para conversar e entrar em um acordo, geralmente chegam alterados, falando alto, brigando, querendo a qualquer custo fazer a troca, sendo que antes substituir o produto temos que analisar o produto para saber o que aconteceu.  Alguns consumidores são bastantes abusivos, creio que isso ocorre por não conhecerem a lei.”, disse a gerente.

Há duas décadas como gerente de uma loja, Maciel Lima, 41 anos, ressaltou que o papel do Procon Assembleia, em orientar fornecedores e consumidores é fundamental nessa relação de consumo. “É muito importante essa abordagem do Procon quanto ao papel dos direitos e deveres dos consumidores e fornecedores, pois muitas vezes o cliente só que ver o lado dele, esquecendo que também tem deveres”, disse.

Apesar da legislação não obrigar a trocar mercadorias compradas na loja física, Lima disse a loja tem uma política de troca, mas que tem alguns critérios. “No caso das fantasias, normalmente trocamos por um outro tamanho ou cor. Não fazemos a troca por produto diferente do que fora comprado

A proprietária de uma loja de festa, Nadja Alves Beserra dos Santos, considerou a ação do Procon, de ir às ruas orientar fornecedores e clientes, fundamental para facilitar as relações. “Essa ação é de grande importância porque nós, enquanto empresas, e também para os consumidores, pois todos nós devemos ter conhecimento para podermos saber qual é o dever da empresa e o direito do consumidor. Tendo conhecimento e com a parceria cliente empresa cumpriremos tudo o que for acordado. O esclarecimento é a melhor forma para chegarmos a uma solução. Os clientes têm que entender, após comprar o produto, que a troca de uma mercadoria em condições de uso é uma cortesia da empresa”, explicou.

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR

LEI MARIA DA PENHA – População recebe informações enquanto espera atendimento na DPE

Homens e mulheres, de diferentes faixas etárias, que esperavam atendimento na Defensoria Pública do Estado (DPE), tiveram uma manhã diferente nesta terça-feira. 6. Enquanto aguardavam a vez, participaram da palestra sobre violência doméstica e familiar, proferida pela procuradora Adjunta da Procuradoria Especial da Mulher, da Assembleia Legislativa de Roraima, Sara Patrícia Farias.
A ação faz parte do projeto ‘Diálogos na Sala de Espera’, desenvolvido há dois anos pela DPE, que nesta edição conta com a parceria da Procuradoria Especial da Mulher, que utilizará as segundas e terças-feiras para abordar temas referentes a violência doméstica, autoestima, prevenção ao suicídio, entre outros, no horário das 8h as 8h30 na DPE.
Enquanto Sara falava sobre a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06), história e a aplicação dela na sociedade, bem como os tipos de violência (sexual, moral, patrimonial, física e psicológica), a população presente acompanhava atento a cada explicação. Uma pessoa que estava na plateia, que preferiu não se identificar, confessou que até conhece a Lei, mas não entendia como funcionava. “Achei muito interessante, pois quando a gente lê o que está nos livros, muitas vezes a gente não consegue compreender o que quer dizer. Mas agora com essa explicação, ficou muito mais fácil”, disse.
Na palestra, os cidadãos acompanharam ainda a explicação sobre o que é o Feminicídio (Lei nº 13.140/15) e quais as características desse tipo de crime e a legislação que ampara os homens em caso de violência doméstica. Em seguida, a procuradora adjunta falou a respeito do trabalho do CHAME (Centro Humanitário de Apoio à Mulher) e do Zap Chame, serviço de atendimento via Whatsapp disponibilizado pelo Poder Legislativo por meio do telefone 98402-0502.
A dona de casa Maria Antônia de Deus esteve na Defensoria Pública para dissolução de união estável. No aguardo para ser chamada, assistiu a palestra e reforçou sobre a importância de ter eventos como esse para as pessoas que estão ali para solução de algum conflito. “Há pessoas que não tem conhecimento que o CHAME pode trazer de bom pra nós. Eu mesmo, vendo esse trabalho aqui, amei e fiquei na expectativa de falar com a ‘doutora’ Sara”, contou.
Maria confessou que já utilizou dos serviços do CHAME, como assistência social, psicologia e a parte jurídica quando decidiu dar um basta na violência doméstica vivida quando era casada. “Meu marido me maltratava muito, mas hoje eu sou feliz e o CHAME me ajudou muito nisso”, falou ela.
Para o assessor especial do Centro de Estudos da Defensoria Pública do Estado, Celson Figueiredo, encontros como esse são importantes para orientar e esclarecer os assistidos pela instituição sobre os direitos e contribuir para o fim da violência.  “O Centro de Estudos da Defensoria tem esse objetivo, além de qualificar os profissionais aqui da DPE, a gente quer levar orientações aos assistidos. Essas palestras vão ajudar disseminar informações e que problemas sejam diminuídos. O objetivo é esse, que a Defensoria ajude a sociedade”, colaborou.
As próximas palestras acontecerão nos dias 19 e 20 de fevereiro com o tema ‘Autoestima’, ministrada pela psicóloga Jane Meire, do CHAME. “Nós estamos levando informações e é necessário que se leve cidadania, para se conhecer direitos e para que possam exigi-los e coloca-los em pratica e estamos trazendo a nossa equipe técnica da PEM para falar sobre várias temáticas”, ressaltou Sara Patrícia Farias.
 
