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Jalser Renier visita HGR e propõe parceria para reduzir fila de cirurgias

Em visita realizada na tarde deste domingo (23) no Hospital Geral de Roraima (HGR), o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, Jalser Renier (SD), constatou a falta de itens hospitalares e medicamentos básicos para atendimentos de urgência como o AAS, utilizado para aliviar a dor.

Pela falta de materiais, mais de 500 pacientes esperam por procedimento cirúrgico no Estado. A ortopedia representa 40% da demanda da unidade. Jalser Renier solicitou um levantamento imediato sobre a quantidade exata de pacientes que precisam ser submetidos a cirurgias e propôs uma força-tarefa para realização de mutirões cirúrgicos.

A visita do parlamentar foi acompanhada pelo adjunto da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), Elias Carvalho, e da diretora-geral da unidade, Débora Maia. Na ocasião, Jalser disse ainda que o momento é de unir forças para solucionar a questão. “Estamos buscando através da LDO, que será discutida ainda essa semana na Assembleia, pra que a gente possa nortear as ações”, afirmou.

O secretário-adjunto da Saúde, Elias Carvalho, disse que o apoio da Assembleia Legislativa é importante para amenizar os problemas nas unidades de Saúde. “Tudo que vier para o bem é bem-vindo. O presidente da Assembleia Legislativa veio aqui para nos ajudar, procurar saber o que está faltando e tentar de forma efetiva na Assembleia”, declarou.

Problemas

Além dos problemas na infraestrutura da unidade como infiltrações e piso danificado, a falta de medicamentos, matérias básico e de servidores têm prejudicado os atendimentos no Pronto Atendimento Dr. Airton Rocha.

Valdir Galvão Ferreira, de 65 anos, sofreu um acidente de trânsito e há um mês aguarda por uma cirurgia. Não tem parafuso, por exemplo, e nem previsão para o procedimento. “Não sei quando vou sair daqui. Eu quero ir pra casa”, disse.

“Nós todos estamos sofrendo com ele aqui. Precisamos que ele faça essa cirurgia. Eu também tenho problema de saúde e ele tá em cima dessa cama, pedindo socorro”, lamentou a esposa de Valdir, a dona de casa, Ozanete dos Santos Ferreira.

A história de pacientes que esperam por cirurgia se repete a cada leito. A técnica em enfermagem de Iracema, Karin Klein Vieira, de 29 anos, está há uma semana internada, mas há três meses espera pela cirurgia no tornozelo e fíbula. O repositor Joncidavison Oliveira Braga, também enfrenta o mesmo problema: a unidade não tem os pinos para cirurgia no fêmur direito. “Tem dois meses que estou aqui”, afirma Braga.

A falta de servidores também foi denunciada durante a visita. A técnica de enfermagem Vanessa Souza dos Santos trabalha há 5 anos no HGR. Ela diz que os servidores estão sobrecarregados. A diretora da unidade confirmou o déficit de trabalhador por turno. Atualmente apenas 13 técnicos em enfermagem atuam por plantão. O ideal são 18 servidores para atender a demanda.

O secretário-adjunto da Saúde afirmou que não tem previsão para realização de concurso público. “Nós ultrapassamos a Lei de Responsabilidade Fiscal e é impossível realizar concurso hoje, apesar do aumento da demanda ser muito grande. Nós estamos estudando a legalidade para aumento de hora-extra dos servidores da enfermagem”, afirmou.

Texto: Sônia Lúcia Nunes

Foto: Lucas Almeida

SupCom ALE-RR

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