Por Yasmin Guedes
SupCom/ALE-RR
 

 

DIÁLOGOS EM SALA DE ESPERA – Assembleia Legislativa e Defensoria Pública são parceiras em projeto

Cidadãos que procuram atendimento na Defensoria Pública do Estado (DPE) terão as segundas e terças-feiras, das 8h as 8h30, palestras sobre violência doméstica e familiar contra a mulher, autoestima, prevenção ao suicídio, tráfico de pessoas e sobre o Grupo Reflexivo Reconstruir, realizadas pela Procuradoria Especial da Mulher, em parceria com a DPE.

A ação faz parte do projeto ‘Diálogos na Sala de Espera’, desenvolvido pela Defensoria desde 2016 e que atinge a, aproximadamente, 250 pessoas que procuram atendimento jurídico em diversas áreas diariamente. A procuradora adjunta Especial da Mulher, Sara Patrícia Farias, explicou que essa parceria é a preocupação que a Assembleia Legislativa tem em zelar pelos direitos das mulheres e em combater toda e qualquer forma de discriminação.

“Iniciamos nesta segunda-feira [5] onde tivemos palestra sobre violência doméstica e familiar, voltada às pessoas que estavam na sala de espera”, contou Sara Patrícia, ao reforçar que será um tema por semana. Para março, estarão previstas apresentações sobre o tráfico de pessoas, proferidas pelo Núcleo de Promoção, Prevenção e Atendimento às Vítimas de Tráfico de Pessoas, e sobre reabilitação do agressor, ministrada por técnicos do Grupo Reflexivo Reconstruir.

Conforme Sara Patrícia, é papel do Poder Público levar conhecimento para a população sobre as legislações específicas e vigentes no País e no Estado. “É louvável esse projeto da DPE, em parceria com a Procuradoria Especial da Mulher que, como entidades públicas, atendem o que é chamado na Lei Maria da Penha que é levar o conhecimento sobre a defesa dos direitos das mulheres”, contou.

De acordo com a programação da Procuradoria Especial da Mulher, no dia 6 o tema a ser apresentado será ‘Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher’. Para os dias 19 e 20, a abordagem será sobre ‘Autoestima’, com a psicóloga Jane Meire e nos dias 26 e 27, a psicológa Elizabeth Brito falará sobre ‘Prevenção ao Suicídio’. A Defensoria Pública funciona na avenida Sebastião Diniz, nº 1.165, no Centro, próximo ao terminal de ônibus.

Por Yasmin Guedes

SupCom/ALE-RR